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domingo, 19 de fevereiro de 2012
E a Devassa, hein?
Depois de dois anos de campanhas de carnaval que deram muito buzz mas pouco retorno de venda para sua cerveja, a Devassa conseguiu, mais uma vez, errar.
Fizeram o suspense de sempre antes de anunciar quem seria a garota propaganda. Daí anunciaram que trariam o cara que mais entende de "pegar mulher" (ou algo parecido), me levando a crer que o garoto propaganda seria Zé Mayer, mas apareceram com o vovozinho dono da Playboy que muita gente não sabe nem o nome! (E que já foi garoto propaganda da Bavaria, como mostra o vídeo acima...)
Eu já tinha achado essa escolha péssima, totalmente inadequada para a realidade brasileira. E, qual não foi a minha surpresa ao ler agora no Globo que Hugh Hefner, de 85 anos, não virá ao Brasil no carnaval escolher a nova coelhinha por problemas de saúde.
Eu não gosto de falar mal dos coleguinhas e de suas escolhas, mas a Devassa já já entra pro Guiness Book como a empresa que mais erra nas propagandas de carnaval... E olha que eu até tentei defender a campanha com Sandy, achando simpática a ideia de que todo mundo tem um lado Devassa.
No próximo ano, se a Devassa ainda existir e tiver grana para campanhas de carnaval, tomara que eles lembrem da lição e fiquem com um santo de casa mesmo, mais parecido com o público-alvo que eles queiram alcançar.
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Jingles de Natal
Os jingles de natal fizeram muito sucesso no Brasil, encantando diversas gerações. Será que alguma empresa atualmente conseguiria lançar um jingle de natal que conquistasse um cantinho cativo na memória afetiva dos consumidores?
O link http://youtu.be/DNeZInLIJZU traz o jingle da Varig. No post aqui, eu lembrei do jingle do Banco Nacional.
Os tempos hoje são de virais e não de jingles, ok. Gostaria de ver um bom viral de Natal que ficasse na memória afetiva. Belo desafio para os publicitários de plantão, não?
O link http://youtu.be/DNeZInLIJZU traz o jingle da Varig. No post aqui, eu lembrei do jingle do Banco Nacional.
Os tempos hoje são de virais e não de jingles, ok. Gostaria de ver um bom viral de Natal que ficasse na memória afetiva. Belo desafio para os publicitários de plantão, não?
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
A estratégia da Olay para aumentar market share
A Olay é uma marca já consolidada na Europa e nos EUA que está tentando conquistar a simpatia das brasileiras. Eu gosto do removedor de maquiagem para olhos deles. E já estou no segundo pote. Qual não foi a minha surpresa esses dias quando vi este vídeo no Facebook, via Rodrigo Cotrim.
No fim de semana, fui à farmácia e vi um panfleto com Juliana Paes, da mesma campanha. Traga o seu potinho usado e troque por um Olay novo. Fiquei pensando e ainda não sei se, como profissional de marketing, eu seria capaz de propor algo parecido. Por isso, queria a opinião dos leitores do Imagem E Comunicação.
Acho a campanha ousada e agressiva com os concorrentes. Imagina chegar no mercado e, literalmente, trocar o que seriam as "amostras grátis" por potinhos usados dos concorrentes. Isso pode forçar uma reação dos concorrentes que já estão no mercado há mais tempo, num mata-mata desnecessário. Em casos assim, ninguém sai ganhando... nem mesmo as consumidoras, afinal quem sempre paga a conta é o consumidor. Se os cremes anti-idade "entrarem em guerra uns com os outros" imagino que o resultado será economia em princípio ativo por parte das empresas para poder manter o preço baixo.
Por outro lado, é uma forma inteligente de saber, exatamente, quais são os produtos com os quais o Olay concorre efetivamente. Porque a possível consumidora Olay entregará, de bandeja, a informação comprovada.
Bem, talvez eu esteja sendo muito puritana ou conservadora. Mas, até o momento, não me sinto atraída a trocar nenhum produto que eu já uso por um novo com esta abordagem, seja ele qual produto for. E também não me vejo propondo uma ação similar a um cliente. O que vocês acham?
Vocês acham que a forma como a Olay está se comunicando com o mercado é adequada à cultura brasileira? Ou seria mais eficiente em outros mercados onde eles atuam? Ou é eficiente no Brasil, mas não é eficaz para pessoas com o meu perfil? No site, por exemplo, eles falam das Promessas de Olay. E citam a quantidade de pesquisas realizadas para comprovar a qualidade dos produtos. Será que o consumidor brasileiro se impressiona com esses números?
Precisaria estudar mais a Olay para chegar a uma conclusão, mas é bem comum que empresas/marcas com atuação internacional tentem usar em novos mercados estratégias bem sucedidas em mercados anteriores, mas que não são tão adequadas ao novo mercado. Um erro básico!
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
terça-feira, 12 de julho de 2011
Respeito ao espaço alheio é defeito?
Duas pessoas conversavam na mesa ao lado da minha no restaurante. Falavam sobre as dificuldades que estavam tendo para promover um produto. Obviamente, fiquei de butuca na conversa, para pescar o que eles estavam falando. Até que o rapaz disse para a moça:
Fiquei embasbacada.
Até quando esse modelo em que "respeito ao outro é defeito" vai vigorar, hein? Ou, melhor, será que esse modelo ainda vigora?
Quase me meti na conversa. Pensei em falar sobre os resultados de longo prazo de comunicação feita sem respeito aos clientes e sem foco. Mas o rapazinho estava tão cheio de si que deixei pra lá. Provavelmente, a empresa em que ele trabalha não existirá mais quando ele descobrir o que é "longo prazo".
"Seu problema, fulana, é que você é muito moralista. Fica com essa de não querer ser invasiva, não querer enviar spam, não querer adicionar pessoas em grupos do Facebook que elas não se identificam, não querer pegar carona em ninguém... Você vive num mundo de respeito ao outro completamente utópico."As palavras podem não ter sido exatamente essas. Mas o sentido era.
Fiquei embasbacada.
Até quando esse modelo em que "respeito ao outro é defeito" vai vigorar, hein? Ou, melhor, será que esse modelo ainda vigora?
Quase me meti na conversa. Pensei em falar sobre os resultados de longo prazo de comunicação feita sem respeito aos clientes e sem foco. Mas o rapazinho estava tão cheio de si que deixei pra lá. Provavelmente, a empresa em que ele trabalha não existirá mais quando ele descobrir o que é "longo prazo".
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segunda-feira, 13 de junho de 2011
Embalagem também é comunicação
Embalagem também é comunicação e pode tirar muitos pontos da reputação de uma empresa. Pense nisso!
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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
De dano em dano, era uma vez a imagem positiva
Todo dia aparece ao menos um novo caso de denúncia contra serviços mal prestados ou problemas com empresas na minha timeline do Twitter. O de hoje veio do Pará e achei interessante compartilhar porque não se trata mais de uma pessoa física reclamando sobre uma empresa, mas de uma relação empresa/empresa.
A PizzUp está há 17 dias com problemas em seu telefone fixo. Segundo a nossa troca de tweets, hoje eles registraram o 25º protocolo com pedido de reparo na linha. Para chamar a atenção para o problema, eles estão fazendo um sorteio de protesto. Apenas esta mensagem que eu vi já tinha tido 74 retweets, e faltavam ainda 90 minutos para o sorteio ser feito.
É, Oi, está na hora de rever os seus processos. Deixar um delivery de pizzas sem telefone por 17 dias parece descaso, falta de preparo para lidar com os clientes, etc. De tweet em tweet a imagem positiva que alguém pode ainda ter sobre você pode ser enterrada.
Se não bastasse, quando eu perguntei se a Oi tinha dado alguma resposta nas redes sociais sobre a campanha da PizzUp, eles retrucaram: "E eles respondem para alguém"?
Como pode, uma empresa de telefonia, que tem comunicação no core business, que investe tanto para ter uma imagem descolada, continuar sem se comunicar bem com os seus consumidores? Vai entender, né...
Quando não há coerência entre o dito pela empresa e o sentido/vivido pelos consumidores não há geração de valor concreta para a imagem. Não adianta patrocinar eventos de aventuras radicais se a empresa não conseguir responder as demandas seus clientes em tempo hábil.
A PizzUp está há 17 dias com problemas em seu telefone fixo. Segundo a nossa troca de tweets, hoje eles registraram o 25º protocolo com pedido de reparo na linha. Para chamar a atenção para o problema, eles estão fazendo um sorteio de protesto. Apenas esta mensagem que eu vi já tinha tido 74 retweets, e faltavam ainda 90 minutos para o sorteio ser feito.
É, Oi, está na hora de rever os seus processos. Deixar um delivery de pizzas sem telefone por 17 dias parece descaso, falta de preparo para lidar com os clientes, etc. De tweet em tweet a imagem positiva que alguém pode ainda ter sobre você pode ser enterrada.
Se não bastasse, quando eu perguntei se a Oi tinha dado alguma resposta nas redes sociais sobre a campanha da PizzUp, eles retrucaram: "E eles respondem para alguém"?
Como pode, uma empresa de telefonia, que tem comunicação no core business, que investe tanto para ter uma imagem descolada, continuar sem se comunicar bem com os seus consumidores? Vai entender, né...
Quando não há coerência entre o dito pela empresa e o sentido/vivido pelos consumidores não há geração de valor concreta para a imagem. Não adianta patrocinar eventos de aventuras radicais se a empresa não conseguir responder as demandas seus clientes em tempo hábil.
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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Um hare show de posicionamento e diferenciação
Descobri o Hareburger perto do Natal do ano passado, super por acaso. Estava com os amigos do MBA na praia de Ipanema, num finzinho de tarde tomando espumante (u-hu!!!) quando o Hare Cara apareceu.
Ficamos de papo com o Hare Cara, que se chama Rapha. E eu achei sensacional a proposta dele, uma verdadeira "empresa que encanta", portanto estou divulgando.
Rapha bolou uma ótima estratégia para posicionar os seus produtos. Ele não vende sanduíches na praia. Ele vende a "adaptação perfeita de alegria cósmica, sabor e saúde". Fala sério, isso é sensacional! Uma tiração de onda irada, super a cara da zona sul do Rio!
Pedi a Rapha que me mandasse um email explicando como surgiu a ideia e eis o Hareburger nas palavras estrategicamente super alinhadas de seu criador, Raphael Krás, de 24 anos, ex-estudante de Comunicação e agora estudante de Pedagogia:
"O Hareburger é um hamburger vegetariano feito de soja nascido no Rio de Janeiro, em Ipanema quando o alinhamento do cosmos permitiu que ele rasgasse a estratosfera como um cometa reluzente para poder alimentar as pessoas com alegria e saúde.
Ele nasceu em 2006 com vendas na praia de Ipanema. Agora, além de continuar as vendas em Ipanema, são realizadas hare entregas por toda a praia do Arpoador ao Leblon, através do Harephone (94061666). Também são feitas entregas a domicílio e encomendas para festas e eventos cosmotrônicos.
O Hareburger é a adaptação perfeita de alegria cósmica, sabor e saúde.
A variação energética favorita da turma é a Tradicional, que consiste em pão com gergelins - que são como estrelinhas cintilantes - hareburger, uma fina camada de queijo dimensional, tomates orgânicos psicodélicos, alface crocante sinestésica e mostarda transcendental com ervas finas."
O Hareburger tem perfil no Facebook (Hare Burger) e no Twitter (@hareburger). O site www.hareburger.com está em "construção galática"...
Essa é uma prova de que para fazer um produto diferenciado não é preciso investir milhões, basta "apenas" ser criativo. E, claro, captar a energia dos possíveis clientes. Parabéns, Rapha!
Ficamos de papo com o Hare Cara, que se chama Rapha. E eu achei sensacional a proposta dele, uma verdadeira "empresa que encanta", portanto estou divulgando.
Rapha bolou uma ótima estratégia para posicionar os seus produtos. Ele não vende sanduíches na praia. Ele vende a "adaptação perfeita de alegria cósmica, sabor e saúde". Fala sério, isso é sensacional! Uma tiração de onda irada, super a cara da zona sul do Rio!
Pedi a Rapha que me mandasse um email explicando como surgiu a ideia e eis o Hareburger nas palavras estrategicamente super alinhadas de seu criador, Raphael Krás, de 24 anos, ex-estudante de Comunicação e agora estudante de Pedagogia:
"O Hareburger é um hamburger vegetariano feito de soja nascido no Rio de Janeiro, em Ipanema quando o alinhamento do cosmos permitiu que ele rasgasse a estratosfera como um cometa reluzente para poder alimentar as pessoas com alegria e saúde.
Ele nasceu em 2006 com vendas na praia de Ipanema. Agora, além de continuar as vendas em Ipanema, são realizadas hare entregas por toda a praia do Arpoador ao Leblon, através do Harephone (94061666). Também são feitas entregas a domicílio e encomendas para festas e eventos cosmotrônicos.
O Hareburger é a adaptação perfeita de alegria cósmica, sabor e saúde.
A variação energética favorita da turma é a Tradicional, que consiste em pão com gergelins - que são como estrelinhas cintilantes - hareburger, uma fina camada de queijo dimensional, tomates orgânicos psicodélicos, alface crocante sinestésica e mostarda transcendental com ervas finas."
O Hareburger tem perfil no Facebook (Hare Burger) e no Twitter (@hareburger). O site www.hareburger.com está em "construção galática"...
Essa é uma prova de que para fazer um produto diferenciado não é preciso investir milhões, basta "apenas" ser criativo. E, claro, captar a energia dos possíveis clientes. Parabéns, Rapha!
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domingo, 12 de dezembro de 2010
A ginga do luxo é a vida
| A Ginga do Luxo - Sébastien Liron |
Achei tão interessante que em vez de simplesmente escrever a respeito, fiz uma entrevista com Sébastien Liron, autor da palestra, sobre o novo luxo e a verdade das marcas.
Esta é a primeira entrevista feita especialmente para o Imagem E Comunicação, um luxo só que me deixou muito feliz! :-)
Sébastien Liron é um francês especialista em Luxury Branding, fundador da Uau Branding, uma agência com sede aqui no Rio de Janeiro que quer democatrizar o luxo para as classes A, B e C. Ele tem 18 anos de experiência com marcas icônicas de luxo no Japão, na Europa e no Brasil, desenvolvendo e gerindo marcas, estratégia de negócios, novos produtos, marketing, relacionamento e fidelização de clientes. A seguir, nossa troca de emails:
01) O que difere o novo luxo do luxo tradicional?
No velho luxo, as pessoas gravitam em volta da marca todo-poderosa ditando os comportamentos e anseios.
Já no novo luxo, é o contrário, a pessoa está no centro da experiência de marca. A marca gravita em volta da pessoa e tem como objetivo uma experiência de transformação da pessoa ou da sociedade. A marca proporciona então uma resposta para a busca de conhecimento, de apreciação da beleza, da estética, da cultura, de realização própria.
02) O que torna única a experiência de um consumidor com uma marca?
A sensação.
Se uma marca não cria nenhuma sensação, ela está competindo somente pelo preço e pela qualidade. Se uma marca consegue fazer com que você se sinta especial, e não como mais um CPF no database daquela organização, então a marca consegue criar uma experiência única. A forma como você se sente é o fator fundamental de fidelização, de criação de elo emocional duradouro. Isto passa por um trabalho holístico de empatia: no objetivo da marca, na sua causa, na sua cultura, no seu recrutamento, na criação de produtos e serviços, e na sua comunicação.
03) O que é a verdade de uma marca?
A verdade de uma marca é sua cultura, sua essência profunda, seu fio vermelho que vai permear todos seus pensamentos e costurar todas suas ações.A verdade de uma marca é a verdade dos sentimentos das pessoas que lidam com ela, o que faz sentido para o coração.
Produtos, design, arquitetura comercial, comunicação: tudo isto pode ser copiado, mas o que deixa uma organização única é a sua história, a sua cultura. Isto não pode ser duplicado, e sabemos reconhecer intuitivamente esta verdade.
04) Quando uma marca consegue ultrapassar os atributos do funcional e do emocional com seus produtos?
Quando a marca norteia-se tanto na estética quanto na ética. Para fazer alguma diferença no mercado e na sociedade, a marca precisa passar primeiro do nível da simples transação para o nível da interação, para alcançar em última instância o nível do encontro; não diferentemente do relacionamento humano.
Quando a marca consegue transformar as pessoas, proporcionado conhecimento, auto-realização, ou algum nível de felicidade, ela passa a fazer uma diferença. E isto gera fidelização, além da simples satisfação.
Para atingir este resultado, uma gestão de marca 360° é necessária para que todas as facetas da organização estejam alinhadas para proporcionar um encontro entre o consumidor e a marca.
05) Em resumo, o que é a "ginga do luxo"?
A ginga do luxo é a beleza interior que irradia. É a criação de objetos e serviços que proporcionam significado para quem os usa. É colocar o usuário no centro de toda a estratégia da marca.
É um sorriso, uma emoção com conteúdo, o jeito, o calor, a elegância simples, a sofisticação leve, a surpresa. É o borogodó!
É a imaginação, o bem-estar, o jeitinho, o ritmo, o mistério, o sonho, a paixão, e saber contar sua historia, é o fluxo, a arte, a sensualidade, a empatia, o humor, a alegria, a felicidade, o significado, a energia, é a auto-realização. Traduzindo, é a vida.
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segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Entendendo o Visual Merchandising
| Sylvia Demetresco - Imagens Urbanas |
Ao longo da semana pretendo fazer um post sobre uma das apresentações. AGUARDEM! Mas hoje destaco, neste post rápido, um trecho da entrevista com Sylvia Demetresco, uma das organizadoras do evento, que está no site deles.
Nesta "pílula", quero atiçar a curiosidade dos meus leitores sobre o mercado do Visual Merchandising. Que, se depender do trio que organizou o evento, vai bombar aqui no Rio de Janeiro! Fiquemos ligados nas oportunidades! :-)
"Qual é a importância do “visual merchandising” na hora de posicionar uma marca no varejo de moda?
Sylvia: Sempre digo NO VM (Visual Merchandising)…. NO BUSINESS! Hoje em dia na Europa e nos EUA não existe posicionar qualquer marca ou produto no mercado sem ter ao seu lado o estudo do merchandising e do visual merchandising. É uma profissão que cresce muito e onde os salários são muito bons. Os VMs tornam-se a mão direita do marketing….e não só na moda, nos setores de alimentos, supermercados, acessórios, automotivo, bancos, relógios e jóias, museus, espaços interativos…em tudo há VM."
Para entender um pouco mais sobre o Visual Merchandising, leia a entrevista com Sylvia direto na fonte clicando aqui.
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Merchandising por completo para revitalizar as cidades
A 2ª edição do evento IMAGENS URBANAS - Vitrinas em Exposição reunirá nos dias 16 e 17 de novembro de 2010, no centro do Rio de Janeiro, oito especialistas de Visual Merchandising da França, Suíça, Holanda e Uruguai.
Os profissionais vão apresentar palestras, workshops e mesas redondas, debatendo tudo o que envolve merchandising, cultura e comércio na cidade. Eles abordarão como as marcas mudam a topologia da cidade e como esse trabalho pode entrar na recuperação de centros ou portos abandonados e transformá-los em espaços interessantes, pensados, intelectualizados com lojas de moda, restaurantes, comércio de design, escolas de visual merchandising e etc.
Na ocasião será lançado o Instituto Merchandising Brasil, que será ligado aos Institutos Suíço do Merchandising e ao Instituto Francês do Merchandising. A entidade tem o objetivo de reunir as cabeças pensantes e criativas para criar escolas e formações especializadas, centros de discussões de visual merchandising, consultorias e organizar viagens de reconhecimento nesse assunto.
O projeto Imagens Urbanas apresenta uma proposta muito interessante para revitalização da Praça XV, no Rio de Janeiro. Vale uma espiada com carinho! :-)
Para mais informações sobre o projeto e inscrições para o evento: www.imagensurbanas.com.br
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
O segredo dos slogans inesquecíveis
Li no Mundo do Marketing uma matéria super legal sobre o que torna um slogan inesquecível.
Em resumo: "não basta ter criatividade e esperar o momento de consolidação dos produtos para que o planejamento se conclua de forma perfeita. Um slogan tem que ser criado de acordo com a essência da marca. Caso contrário, isso causa frustração no cliente." Ou seja, coerência, coerência, coerência! Coerência, sempre!
Para ler a matéria, clique aqui.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Quem paga o pato dos eventos?
Gente, tô bege! Como assim, Bial? Existe um concurso nos Estados Unidos de chamamento de patos! O evento acontece todos os anos desde 1936. Para mim, isso é uma coisa completamente maluca. Fiquei pensando: quem paga o pato dessa estória? Porque sim, há quem patrocine o evento. Há empresas que vinculam as suas marcas a este evento. E, apesar de parecer inútil, o evento tem seus méritos... Acontece há nada menos que 74 anos, reunindo pessoas de vários lugares. E para competir é preciso até passar por eliminatórias...
Por que isso acontece? É fanfarronice ou é sério? Prefiro pensar que seja sério e que eu não consiga alcançar a dimensão do evento por questões culturais. Mas, voltando a falar de eventos, estamos vivendo uma febre deles. As empresas descobriram que os eventos podem ser uma ótima forma de alcançar determinados públicos, de reforçar a imagem que desejam passar, de conseguir exposição na mídia, cobertura espontânea, etc. Fair enough!
But, será que antes de topar patrocinar ou apoiar um evento as empresas andam pensando direitinho no tamanho do pato que elas estão chamando para si e em quanto ele vai custar? Em outras palavras, as empresas definem (e seguem) políticas claras para o patrocínio ou apoio a eventos? Há uma análise decente do que o evento representa para a marca?
Não quero ser pessimista, mas desconfio que nem sempre isso aconteça.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Chega de autopromoção tosca
Nossa, como estou cansada de ver tanta autopromoção tosca e desnecessária por todo lado. Pra que uma pessoa pública escreve no CV que fez mestrado se não o concluiu, por exemplo? Isso é tosco e desnecessário! Será que a galera não se toca que o efeito da autopromoção tosca pode ser exatamente o contrário do pretendido? Ou seja, será que a galera não percebe que em vez de criar uma imagem positiva, ao fazer autopromoção tosca a pessoa queima o seu filme?
Não vou citar nomes nos exemplos de autopromoção tosca porque a estratégia do "naming e shaming" não está com nada, lembram? Além disso, todo mundo conhece um exemplo bem próximo. Vou falar em termos gerais, porque o que quero é despertar a reflexão.
Tenho visto uns exemplos de autopromoção tosca que pelamordedeus... O mais punk veio de uma matéria de coluna social que levantava a bola de uma pessoa com uma afirmação que, além de ser não verdade, era completamente inócua fora do contexto em que a matéria foi veiculada. Eu tinha participado do evento em questão citado pela notinha e, inocente, achei que o colunista social tinha afirmado aquilo por falta de informação. E fiz um comentário, super diplomático, sem ofender, completando a informação. E não é que a pessoa que apareceu na notinha apagou o meu comentário? Pois foi! Ou seja, o colunista foi induzido a escrever aquela inverdade pelo seu personagem. Que tosco!
Outro exemplo clássico é aquele em que assessorias de imprensa tentam promover a pessoa A pegando carona na imagem da pessoa B. Feio, muito feio!
Não sou contra o marketing pessoal, vivemos na era da imagem, ele é importantíssimo. Mas por favor, o façam com o mínimo de simancol... Chega de tanta fanfarronice. Isso também é uma forma de poluição.
Não vou citar nomes nos exemplos de autopromoção tosca porque a estratégia do "naming e shaming" não está com nada, lembram? Além disso, todo mundo conhece um exemplo bem próximo. Vou falar em termos gerais, porque o que quero é despertar a reflexão.
Tenho visto uns exemplos de autopromoção tosca que pelamordedeus... O mais punk veio de uma matéria de coluna social que levantava a bola de uma pessoa com uma afirmação que, além de ser não verdade, era completamente inócua fora do contexto em que a matéria foi veiculada. Eu tinha participado do evento em questão citado pela notinha e, inocente, achei que o colunista social tinha afirmado aquilo por falta de informação. E fiz um comentário, super diplomático, sem ofender, completando a informação. E não é que a pessoa que apareceu na notinha apagou o meu comentário? Pois foi! Ou seja, o colunista foi induzido a escrever aquela inverdade pelo seu personagem. Que tosco!
Outro exemplo clássico é aquele em que assessorias de imprensa tentam promover a pessoa A pegando carona na imagem da pessoa B. Feio, muito feio!
Não sou contra o marketing pessoal, vivemos na era da imagem, ele é importantíssimo. Mas por favor, o façam com o mínimo de simancol... Chega de tanta fanfarronice. Isso também é uma forma de poluição.
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domingo, 18 de julho de 2010
Da importância de sonhar
Esse post é um parêntese ao que sempre escrevo por aqui. Poderia estar postado no meu outro blog, Pílulas de Delicadeza. Mas postarei aqui porque quero fazer referência a um post anterior daqui que vai na mesma linha de pensamento.
Em abril, postei um vídeo com Kevin Roberts, o criador do conceito de Lovermarks, que defendia que a moeda do futuro é a ideia. E que as ideias são baseadas em emoções, não na razão. Porque a racionalidade leva à conclusão, enquanto a emoção leva à ação. E Kevin sempre ilustra esse conceito dizendo que as pessoas comentam sobre o discurso de Martin Luther King porque ele disse que tinha um sonho. E brinca: ninguém comentaria o discurso dele se ele tivesse dito "I have a mission" em vez de "I have a dream". Porque pessoas não "compram missões ou estratégias", pessoas "compram sonhos". Missões corporativas, em geral, são muito frias e distantes do cotidiano das pessoas.
Pois bem, ontem eu "conversei" via Twitter com Eike Batista. Quem me acompanha sabe que vira e mexe eu estou comentando algo sobre Eike, porque sou fascinada pela figura dele. E aí quando Nanda viu que Eike tinha me respondido, na hora ela percebeu o quanto eu iria gostar daquela resposta. E quando ela comentou sobre o feito, ela se referiu a sonho. :-)
Trazendo isso para o mundo corporativo, a lição que fica é: empresas, mantenham as suas estratégias (lembrando que estratégia não se muda a toda hora, é de longo prazo), mas comuniquem os seus sonhos! O de Eike é chegar aonde ninguém chegou antes. Com isso, ele atrai milhares de jovens talentosos que compartilham do mesmo desejo de superação.
E o seu sonho, qual é?
Em abril, postei um vídeo com Kevin Roberts, o criador do conceito de Lovermarks, que defendia que a moeda do futuro é a ideia. E que as ideias são baseadas em emoções, não na razão. Porque a racionalidade leva à conclusão, enquanto a emoção leva à ação. E Kevin sempre ilustra esse conceito dizendo que as pessoas comentam sobre o discurso de Martin Luther King porque ele disse que tinha um sonho. E brinca: ninguém comentaria o discurso dele se ele tivesse dito "I have a mission" em vez de "I have a dream". Porque pessoas não "compram missões ou estratégias", pessoas "compram sonhos". Missões corporativas, em geral, são muito frias e distantes do cotidiano das pessoas.
Pois bem, ontem eu "conversei" via Twitter com Eike Batista. Quem me acompanha sabe que vira e mexe eu estou comentando algo sobre Eike, porque sou fascinada pela figura dele. E aí quando Nanda viu que Eike tinha me respondido, na hora ela percebeu o quanto eu iria gostar daquela resposta. E quando ela comentou sobre o feito, ela se referiu a sonho. :-)
Trazendo isso para o mundo corporativo, a lição que fica é: empresas, mantenham as suas estratégias (lembrando que estratégia não se muda a toda hora, é de longo prazo), mas comuniquem os seus sonhos! O de Eike é chegar aonde ninguém chegou antes. Com isso, ele atrai milhares de jovens talentosos que compartilham do mesmo desejo de superação.
E o seu sonho, qual é?
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terça-feira, 13 de julho de 2010
O fim do JB impresso
Hoje li a notícia de que o Jornal do Brasil não mais será impresso. Restará apenas uma versão online.
É com tristeza que recebo esta notícia. Aquele sentimentalismo que fica quando sabemos que algo que tem valor (ao menos histórico) não mais vai existir. Porém, sei que na verdade o JB "as we know it" não deixará de existir em breve, quando não for mais impresso. O JB já deixou de ser o JB há tempo. Alguns bons anos. Agora é só o golpe final, para acabar a "agonia".
Com essa estragégia de ser o primeiro jornal a aposentar o papel, Nelson Tanure muda radicalmente o posicionamento do JB. De um quality paper que ia mal das pernas mas tinha uma marca fortíssima, o JB passa a ser um jornal online sem tradição alguma. Uma estratégia arriscadíssima porque jornal vive de credibilidade e influência.
Quanto tempo mais vocês acham que o JB (que foi o primeiro jornal online do Brasil) vai resistir? Quem acessa o JB online se não for obrigação de trabalho levanta a mão! Ninguém? Hum!
No final do ano passado eu e o meu grupo da pós fizemos uma proposta para salvar o JB, aproveitando que a marca Jornal do Brasil era uma possível Lovemark. Para salvar o JB a nossa proposta era o investimento em conteúdo. Conteúdo, conteúdo e conteúdo. O que o JB perdeu com a chegada de Tanure. Tínhamos propostas também para conteúdo mobile e expansão da marca, claro. Mas partindo da premissa de que haveria aposta no conteúdo.
Aqui está a nossa apresentação. Se nossas propostas não valerem de nada, fica ao menos o resgate histórico do que o Jornal do Brasil representa/ou para a Imprensa no Brasil. Tomara que não acabem também com o CPDocJB, quando o JB acabar de vez!
PS: O grupo que fez esta apresentação, além de mim, era formado por Leandro Buenavila, Elayne Bessa, Daniel Passos e Gisella Francisca.
É com tristeza que recebo esta notícia. Aquele sentimentalismo que fica quando sabemos que algo que tem valor (ao menos histórico) não mais vai existir. Porém, sei que na verdade o JB "as we know it" não deixará de existir em breve, quando não for mais impresso. O JB já deixou de ser o JB há tempo. Alguns bons anos. Agora é só o golpe final, para acabar a "agonia".
Com essa estragégia de ser o primeiro jornal a aposentar o papel, Nelson Tanure muda radicalmente o posicionamento do JB. De um quality paper que ia mal das pernas mas tinha uma marca fortíssima, o JB passa a ser um jornal online sem tradição alguma. Uma estratégia arriscadíssima porque jornal vive de credibilidade e influência.
Quanto tempo mais vocês acham que o JB (que foi o primeiro jornal online do Brasil) vai resistir? Quem acessa o JB online se não for obrigação de trabalho levanta a mão! Ninguém? Hum!
No final do ano passado eu e o meu grupo da pós fizemos uma proposta para salvar o JB, aproveitando que a marca Jornal do Brasil era uma possível Lovemark. Para salvar o JB a nossa proposta era o investimento em conteúdo. Conteúdo, conteúdo e conteúdo. O que o JB perdeu com a chegada de Tanure. Tínhamos propostas também para conteúdo mobile e expansão da marca, claro. Mas partindo da premissa de que haveria aposta no conteúdo.
Aqui está a nossa apresentação. Se nossas propostas não valerem de nada, fica ao menos o resgate histórico do que o Jornal do Brasil representa/ou para a Imprensa no Brasil. Tomara que não acabem também com o CPDocJB, quando o JB acabar de vez!
PS: O grupo que fez esta apresentação, além de mim, era formado por Leandro Buenavila, Elayne Bessa, Daniel Passos e Gisella Francisca.
sexta-feira, 2 de julho de 2010
O Brasil que ainda ignora o poder dos rótulos
Esta semana, a mídia brasileira comemorou a publicação de uma resolução da Anvisa que muda as regras para a propaganda de alimentos não saudáveis, a partir de janeiro.
Da forma como a mensagem foi passada, a impressão que se tinha era de que finalmente o Brasil estava agindo para combater a obesidade infantil e os demais danos que os alimentos com excesso de sal, açúcar e gordura trazem à sociedade.
Mas apesar de ser um passo, foi um passo tímido, que ignorou o poder dos rótulos para convencer os consumidores nos pontos de venda.
Qualquer pessoa que tenha uma noção mínima de marketing ou de comportamento do consumidor sabe o peso que as decisões por impulso nos pontos de venda exercem sobre os consumidores. Mas a nova resolução pede alertas durante a propaganda apenas. E como os rótulos não são considerados propaganda, a medida fica capenga. Isso tudo se resolveria se, de uma vez por todas, os rótulos passassem a ser considerados propaganda!
Veja mais a respeito da nova resolução da Anvisa na Veja, no Estadão, no G1 e na Proteste.
PS: Enquanto a Anvisa cochilava em relação aos rótulos dos alimentos, o Mundo do Marketing publicava um post dizendo que as embalagens ajudam a promover o consumo consciente. A matéria explica:
"Segundo o Monitor de Responsabilidade Social Corporativa 2010, realizado pela Market Analysis, 36% dos brasileiros acreditam que uma etiqueta na embalagem é a melhor forma de uma empresa comunicar práticas ambientais. Em 2007, este número era de 27%.
Leia o post Embalagens ajudam a promover o consumo consciente, do Mundo do Marketing, aqui
Veja outros posts que discutem rótulos aqui.
Da forma como a mensagem foi passada, a impressão que se tinha era de que finalmente o Brasil estava agindo para combater a obesidade infantil e os demais danos que os alimentos com excesso de sal, açúcar e gordura trazem à sociedade.
Mas apesar de ser um passo, foi um passo tímido, que ignorou o poder dos rótulos para convencer os consumidores nos pontos de venda.
Qualquer pessoa que tenha uma noção mínima de marketing ou de comportamento do consumidor sabe o peso que as decisões por impulso nos pontos de venda exercem sobre os consumidores. Mas a nova resolução pede alertas durante a propaganda apenas. E como os rótulos não são considerados propaganda, a medida fica capenga. Isso tudo se resolveria se, de uma vez por todas, os rótulos passassem a ser considerados propaganda!
Veja mais a respeito da nova resolução da Anvisa na Veja, no Estadão, no G1 e na Proteste.
PS: Enquanto a Anvisa cochilava em relação aos rótulos dos alimentos, o Mundo do Marketing publicava um post dizendo que as embalagens ajudam a promover o consumo consciente. A matéria explica:
"Segundo o Monitor de Responsabilidade Social Corporativa 2010, realizado pela Market Analysis, 36% dos brasileiros acreditam que uma etiqueta na embalagem é a melhor forma de uma empresa comunicar práticas ambientais. Em 2007, este número era de 27%.
Leia o post Embalagens ajudam a promover o consumo consciente, do Mundo do Marketing, aqui
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domingo, 25 de abril de 2010
Kevin Roberts: Ideas as the Currency of the Future
"Ideas are the currency of the future.
Ideas are emotion-based.
Rational leads to conclusions. Emotion leads to action.
Fail fast, learn fast, fix fast!
Who cares about the CD industry if there's nobody buying CDs any longer?
How can passion and harmony be combined?
All started with a dream.
Martin Luther King didn't say: "I have a mission..." He said: "I have a dream"...
People don't buy missions, people buy dreams.
The role of Business is to make the World a better place."
Eu amo esse cara com todo o meu coração! Me apaixonei por ele quando vi a sua palestra "Como criar e manter marcas fortes" na ExpoManagement 2007, em São Paulo.
A HSM está organizando um seminário de uma tarde com ele em São Paulo, próximo dia 09 de junho. Se tiver a chance de participar, não perca! E mande um beijinho meu para ele! ;-)
Mais info, aqui.
See/read more about Lovemarks here.
Ideas are emotion-based.
Rational leads to conclusions. Emotion leads to action.
Fail fast, learn fast, fix fast!
Who cares about the CD industry if there's nobody buying CDs any longer?
How can passion and harmony be combined?
All started with a dream.
Martin Luther King didn't say: "I have a mission..." He said: "I have a dream"...
People don't buy missions, people buy dreams.
The role of Business is to make the World a better place."
Eu amo esse cara com todo o meu coração! Me apaixonei por ele quando vi a sua palestra "Como criar e manter marcas fortes" na ExpoManagement 2007, em São Paulo.
A HSM está organizando um seminário de uma tarde com ele em São Paulo, próximo dia 09 de junho. Se tiver a chance de participar, não perca! E mande um beijinho meu para ele! ;-)
Mais info, aqui.
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sexta-feira, 23 de abril de 2010
Fandangos Eco não é ecologicamente correto
A Elma Chips acaba de entrar na minha lista de empresas que "induzem o consumidor ao erro", já que o termo "propaganda enganosa" não pode ser aplicado. O Fandangos Eco, lançado no final de 2009, não é "ecologicamente correto", apesar da embalagem verdinha nos levar a crer isso. Pior: o Eco polui mais que os outros Fandangos, por causa do card de bichinhos que traz... Ai, ai, Elma Chips!
A denúncia foi feita pela Revista Galileu, mas eu li na coluna de Erros de Marketing do Mundo do Marketing.
Abaixo, um trecho da matéria da Galileu:
"A Elma Chips não faz propaganda enganosa porque não afirma que o produto é sustentável ou ecológico em momento algum. Mas seu nome pode enganar o consumidor. “É o tipo de coisa que aumenta as vendas. Se o produto é ligado aos animais selvagens, eles poderiam colocar ‘fauna’ no nome”, afirma Paola Figueiredo, diretora de novos negócios da Sustentax, companhia que atesta a sustentabilidade de produtos via certificações.
Paola diz que o brasileiro dá preferência a produtos e empresas responsáveis ambientalmente, e muitos se aproveitam disso. É o caso do Fandangos Eco, com um nome que induz o consumidor a pensar que ele é ecológico. “Todo mundo adora essa questão de produto “eco” e diferenciado. Mas isso tem que ser comprovado. O buraco é mais embaixo quando falamos em produtos sustentáveis”, afirma a diretora da Sustentax."
Para ler a matéria completa, clique aqui.
A denúncia foi feita pela Revista Galileu, mas eu li na coluna de Erros de Marketing do Mundo do Marketing.
Abaixo, um trecho da matéria da Galileu:
"A Elma Chips não faz propaganda enganosa porque não afirma que o produto é sustentável ou ecológico em momento algum. Mas seu nome pode enganar o consumidor. “É o tipo de coisa que aumenta as vendas. Se o produto é ligado aos animais selvagens, eles poderiam colocar ‘fauna’ no nome”, afirma Paola Figueiredo, diretora de novos negócios da Sustentax, companhia que atesta a sustentabilidade de produtos via certificações.
Paola diz que o brasileiro dá preferência a produtos e empresas responsáveis ambientalmente, e muitos se aproveitam disso. É o caso do Fandangos Eco, com um nome que induz o consumidor a pensar que ele é ecológico. “Todo mundo adora essa questão de produto “eco” e diferenciado. Mas isso tem que ser comprovado. O buraco é mais embaixo quando falamos em produtos sustentáveis”, afirma a diretora da Sustentax."
Para ler a matéria completa, clique aqui.
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sábado, 10 de abril de 2010
O rótulo como propaganda
Há alguns dias, me vi em uma discussão um tanto interessante. O teste de desodorantes antitranspirantes feito pela Proteste (publicado como capa da revista Pro Teste de abril/2010) constatou que muitos produtos não conseguem o efeito de minimizar a transpiração por 24 horas, apesar de os rótulos estamparem tal atributo.
Eu chamei este ato de "propaganda enganosa". Mas outra pessoa com bastante conhecimento sobre o Código de Defesa do Consumidor me disse que não havia uma propaganda enganosa e sim um problema de rotulagem.
Calma lá! Há diferença? Fiquei remoendo aquilo por uns dias. E não é que hoje eu achei uma forma de enquadrar o que está escrito nos rótulos como propaganda?
A definição para rótulo é a seguinte: "o rótulo identifica o produto e a marca, classifica os produtos, descreve atributos e promove o produto diferenciando-o dos demais".
Já a propaganda seria "a apresentação pública, de natureza persuasiva, possível por meio de repetição, que apresenta uma empresa, seus produtos ou serviços".
Analisando estas afirmações do ponto de vista de Comunicação Integrada, me parece óbvio que o rótulo se caracteriza uma propaganda. O rótulo é a primeira instância a apresentar um produto publicamente, tem natureza persuasiva (descreve atributos e promove o produto diferenciando-o dos demais) e caráter de repetição (de tanto ver o mesmo rótulo um consumidor pode se sentir atraído a comprá-lo).
Portanto, empresas, se não quiserem enfrentar processos por "propaganda enganosa" ou "indução ao erro", melhor não mentir em seus rótulos. O caso do Alpino fast está rendendo. O Ministério Público acatou a denúncia do Coma com os Olhos.
Se você não acredita na força de um rótulo, leia "A Importância do Rótulo na Comunicação Visual da Embalagem: Uma Análise Sinestésica do Produto", de Roberta Lucas Scatolim, clicando aqui.
Por hoje é só! :-)
UPDATE DE SEXTA, 16 DE ABRIL sobre esse post
Hoje falei com o meu professor de Gestão de Marketing sobre este assunto e ele veio com uma boa saída. Se não dá para chamar de "propaganda enganosa", dá para chamar de "comunicação enganosa". #ficaadica!
PS: troquei a imagem que antes era de um rótulo de desodorante para não pegar nenhum produto para "Cristo". O problema é quase "generalizado" na categoria, não de um únicoo produto.
Eu chamei este ato de "propaganda enganosa". Mas outra pessoa com bastante conhecimento sobre o Código de Defesa do Consumidor me disse que não havia uma propaganda enganosa e sim um problema de rotulagem.
Calma lá! Há diferença? Fiquei remoendo aquilo por uns dias. E não é que hoje eu achei uma forma de enquadrar o que está escrito nos rótulos como propaganda?
A definição para rótulo é a seguinte: "o rótulo identifica o produto e a marca, classifica os produtos, descreve atributos e promove o produto diferenciando-o dos demais".
Já a propaganda seria "a apresentação pública, de natureza persuasiva, possível por meio de repetição, que apresenta uma empresa, seus produtos ou serviços".
Analisando estas afirmações do ponto de vista de Comunicação Integrada, me parece óbvio que o rótulo se caracteriza uma propaganda. O rótulo é a primeira instância a apresentar um produto publicamente, tem natureza persuasiva (descreve atributos e promove o produto diferenciando-o dos demais) e caráter de repetição (de tanto ver o mesmo rótulo um consumidor pode se sentir atraído a comprá-lo).
Portanto, empresas, se não quiserem enfrentar processos por "propaganda enganosa" ou "indução ao erro", melhor não mentir em seus rótulos. O caso do Alpino fast está rendendo. O Ministério Público acatou a denúncia do Coma com os Olhos.
Se você não acredita na força de um rótulo, leia "A Importância do Rótulo na Comunicação Visual da Embalagem: Uma Análise Sinestésica do Produto", de Roberta Lucas Scatolim, clicando aqui.
Por hoje é só! :-)
UPDATE DE SEXTA, 16 DE ABRIL sobre esse post
Hoje falei com o meu professor de Gestão de Marketing sobre este assunto e ele veio com uma boa saída. Se não dá para chamar de "propaganda enganosa", dá para chamar de "comunicação enganosa". #ficaadica!
PS: troquei a imagem que antes era de um rótulo de desodorante para não pegar nenhum produto para "Cristo". O problema é quase "generalizado" na categoria, não de um únicoo produto.
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