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domingo, 11 de março de 2012

Um carrinho de metal caiu na minha cabeça na Tok Stok



Até quinta-feira eu amava a Tok & Stok. Tinha feito a minha lista de casamento lá e quase a minha casa inteira foi comprada lá. Sou vizinha de uma loja e corria lá para qualquer comprinha para a casa. Às vezes, até mesmo quando sabia que seria mais caro do que em outros locais, comprava o que precisava lá. Me sentia em casa. Já conhecia os atendentes pelos nomes, etc.

Até que na última quinta-feira, dia 08/03/2012, aconteceu uma acidente comigo na minha loja de estimação, a do Plaza Shopping, em Botafogo (RJ), e toda a minha admiração pela Tok & Stok foi pelo ralo. Vou explicar o que houve:

Eu estava com a minha tia na loja, uma idosa de 79 anos e que está bem frágil fisicamente. Estávamos olhando uns jogos americanos para ela, quando, de repente, caiu sozinho, um carrinho de frutas de metal na minha cabeça. Vejam como ele é delicado:


 Este carrinho estava no alto da estante em que estavam os jogos americanos, provavelmente porque na loja não há depósito para guardar o material de reposição do estoque e ai eles guardam por cima das estantes. O carrinho tem rodinhas e deslizou sozinho do alto da prateleira, caindo na minha cabeça e fazendo um barulho enorme. Eu fiquei com um galo na cabeça e um hematoma no braço. Mas se este carrinho tivesse caído meio metro à minha direita teria caído em cima da minha tia, que com certeza cairia no chão e se machucaria muito feio porque não iria aguentar o impacto da queda do carrinho sobre ela.

Vejam só onde ele estava:

Na hora, vários vendedores vieram até mim para saber o que aconteceu (nenhum deles as minhas caras conhecidas de sempre). Mas ficou nítida a falta de preparo deles para lidar com a situação e resolver o problema. Os carrinhos continuam no alto da prateleira até hoje e tudo o que eles me ofereceram foi um copo de água, que eu recusei porque precisava de gelo para o machucado e não de água para passar o susto.

A primeira postura dos vendedores foi me questionar se eu tinha tentado tirar o carrinho do alto e por isso ele teria caído. Isso me deixou muito chateada, porque além de vítima ainda tive que me justificar de que não tinha feito nada. Mesmo eu dizendo que precisava de gelo e de um pedido de desculpas formal da Tok & Stok, eles não me arranjaram nem uma coisa, nem outra. Alegaram que não tinha gelo na loja, mas a loja fica em um shopping com um Outback, um Gula Gula, um Joe & Leo's e um restaurante japonês, todos eles muito próximos da loja, era só alguém correr lá e pegar um pouco de gelo. Mas faltou atitude aos funcionários e faltou treinamento dos líderes. Por isso, diante do acontecido, ninguém soube o que fazer.

O gerente não veio falar comigo e a tal pessoa que eu pensei ser um supervisor de loja é uma funcionária do RH que veio pegar os meus dados para catalogar a ocorrência, mas se negou a me dar uma cópia do tal documento alegando que era um documento interno.

Sei que poderia processar a empresa. Mas tudo o que eu quero é que eles se comprometam a tirar os objetos de cima das prateleiras ou que os acomodem de maneira segura para que não caiam mais na cabeça de ninguém.

Será que se eu reclamar bem muito no Twitter e no Facebook, a Tok & Stok finalmente vai me pedir desculpas, acomodar melhor o estoque e treinar os seus funcionários para atender bem os clientes em momentos de crise?

Ou será que alguém precisa se machucar realmente mais sério para que eles tomem uma atitude?

Em geral não posto assuntos tão pessoais assim aqui neste blog. Mas o problema não deixa de ser relacionado com Imagem E Comunicação. É um exemplo de como as empresas têm a imagem manchada por não treinar bem funcionários, não atender bem os clientes, não oferecer produtos e serviços seguros, ou ainda, um ambiente seguro. Tá tudo errado na Tok & Stok, tudo errado. Ela precisa rever seus procedimentos.

Por enquanto, é isso. Aguardem cenas dos próximos capítulos.

Atualizãção de segunda-feira, 12/03/2012:
Hoje, às 16h40, a ouvidoria da Tok Stok me ligou. O pedido de desculpas veio, mas não antes de eles tentarem me dizer que o carrinho que caiu na minha cabeça estava em posição incorreta no alto da estante porque algum cliente ou funcionário o tinha posto assim. Retruquei de modo veemente que não foi um cliente! Nenhum cliente mexeria em tantos carrinhos assim no alto da estante, que só é acessível com escada!

Mas o saldo da ligação foi positivo. Eles ficaram de reforçar o treinamento dos funcionários e tomar providências. Prometeram me manter informada. Vamos esperar e conferir!

A ouvidoria só soube do caso hoje e só falou comigo depois que este blog já tinha recebido 486 visitas desde a postagem inicial deste post e que os meus tweets já tinham alcançado mais de 5 mil pessoas!


Moral da história: o consumidor que coloca a boca no trombone é ouvido, por pressão! É uma pena! Se a empresa tivesse melhores processos e melhor comunicação, essa roupa não teria sido lavada em público. 

Atualização de quarta-feira, 21/03/2012:
O caso foi destaque na coluna de Defesa do Consumidor, do jornal O Globo, cujo título é
Lojas têm que garantir segurança

domingo, 27 de novembro de 2011

Identidade Cultural não se (re)cria em um estalar de dedos



Ainda não entendi essa proposta de divisão do Pará. Fico me perguntando "por que?", "pra quê?" e "para quem" isso é bom. A proposta me parece completamente absurda! Discussão política a parte, ao ver este vídeo de Fafá, em defesa ferrenha ao não, pensei no quão delicado é tirar as referências de identidade cultural das pessoas. E pior ainda quando isso não é escolhido, é imposto, ainda que por vitória (ou derrota) de um plebiscito.

Uma coisa é alguém de livre e espontânea vontade trocar de nome ao casar ou pedir cidadania em outro país. Outra é alguém ver o local em que nasceu e cresceu mudar de nome. Nessa divisão, fiquei me perguntando, se continuará existindo o estado do Pará, ele herdará todo o patrimônio cultural produzido antes da divisão nas outras áreas que vão virar Tapajós e Carajás? Como começam os novos estados do ponto de vista de identidade cultural? Como fazer para que os moradores desses novos estados não mais se sintam "paraenses"?

Se eu tivesse que votar neste plebiscito meu voto também seria nã, nã, nin, nã, não!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Um quarto da população mundial sofre censura online


E os Repórteres Sem Fronteiras lembram que, em vários casos, a censura não se limita ao meio digital, mas (ainda) é uma ferramenta usada pelos governantes contra os seus oponentes.

Num mundo em que o acesso à tecnologia e à informação nunca foi tão importante, ler que um quarto da população mundial sofre algum tipo de censura me lembra um papo que tive em 2001 ou 2002 com uma amiga da Tanzânia sobre globalização. Stela disse que a ideia de globalização a assustava. E não por causa do famigerado temor de que o mundo todo vire meio americano. Mas ela se assustava com a globalização porque via que a globalização aumentava o gap entre os países em desenvolvimento e a Tanzânia. E isso acontecia porque o acesso à tecnologia e à informação era escasso no país dela.

Num mundo tão "sem fronteiras", como certos governantes ainda impõem tamanho atraso às suas populações, hein?

O gráfico eu peguei daqui.

PS: para ver o gráfico em tamanho ampliado (e ler as infos de texto nele contidas), basta clicar na figura.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

A imaturidade & o caos no Rio

Foto: Bernardo Tabak, G1



Esses dias tenho pensado bastante a respeito da importância da maturidade na execução de trabalhos. E por maturidade não me refiro, necessariamente, à senioridade. Tem gente que envelhece e não amadurece. Falo da maturidade que confere a quem executa uma tarefa a capacidade de pensar em todos os impactos da ação.

Não conheço o pessoal da Procter & Gamble ou da Moda Promoções de Eventos, responsáveis pela ação de marketing que deixou caixas enormes em praças da Zona Sul do Rio, levando pânico aos bairros, mobilizando uma mega ação policial e fechando ruas. Mas quem fez isso com certeza não teve maturidade para entender o que estava fazendo (ou então, é gente ruim mesmo, que gosta de ver o circo pegar fogo...). Para mim, foi uma ação imatura que gerou prejuízos para o cliente (Procter & Gamble) e para a empresa (que vai ter que pagar os custos da ação policial e será autuada por falso alarma). Prejuízos não apenas financeiros, mas de imagem.

Para saber mais sobre o caso das caixas misteriosas, clique aqui, aqui ou aqui.

Outro exemplo de imaturidade é a cobertura que boa parte da mídia carioca está dando à guerra que estamos vivendo contra o tráfico. Ao informar à população as estratégias que serão tomadas pela polícia, a mídia faz matérias que ganham prêmios jornalísticos, mas que prestam um desserviço à população porque informam também aos bandidos o que está sendo pensado, tirando o elemento surpresa.

Se não bastasse isso, ainda tem o sensacionalismo, que foi lindamente retratado por Cíntia de Sá, em seu blog (clique aqui para ver).

É, amigos, só a maturidade traz o equilíbrio... Só quando tivermos profissionais mais conscientes do papel que exercem na sociedade teremos mais PAZ.

terça-feira, 22 de junho de 2010

O barraco Dunga x Globo



Acho a capa de hoje do Extra muito infeliz, completamente "desnecessário, preta, desnecessário..."
Até para comprar briga é preciso manter a classe. E não importa se o público-alvo do jornal é a classe A, B ou Z.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Alpino para beber não tem Alpino

Acabei de ler uma mega surubrand da Nestlé! Inacreditável como ela pode ter posto no mercado uma bebida de chocolate com nome de Alpino que não tem o chocolate Alpino na fórmula...

Total desrespeito ao consumidor!

Desnecessário, Preta, desnecessário!

Veja o post que me deu esta informação clicando aqui.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Baixinho da Kaiser nunca namorou Karina Bacchi

Estou "arrasada". Soube ontem na aula de marketing viral, buzz e "sabe lá deus o quê" que o namoro do "Baixinho da Kaiser" e Karina Bacchi não passou de uma ação de marketing para promover a marca.
Não que eu tenha acompanhado esse namoro, ou comentado sobre ele com meus amigos. Não me importei com o assunto na época. Mas acreditei que eles estivessem namorando, sim. Why not? 
Caí como uma pata nessa conversa para boi dormir. Pensei que eles estivessem partindo de um fato real (o namoro) para ganhar um dim dim fazendo comercial juntos. Mas o amor ali foi só pelo dinheiro mesmo.
Ai, ai...

Teve até comercial sobre o fim do namoro. Esse aí, que eu, definitivamente, não lembro de ter visto.



E você, acreditou que o namoro era verdade? Acha que foi um tiro pela culatra da Kaiser? Concorda que a decepção de ser enganado cria um repúdio à marca? Ou acha que a estratégia do "fale mal, mas fale de mim" vale a pena?

É isso. Para quem queira se candidatar ao posto de nova namorada do Baixinho da Kaiser, aviso logo: ele é casado.

Para ver a história da campanha, chamada "Kaiser. Mais que gostosa, surpreendente", clique aqui.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Nem todos os prêmios são respeitáveis

Hugo Chávez recebe prêmio de jornalismo na Venezuela

"Na segunda-feira 22/06/2009, o presidente venezuelano Hugo Chávez foi agraciado com o Prêmio Municipal Fabrício Ojeda de jornalismo. O Conselho Municipal de Caracas, organizador do evento, escolheu o chefe de estado pela "linguagem pedagógica" em que explica os "valores revolucionários" no país.
Segundo o vereador governista Simon Pereira, com o programa de rádio "Aló Presidente", Chávez conseguiu levar aos cidadãos venezuelanos o processo de administração do governo. Existente há mais de uma década, o programa "Aló Presidente" se pauta por comentários de Chávez sobre sua administração, além de críticas ao capitalismo internacional. A informação é da agência EFE."
Fonte: Redação Portal IMPRENSA

Se a moda pega...

domingo, 20 de setembro de 2009

Tem que ser por completo, não pela metade

Depois de todo o auê causado pelo filme "Super Size Me", o Mc Donald's conseguiu melhorar a sua reputação, entre outros aspectos, aliando-se ao Greenpeace na defesa da Floresta Amazônica. Mas o que acontecerá se a população que acreditou nesta ação descobrir que, por aqui, o Mc Lanche Feliz traz mais gordura trans que o trio do Mc Chicken? Pô, Mc Donald's fazer ação com o Greenpeace é lindo, mas Responsabilidade Social precisa ser por completo, senão fica parecendo demagogia. 

A associação Pro Teste testou combos das principais cadeias de fast-food que operam no Brasil e, em todos os trios analisados, foi encontrada gordura trans. Os resultados do Mc Donald's foram: 

Combos de gordura, açúcar e sal (Revista Pro Teste set/09)