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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Alpino para beber não tem Alpino

Acabei de ler uma mega surubrand da Nestlé! Inacreditável como ela pode ter posto no mercado uma bebida de chocolate com nome de Alpino que não tem o chocolate Alpino na fórmula...

Total desrespeito ao consumidor!

Desnecessário, Preta, desnecessário!

Veja o post que me deu esta informação clicando aqui.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Marcas são como castelos de areia

Lendo uma entrevista com Jaime Troiano, autor do livro da "surubrand", feita pela HSM, destaco duas respostas:

"O que é mais fácil: construir ou destruir uma marca?

Sem dúvida nenhuma, destruir. A construção é um processo lento, sistemático, que envolve muitas pessoas e uma disciplina rígida de controle. Mais do que nunca, a velocidade do impacto negativo que as marcas podem sofrer é muito grande, pela existência de uma múltipla e pouco controlável trama de contatos digitais em que ela está envolvida." (...)

"Há alguma recomendação para empresas pequenas, que não contem com grandes verbas para publicidade, para tornar uma marca conhecida?

Sim: a força dos pequenos contatos. Há uma grande ilusão no mercado: marcas fortes só se constroem com grandes investimentos de propaganda. Quantas e quantas vezes, eu tenho ouvido este lamento, partindo principalmente de empresas que não dispõem desses recursos mais generosos. E estas empresas são, é lógico, a grande maioria do nosso mercado.
É como se existisse um “apartheid mercadológico”: ou você tem muito dinheiro para investimentos publicitários e pertence à “raça superior” dos grandes anunciantes ou fica imobilizado num “gueto” dos que nada podem. O sentimento de que marcas somente são construídas à base de muita propaganda é um grande engano!
Primeiro porque grandes marcas começaram pequenas e como tais não podiam dispor daqueles investimentos. Em segundo lugar porque há muitas marcas que cresceram fora dos tradicionais circuitos publicitários. Marcas fortes e valiosas de verdade são construídas pela rede de múltiplos e pequenos contatos que elas estabelecem com seus consumidores e com todos os públicos envolvidos com ela – dos seus funcionários aos canais de venda.
Marcas poderosas são o resultado de uma equação de múltiplos termos que se combinam e geram um efeito perceptual junto a seus consumidores e demais públicos. Esta rede de múltiplos contatos tem a força de construir o valor e percepção adequada de uma determinada marca. Propaganda, embora tendo um papel privilegiado, é apenas um termo da equação, é um elo da cadeia de pequenos contatos."

Ao ler isso, fiz na minha mente uma imagem de que marcas são como castelos de areia. Levam tempo e paciência para que sejam erguidos, uma onda pode destruí-los, e para fazer um bonito mesmo, precisa-se de muito mais que areia (no caso das marcas, propaganda). Precisa-se de imaginação, sensibilidade artística, "noções de construção", comprometimento, acabamento e determinação. E também de pessoas que o deixem existir. Quantos castelos de areia já foram destruídos por pisadas de alguém que passou por perto?

Para ler a entrevista completa, clique aqui.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Hein? Fuck Wear é uma marca?


Acabei de ler a seguinte pérola:

"A Tudo em Pauta - Comunicação Integrada assumiu a conta da marca Fuck Wear, empresa do segmento de óculos escuros."

E me perguntei? "Como assim? What the f***!
"Fuck Wear' é uma marca? E de óculos escuros?

A nota explicava:

"A marca chegou ao mercado em 2005, sob o comando de Alessandro Damasceno. A empresa tem atualmente mais de 120 modelos de óculos escuros e já se prepara para disponibilizá-los, também, via internet por e-commerce."


Fiquei pensando a que público esses oculos se destinam... Como a assessoria de imprensa vai fazer para divulgar tal marca, visto que pode haver rejeição dos veículos de comunicação ou ainda um tratamento irônico.... Este é um caso clássico de marca que pode ficar facilmente conhecida pela população, mas tal awareness pode não vir acompanhado de volume substancial de vendas. 

Se ainda fosse uma marca de camisinhas, o trabalho ficaria bem mais facil! hehehe 

Vai ser preciso muito cuidado para que a marca não caia na armadilha da "Surubrand", literalmente! 

PS: não achei o site da Fuck Wear para xeretar os modelos.

domingo, 1 de novembro de 2009

Cuidado com a SURUBRAND


Comentei ontem sobre "Os 10 pecados mortais do Marketing" e quase esqueci de comentar a palestra que fui na última quinta-feira, dia 29, em que Jaime Troiano lançou o livro "As marcas no divã". O publicitário sintetizou (também) em dez lições o que as empresas devem fazer para evitar armadilhas.
E a que mais me marcou, talvez por sua simplicidade, talvez por sua profundidade, foi o alerta para que as empresas não se deixem seduzir "pela sobrinha do dono que estuda design" e se vejam imersas em uma SURUBRAND. E o que viria a ser isso (que se tornará uma tag a partir de hoje)? Aquele monte de arrumadinhos que as empresas vão fazendo com suas marcas e que as deixam sem identidade.
As empresas precisam ter um rumo e isso tem se ser explicado com as marcas. As empresas não podem mudar de visual como quem troca de roupa. Fica a dica!