Mostrando postagens com marcador Marca Brazil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Marca Brazil. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Mais comunicação para maior competitividade

Olá olá, pessoal!
 
É com muita alegria que informo que ontem foi publicado meu primeiro texto na minha nova coluna no site da Aberje, a Associação Brasileira de Comunicação Empresarial.
 
Este primeiro texto falou sobre como a Comunicação Estratégica pode ser importante para deixar o Brasil mais competitivo. 
 
Eis um trecho:
 
"No último dia 07 de setembro, Dilma, em cadeia nacional, afirmou que aumentar a competitividade brasileira havia se tornado uma das metas do governo dela.
 
Disse a Presidenta: “o nosso (...) modelo de desenvolvimento tem se apoiado em três palavrinhas mágicas: estabilidade, crescimento e inclusão. Com elas, o Brasil tem conseguido crescer e, ao mesmo tempo, distribuir renda. (...) Para tornar nosso modelo mais vigoroso,(...) vamos, a partir de agora, incorporar uma nova palavra a este tripé. A palavra é COMPETITIVIDADE. Na verdade, é mais que uma nova palavra: é um novo conceito, uma nova atitude.”
 
Já era hora de falarmos em competitividade. Em pesquisas internacionais, o Brasil é sempre apontado como um país pouco competitivo, seja pela alta carga tributária, seja pela burocracia que ainda impera nessas bandas e deixa tudo mais difícil, mais moroso.
 
Eu aqui com os meus botões fiquei pensando que será muito mais difícil ter o aumento da competitividade das empresas brasileiras e do país como um todo sem investimento em Comunicação. Comunicação com C maiúsculo, Comunicação Estratégica. Com mais e melhor Comunicação podemos ter maiorcooperação em vez de competição interna e, com isso, poderemos ser mais competitivos no que realmente importa. Isso acontece porque a comunicação estreita laços, compartilha ideais e faz sonhar em conjunto. Deste modo, arestas são aparadas e grupos passam a trabalhar para alcançar um objetivo comum."
 
Veja o texto completo clicando aqui

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Michel Teló é a cara do Brasil (e isso é bom)!



Hoje vou polemizar. Não porque goste disso, mas porque acho que é necessário. Não, não vou salvar o mundo, nem erradicar a pobreza. Não tenho pretensão tão alta. Mas vou fazer justiça a Michel Teló, cujo sucesso é criticado por pseudo-intelectuais na mesma medida em que o mundo se rende ao chiclete "Ai se eu te pego".

Hoje li uma colega de faculdade dizendo que tinha ficado triste por escutar em Lima que Michel Teló era a cara do Brasil. Sim, Michel Teló é a cara do Brasil atualmente e isso não é ruim. É bom! Ele é carismático, envolvente, é uma nova cara no cenário mundial, é alegre, sedutor, não está ligado a escândalos, até onde eu sei é um self-made man, e tem apelo popular. 

Ele não é um jogador de futebol, não é uma mulher-objeto, é um cantor louro cantando para a emergente classe C brasileira e conquistando todas as classes. Isso é uma evolução para o que costumava ser a cara do Brasil lá fora. E é um símbolo de como o Brasil vem sendo visto pelos estrangeiros. O Brasil deixou de ser só samba, mulatas e futebol. O leque ampliou.

Michel Teló é como Paulo Coelho. Os dois conseguiram a receita para falar com os mais diversos públicos por meio de suas obras. Isso é difícil pra caramba! E eu tiro o meu chapéu para eles, não importando se eles fazem ou não o meu estilo.

No fundo, acho que tem muita gente que queria ser eles e não consegue.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Rio atrás de Praga, Dublin, Budapeste (etc) em ranking de Reputação

Imagem do Rio lá fora ainda é nublada

O Reputation Institute divulgou, esta semana, um ranking com a reputação de 100 cidades, o City RepTrak. E qual não foi a minha surpresa ao perceber que o Rio, a "Cidade Maravilhosa", não aparecia nem entre as 50 mais bem avaliadas.

O Rio ocupa a 61ª posição no ranking, nesta pesquisa que pretende ser anual. São Paulo ocupa a 65ª. posição. Santigo (Chile) é a mais bem avaliada das cidades da América Latina, ocupando a 51ª., seguida de perto por Buenos Aires, na 52ª. 

Londres, às vésperas de sediar Jogos Olímpicos, é a cidade com a melhor reputação no mundo, de acordo com a pesquisa. O estudo mede a confiança geral, admiração, estima e bons sentimentos que o público mantém para com as cidades, bem como percepções em 13 diferentes atributos relativos à administração, economia e interesse que as cidades despertam nas pessoas.  

Foram entrevistadas mais de 35.000 pessoas, de 15 países. "Para a cidade ter reputação forte é preciso um trabalho árduo em diversas áreas - ser um pólo cultural ou ser um centro de negócios internacional simplesmente não é suficiente", afirma Nicolas Trad, do Reputation Institute.

De acordo com o Reputation Institute, ser percebida como "uma cidade segura para os visitantes e residentes" foi o atributo mais importante para impulsionar a reputação de uma cidade. Isso explica a classificação relativamente baixa de cidades como New York (25ª), Los Angeles (41ª) e Chicago (42ª). Por outro lado, mesmo não sendo top em segurança, Londres conseguiu a primeira posição.


Tomara que este resultado sirva para nos fazer pensar em como estamos trabalhando a marca "Rio" e a marca "Brasil" para o mundo. Não adianta só mostrar as "belezas naturais", é preciso mostrar que sabemos gerir nossas cidades.


Veja o ranking completo clicando aqui.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Amadurecimento da marca Brasil



Vamos passar com dez? Essa imagem superficial de país tropical já deu o que tinha que dar, não? Para que a imagem do Brasil mude, é preciso que todos nós tenhamos senso de responsabilidade, como já foi defendido em tantos outros posts com a tag Marca Brazil.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Senna e a construção da identidade nacional



Quantas vezes escutamos alguém dizer que ficamos órfãos de herois quando Senna morreu? Que papel ele exerceu para a construção da nossa identidade nacional? Quantos jovens passaram a acreditar que poderiam vencer por causa de Senna? Quantos brasileiros voltaram a sentir orgulho da nossa bandeira ao vê-la nas mãos do campeão e não mais relacionada ao peso da ditadura? 

Não tenho respostas concretas para estas perguntas. Queria apenas levantar a reflexão acerca da necessidade de exemplos de sucesso para a construção de uma identidade nacional positiva. Podemos nos espelhar em bons exemplos ou em maus exemplos. A escolha é puramente individual. Mas quando a sociedade está impregnada de maus exemplos, o clima de desesperança se instaura. Portanto, vamos divulgar os bons exemplos e aprender com eles. Prefiro o Brasil de Senna ao Brasil de corrupção, por exemplo.

quinta-feira, 10 de março de 2011

O mundo está vendo o Brasil de modo positivo


"Uma pesquisa anual do Serviço Mundial da BBC conduzida em 27 países revela que as opiniões positivas sobre a influência do Brasil no mundo tiveram o maior aumento entre as nações pesquisadas, passando de 40% a 49%. 

Já as visões negativas sobre a atuação brasileira caíram três pontos percentuais, para 20%. Somente em um país, a Alemanha, as opiniões negativas sobre o Brasil suplantam as positivas (32% a 31%). 

Na China, maior parceiro comercial do Brasil, a visão positiva da influência brasileira caiu 10 pontos percentuais, para 45%, e a opinião negativa subiu 29 pontos, para 41%.

O levantamento, coordenado pelo instituto de pesquisas GlobeScan e pelo Programa de Atitudes em Política Internacional (PIPA, na sigla em inglês) da Universidade de Maryland (EUA), foi feito entre dezembro de 2010 e fevereiro de 2011 com 28.619 pessoas, que opinaram sobre a influência de 16 países e da União Europeia.

A melhor avaliação do Brasil pode ser atribuída à aprovação à diplomacia brasileira, à popularidade do ex-presidente Lula, à atuação de empresas e ONGs brasileiras no exterior, assim como ao bom desempenho da economia brasileira nos últimos anos. A imagem do Brasil ao redor do mundo ganhou mais clareza no último ano: o número de entrevistados que optaram por não avaliar a influência do país caiu seis pontos percentuais em relação à pesquisa anterior.

A visão positiva do Brasil cresceu principalmente na Nigéria (22 pontos percentuais, chegando a 60% do total), na Turquia (29 pontos, 48%), Coreia do Sul (17 pontos, 68%) e Egito (19 pontos, 37%). Na Europa, as maiores aprovações ocorreram em Portugal (76%) e na Itália (55%). No Reino Unido, embora a avaliação positiva do Brasil tenha crescido 12 pontos, chegando a 47%, a opinião negativa aumentou 13 pontos, atingindo 33%. 

Além de ser o único país onde a avaliação favorável ao Brasil foi inferior à desfavorável, a Alemanha foi a única nação europeia a registrar aumento no número de entrevistados que optaram por não avaliar a influência brasileira. Entre os países latino-americanos pesquisados, a aprovação à influência do Brasil chegou a 65% no México, 63% no Peru e 70% no Chile, ainda que neste país a opinião positiva tenha caído sete pontos, e a negativa, aumentado em seis. 

Outros países onde as opiniões favoráveis ao Brasil cresceram foram a Austrália, Estados Unidos, Canadá e Indonésia."

Fonte: BBC

PS: A pergunta que não cala: o que a gente fez pros "arumães" estarem com tanta raiva? 

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Como anda a confiança no mundo?

Esta semana que passou eu assisti, no Encontro Aberje, à apresentação da pesquisa Trust Barometer 2011, realizada pela Edelman em 23 países. Trata-se de uma pesquisa interessante para quem faz planejamento estratégico porque mede a confiança que líderes de opinião (apesar deste conceito estar um tanto defasado - hoje todos podem ser "líderes de opinão") depositam em vários setores da sociedade, como o governo, a mídia, as empresas, etc.

O brasileiro é um povo crente. I mean, dos 23 países analisados, apresentamos os maiores índices de confiança. Como tudo na vida, este dado traz embutido uma dor e uma delícia: ao mesmo tempo que confiamos, mantemos também alto nível de expectativa. Porém, é preciso destacar que nossos vizinhos argentinos e os mexicanos acreditam mais nas empresas brasileiras que a gente. E há muito o que trabalhar em relação à imagem das empresas brasileiras no exterior. Como já mencionei em outros posts, precisamos associar a imagem das nossas empresas também a modelos de gestão sérios e à tecnologia de ponta.

Outro dado interessante é que no Brasil apenas 37% dos respondentes acreditam que a responsabilidade social das empresas é a de simplesmente gerar lucro. Ou seja, para conseguirem legitimidade e posição privilegiada perante os concorrentes, as empresas precisam de uma atuação que não esqueça os ganhos sociais.

A pesquisa mostrou também uma mudança no ranking de confiança das pessoas em relação a onde buscar informação com credibilidade sobre empresas. A figura do "person like me" perde espaço, enquanto o CEO e os técnicos voltam a ocupar posições de destaque. As pessoas querem envolvimento das lideranças, sentem confiança quando escutam informações de tais fontes. Neste contexto, é ainda mais importante que o CEO desfrute de boa capacidade de comunicação. E que as informações continuem sendo difundidas em vários canais e formatos. O brasileiro precisa estar em contato com a mesma informação de 3 a 5 vezes para realmente acreditar nela.  
 
Já entre os BRICs, a Rússia foi o único país a apresentar queda na confiança depositada. Não que isso mude muito a nossa realidade, mas... É algo interessante para acompanhar... Será que o BRIC está se tornando BIC?

A apresentação global Trust Barometer pode ser vista clicando aqui.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Ainda sobre a marca Brasil

Lembram daquele sociológo Hy Mariampolski, que puxou a nossa orelha em relação à fragilidade da Marca Brasil? Pois bem, acabei de ver uma entrevista com ele no maravilhoso Nós da Comunicação.

Alguns trechos:

"Consumidores estão sempre mudando. Uma vez satisfeitos, querem sempre algo novo. Nesse caso, ‘a única constante são as mudanças’. (...) Os consumidores de hoje esperam muito das empresas e prestam muita atenção à reputação dessas companhias. Se consideram mais conscientes, capazes de enxergar um pouco além, são mais céticos e querem uma comunicação honesta.
(... ) Quando o Brasil comunica para os norte-americanos a vantagem de visitar o país, ainda está falando para um mercado de massa que não existe mais. Muitas das mensagens enviadas para o público dos Estados Unidos perderam o significado. A ideia é começar a falar de maneira mais direta, íntima, especificamente sobre seus interesses."


Leia a entrevista na íntegra clicando aqui.
A piada da foto eu peguei daqui.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

A marca Brasil ainda é frágil (e a culpa também é nossa)


Hoje lendo O Globo, enquanto esperava meu prato no restaurante em que fui almoçar, me deparei com uma notinha na coluna Negócios & Cia que mostra o quanto a marca Brasil ainda é frágil. Apesar de eu acreditar que hoje a situação já é muito melhor que há alguns anos.
Para mim, essas poucas linhas foram uma prova do que eu chamo de "síndrome de curral", essa mania que o brasileiro tem de tanto se colocar para baixo. Portanto, pessoal, antes de sair por aí twittando que o Brasil não tem jeito e que isso e que aquilo, pensem na imagem que estamos projetando do nosso país. Nisso, também faço um mea-culpa. Se cuidarmos melhor da imagem do nosso país, seremos mais respeitados como Nação. Nossas mulheres não mais serão confundidas com prostitutas, nosso "produto exportação" famoso não será mais apenas o menino que joga futebol bem para matar a fome, etc. Isso para ficar nos exemplos mais estereotipados e não entrar em uma discussão mais profunda dos impactos de uma boa imagem para um país.
Vamos deixar desse complexo de vira-lata, vamos melhorar o respeito pelo nosso país aqui dentro e assim projetar uma imagem melhor lá fora. Que tal cuidarmos da imagem do nosso país como cuidamos da nossa própria imagem ou da imagem da nossa família? Não precisamos jogar a sujeira para debaixo do tapete. Não é isso. Mas um pouquinho de patriotismo além futebol não faz mal a ninguém.

Vejam só:

"A frágil marca Brasil / Flávia Oliveira, O Globo, 08/04/2010.
Falta investimento para consolidar a marca Brasil no mercado americano, avalia Hy Mariampolski, doutor em sociologia e diretor da QualiData Research (EUA). Como sede da Copa 2014 e dos Jogos 2016, continua ele, o país tem uma oportunidade imensa para lapidar sua imagem internacional. O consultor, que faz palestra hoje na Coppead/UFRJ, falou à "Negócios&Cia" sobre o tema.

CHUVAS: "Hoje (ontem) de manhã, vi uma reportagem na 'Bloomberg' sobre o temporal no Rio. Pelo ocorrido, questionavam a capacidade da cidade de receber a Copa 2014 e os Jogos 2016. Isso é absurdo.
Se fosse nos EUA, ninguém questionaria a realização do Super Bowl. É prova do quanto é preciso investir na marca Brasil nos EUA, enxergando o país como um conjunto de pequenos submercados potenciais". (nota da blogueira: nós mesmos questionamos via Twitter como poderíamos sediar os jogos se não aguentamos a chuva. Mas o fato é que a chuva de segunda-feira teria parado qualquer cidade do mundo com as mesmas características do Rio. Talvez os estragos tivessem sido menores. Mas parar, com certeza, pararia.)

IMAGEM: "Antes, o branding era usado para promoção turística. Hoje, é ferramenta para atrair investidores e parceiros estratégicos. Se isso não é feito corretamente, a pior informação é a que chega à mídia estrangeira. Outra coisa importante é mudar o foco de exportador de commodities para de manufaturados. Os americanos voam em aviões Embraer, mas não conhecem a marca ou não sabem que é brasileira."

MARCAS: "O Brasil tem ativos incríveis, mas precisa reconhecê-los, entender os mercados onde quer chegar e se comunicar com eles. O país é fabuloso em design e moda, por exemplo, mas os americanos não sabem disso. Quando se é bom em algo, deve-se contar ao mundo sobre isso. Tok&Stok, Beleza Natural e Guaraná Antarctica são exemplos de marcas com grande potencial de vendas nos EUA e no exterior"."

Para descontrair sem mudar de assunto, uma musiquinha que adoro!



fama de porra louca, tudo bem... mas nem toda brasileira é bunda!

sábado, 14 de novembro de 2009

O B do Bric tá se achando (com duplo sentido, claro)


Hoje li uma matéria daquelas que gosto: que mostra a imagem do Brasil lá fora associada a fatos econômicos, em vez de fotos de mulher seminua no carnaval.

"Brazil takes off", publicada pela The Economist, ressalta: "Ao contrário da China, (o Brasil) é uma democracia. Ao contrário da Índia, ele não tem insurgentes, não houve conflitos étnicos e religiosos, nem tem vizinhos hostis. Ao contrário da Rússia, exporta mais petróleo e armas, e trata de investidores estrangeiros com respeito." 

Isso não é nada de novo para quem já vem acompanhando a discussão sobre o BRIC. Mas ler uma matéria em sua essência tão positiva é um "alívio". Eu estava quase fazendo um estudo do estrago que teria sido causado à "marca Brazil" pelo blecaute (o que seria muito justo) e pelo escândalo da minissaia (que foi uma tempestade em copo d'água).

PS: esta fantástica foto tem crédito de Rex Features.
PS2: A matéria é bem completinha, fala também das nossas mazelas. E arrisca que nosso maior problema agora é a arrogância de Lula que insiste em ignorar problemas sérios. Só esqueceu de mencionar (explicitamente) o blecaute.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

A marca "Brazil" de Lula

Eu já tinha escutado falar da melhoria da imagem do Brasil no exterior. Sei, inclusive, que há um esforço do governo em mudar a imagem do Brasil que data de 2002, ou seja, de AL (antes de Lula) e que vem sendo levado bem a sério.
Aliás, o nosso presidente fanfarrão nos mata de vergonha quando fala besteira, mas já foi chamado de "the guy" por Obama - que muitos de nós, brazucas, julgamos ser "o verdadeiro cara". O "nosso companheiro" que mostra o que sente é conhecido (e admirado) até pelo vendedor de água de um quiosque 24h em Puerto Varas, cidade com apenas 33 mil habitantes na Região dos Lagos, no Chile.
Quem viaja ao exterior não tem como não reconhecer que os esforços para mudar a imagem do Brasil estão surtindo efeito. Em 2001/02, enquanto estive em Londres, eu dizia que era portuguesa. Escondia a minha nacionalidade porque quando disse num pub que era brasileira, um carinha gritou para os seus amigos: "come on, guys, they are Brazilian", como se eu e minha amiga fôssemos mulheres como a mãe dele - para ser gentil.
Nestes últimos dias, recebi parabéns de estrangeiros por ser brasileira, fato que me encheu de orgulho e me comoveu. E por que os parabéns? Porque conseguimos ser a sede das Olimpíadas de 2016. Recebi parabéns de um casal de idosos venezuelanos que puxou conversa no Café Tortoni, em Buenos Aires, e de uma amiga paraguaia advogada bem-sucedida na casa dos 30 anos.
Se não bastasse, um argentino com seus 40 anos, que trabalha em uma empresa com escritório no Brasil (e faz com frequência a ponte Buenos Aires - São Paulo) me disse no aeroporto Ezeiza: "eu, como argentino, peço desculpas a você por esta fila tão grande. Isso me envergonha. Caos como esse não se vê no Brasil. Não é a toa que vocês são a potência que são e nós estamos assim, neste abandono."


Pára tudo: um argentino bem instruído reconhecendo o Brasil como uma Potência? - Parece que finalmente o futuro está chegando ao nosso país. Mas a gente ainda não viu. Será que estamos em uma caverna?

Eu já viajei para o exterior algumas vezes (passei por 15 cidades, em 8 países) e nunca tinha percebido o Brasil ser tão bem visto/quisto quanto nesta última. Ponto para Lula!



PS:  Tentei argumentar que temos filas grandes também, que nas Olimpíadas o Rio ficará um caos, mas ele retrucou com firmeza: "para assistir aos jogos vale a pena ficar na fila" e continuou ressaltando as grandezas do Brasil, da nossa economia, da liderança internacional, do Bric, etc.

PS2: este blog não é sobre política ou economia. Por isso, não vou entrar no mérito sobre o governo Lula ou a política de pão e circo das Olimpíadas (eu torci muito para que o Rio conseguisse ser a sede olímpica, apesar de todos os apesares). O fato que quero ressaltar é pura e simplesmente que o governo Lula efetivamente melhorou a imagem do Brasil no exterior. Ponto para ele e melhor para todos nós.