O The Guardian (sempre ele!) inovou mais uma vez! O jornal da terra da rainha terá parte das pautas escolhida por votação de seus leitores. Sensacional, não?
Tem quem ache a ideia perigosa, porque entrega de bandeja para a concorrência o que será publicado. Mas, na boa, quem ainda acha que há tanta exclusividade nas pautas, hein? Com a atual distribuição de informações, tão acessível a todos, tudo o que rende notícia está na prateleira de todos os veículos. É só escolher, aprofundar, dar o seu toque. E isso, mesmo que a concorrência já saiba o assunto que será tratado, não tem como fazer pelo outro. E é assim que os talentos dos jornalistas se sobressaem. Sem contar que não são todas as pautas que serão votadas. Logo, o "exclusivo" continua preservado.
Segundo notinha do Comunique-se sobre a novidade do The Guardian, o jornal sueco Norran foi o pioneiro a abrir sua lista de pautas para o público.
Para saber mais sobre a iniciativa do The Guardian, clique aqui.
Mostrando postagens com marcador Jornalismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Jornalismo. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 11 de outubro de 2011
The Guardian e a votação de pautas online
Temas relacionados:
Consumidores,
Inovação,
Jornalismo
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Brasileiro é quem mais lê jornais via tablets e smartphones no mundo
"De acordo com levantamento da ComScore, empresa global que mensura dados de internet, o leitor brasileiro responde pela maior quantidade de acessos a jornais por meio de aparelhos eletrônicos, como tablets e smartphones, exceto computadores.
O tráfego em sites de empresas jornalísticas é maior no Brasil do que no Chile, por exemplo, eleita a segunda nação mais interessada em acompanhar a imprensa fora da rede de computadores e notebooks, e duas vezes superior ao número de visitas atingidas por japoneses.
O fluxo de usuários brasileiros interessados em procurar notícias com iPads, por exemplo, é superior, mas a concentração nacional de tráfego na internet por meio do tablets ainda é baixa, somente 0,8%. Em celulares, a porcentagem é semelhante: 1%.
A maior parte desta procura (31%) por conteúdo digital é proveniente de aparelhos da Apple, como iPod e iPad, enquanto os usuários da plataforma Android respondem por apenas 1,6% destas visitas. Numa escala mundial, os dispositivos da Apple garantem o tráfego de 89% de visitas a jornais.
Rede de computadores
Ao que tange o acesso a conteúdo em computadores, a Argentina lidera mundialmente esta lista com 98,6% do seu tráfego proveniente deste tipo de aparelho. Na sequência, o Brasil aparece novamente entre os primeiro, mas desta vez empatado com a Alemanha (98,1%)."
Fonte: Comunique-se :: No mundo, brasileiro é quem mais lê jornais via tablets e smartphones
O tráfego em sites de empresas jornalísticas é maior no Brasil do que no Chile, por exemplo, eleita a segunda nação mais interessada em acompanhar a imprensa fora da rede de computadores e notebooks, e duas vezes superior ao número de visitas atingidas por japoneses.
O fluxo de usuários brasileiros interessados em procurar notícias com iPads, por exemplo, é superior, mas a concentração nacional de tráfego na internet por meio do tablets ainda é baixa, somente 0,8%. Em celulares, a porcentagem é semelhante: 1%.
A maior parte desta procura (31%) por conteúdo digital é proveniente de aparelhos da Apple, como iPod e iPad, enquanto os usuários da plataforma Android respondem por apenas 1,6% destas visitas. Numa escala mundial, os dispositivos da Apple garantem o tráfego de 89% de visitas a jornais.
Rede de computadores
Ao que tange o acesso a conteúdo em computadores, a Argentina lidera mundialmente esta lista com 98,6% do seu tráfego proveniente deste tipo de aparelho. Na sequência, o Brasil aparece novamente entre os primeiro, mas desta vez empatado com a Alemanha (98,1%)."
Fonte: Comunique-se :: No mundo, brasileiro é quem mais lê jornais via tablets e smartphones
Temas relacionados:
Curiosidades,
Jornalismo,
OFuturoJaChegou
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
A notícia se reinventa, sempre!
Quando o jornalismo online apareceu causou aquele pânico em relação ao futuro do jornalismo impresso. Você lembra quantas vezes já viu cartazes de seminários tentando discutir ou prever o "futuro" do jornalismo impresso? Eu perdi as contas!
Pois bem, eu nunca tive medo do dia em que o jornal deixasse de ser impresso, porque sempre soube que os consumidores de notícias se alimentam de conteúdo. O formato é só o meio de fazer a notícia chegar até eles. E esse nariz de cera imenso é só para comentar sobre o vídeo que acabei de ver com o convite para o lançamento de um livro que surgiu a partir de um blog.
Isso mesmo! No ínício era "apenas" um blog. O blog ganhou importância e seu editor resolveu lançar um livro com os posts mais significativos para imortalizá-los. E para convidar para o lançamento do livro, ele usou um vídeo.
Com tudo isso eu me espanto em ver que ainda há quem tenha medo do fim do papel! Quem tem imaginação e conteúdo não teme o fim do papel (nem a não exigência do diploma...). Quem tem imaginação e conteúdo reinventa novas formas de perpertuar suas "notícias", fazendo com que elas cheguem a novos públicos, sempre!
Vamos todos para a Blooks, a livraria do Unibanco Artplex, próximo dia 04, para o lançamento do Cidadania Tricolor? :-)
Para acompanhar o blog da Flusócio, clique aqui.
domingo, 19 de setembro de 2010
O peso das palavras: shaming não está com nada!
Meu querido poetamigo Manoel Affonso de Mello tem uma frase que adoro: "Palavra: a mais poderosa das armas. Não pelo tom, mas pelo eco." Esta semana eu vivi duas experiências que me fizeram refletir sobre o peso das palavras e o uso que damos para elas.
A primeira foi em São Paulo, na terça-feira 14. Fui a São Paulo para entrevistar o Diretor Estratégico da Consumers International, Joost Martens. E perguntei a ele quais seriam as regras para o Bad Company Awards deste ano, tendo em vista que no ano passado as empresas foram escolhidas com base em Greenwashing e o tema continua atual e estratégico. Ele me respondeu que não sabia se este ano haveria o "prêmio" porque a estratégia de "naming and shaming" tomava muito tempo para elaboração dos indicados e trazia pouco resultado efetivo. Que o melhor a fazer era trabalhar na conscientização e na parceria com as empresas. Fantástico! Quando ouvi isso fez-se uma luz na minha cabeça. Isso aí, "shaming" não está com nada! Cria inimigos, carrega uma energia pesada. O que todos querem é apoio, incentivo, bons exemplos a seguir!
A segunda experiência aconteceu ontem, no Rio, quando vi a exposição sobre os 120 anos de nascimento de Anita Malfatti, no CCBB. Eu já tinha escutado falar sobre a crítica de Monteiro Lobato à exposição dela. Mas não tinha apreendido o que tinha acontecido. Sabe aquela coisa que a gente ouve na aula de Literatura, mas passa batido? Pois bem, tinha sido assim. E eis que ontem eu percebi o peso que as palavras de Monteiro Lobato tinham tido na vida e obra de Anita Malfatti. Era uma "simples" crítica de jornal sobre a exposição. Mas machucou profundamente a artista, deixando a sua obra um tanto mais conservadora. E o mundo nunca saberá aonde Anita poderia ter chegado se não tivesse sofrido tal castração por parte de Monteiro Lobato.
Ok, ok, não adianta apontar canhões para Monteiro Lobato agora. Mas com esses exemplos eu quis propor uma reflexão acerca do que os profissionais de comunicação comunicam. O que estamos fazendo com o poder que temos? Vamos educar em vez de envergonhar?
Uma crítica nunca é simples. E há diferentes tipos de críticas. Há as críticas justas. Mas há também aquelas feitas por ignorância, seja por não saber do que se está falando, seja por não alcançar a grandeza do conceito proposto; as feitas por má fé; por inveja ou vingança, etc. Antes de criticar alguém vamos parar e pensar: o que me leva a fazer tal crítica? Em que ela pode ser "construtiva"? Ela é justa? É isso!
Se alguém quiser ver a tal crítica de Monteiro Lobato à exposição de Anita Malfatti, publicada em 20 de dezembro de 1917, no jornal O Estado de São Paulo, clique aqui. A minha entrevista com Mr Joost será publicada em breve pela Proteste. Quando sair, eu aviso!
PS: Hoje o Imagem E Comunicação completa seu primeiro aniversário! Parabéns pra ele! :-)
Temas relacionados:
Análise de discurso,
Diário de Bordo,
Estratégia,
Jornalismo,
Para coleguinhas,
Tudo é Comunicação
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
O Retrocesso e o Greenwash do JB
Hoje foi o primeiro dia do JB puramente online. Fato que o senhor Nelson Tanure tentou vender como modernização do jornal e favor à natureza.
“Para cada 100 mil jornais que são impressos, 60 mil são vendidos e 40 mil são jogados fora. É um desperdício fantástico”, disse Tanure, a Guilherme de Barros, do iG."
Mas ninguém acredita no papo bonito que o JB apresentou. E não é porque as pessoas não sabem que um jornal é composto por muito mais que um amontoado de páginas, como tentou nos empurrar goela abaixo o item 12 do texto de justificativa do JB para o fim da versão impressa.
"Há quem pense que o jornal é uma “coisa” – um amontoado de folhas. Sem o papel e celulose, os jornais – e o JB – estariam acabando."
Ninguém acredita nesse papo exatamente porque as pessoas sabem que um jornal é muito mais que um amontoado de páginas. Os leitores sabem que jornal é feito de conteúdo. E é isso que os leitores querem. E desconfiam que não vão ter. Porque há anos o JB vem perdendo espaço no share of mind dos leitores exatamente porque não aposta no conteúdo. Conteúdo, Tanure, é caro.
Como acreditar em modernidade se um dos itens das explicações oficiais diz:
"Não haverá, nesse contexto, qualquer alteração na linha editorial de independência e de qualidade que há 119 anos distingue o Jornal do Brasil."
Como acreditar em modernidade se um dos itens das explicações oficiais diz:
"Não haverá, nesse contexto, qualquer alteração na linha editorial de independência e de qualidade que há 119 anos distingue o Jornal do Brasil."
Alteração na linha editorial é o que todos esperam, Tanure! Exatamente para que o jornal resgate a credibilidade de outrora! Para que seja visto como um veículo de comunicação independente.
Investimento em tecnologia também é caro, Tanure!
Como você quer nos vender a ideia de que o seu jornal está se modernizando se o site não aguentou o número de acessos no primeiro dia da versão puramente online, que foi planejada por um mês? A home do JB levou mais de dois minutos, DOIS MINUTOS para carregar na minha casa, Tanure! Muitos dos que não encontraram modernidade no JB hoje não voltarão mais ao site do JB, Tanure.
Sem contar que você nem estava derrubando tantas árvores assim, visto que a tiragem estimada do JB nos últimos meses era de míseros 18 mil exemplares/dia. Mas não é esse o problema. O problema não é ser impresso ou não. O problema é que Tanure não assume o que todos veem. Todos sabem que o JB parou de ser impresso porque está prestes a falir e não tem dinheiro para impressão.
E não adianta chamar quem chora a morte do JB de desinformados ou mal intencionados. Esse seu discurso de vítima não cola. Mostre conteúdo e os antigos leitores do JB, enfim, vão parar de reclamar!
Seria muito mais barato para o jornal (que não teria que gastar tanto esforço para reverter a crise causada pela mentira) e transparente com a sociedade se Tanure admitisse que o JB parou a impressão porque não tem como arcar com os custos. Se Tanure tivesse tido tal postura, a crise teria sido beeeem menor! Agora tentar nos convencer de que é vanguardismo, fala sério! É tentar nos fazer de idiotas! Sustentar o fim da impressão do JB em questões ambientais me parece um grande Greenwashing, Tanure!
Para ler mais sobre o JB neste blog, clique aqui.
Para ler mais sobre Greenwash neste blog, clique aqui
Para ler as 50 desculpas inúteis que o JB tentou dar para o fim da versão impressa, clique aqui.
Temas relacionados:
Gestão de Crises,
Greenwash,
Jornalismo
terça-feira, 13 de julho de 2010
O fim do JB impresso
Hoje li a notícia de que o Jornal do Brasil não mais será impresso. Restará apenas uma versão online.
É com tristeza que recebo esta notícia. Aquele sentimentalismo que fica quando sabemos que algo que tem valor (ao menos histórico) não mais vai existir. Porém, sei que na verdade o JB "as we know it" não deixará de existir em breve, quando não for mais impresso. O JB já deixou de ser o JB há tempo. Alguns bons anos. Agora é só o golpe final, para acabar a "agonia".
Com essa estragégia de ser o primeiro jornal a aposentar o papel, Nelson Tanure muda radicalmente o posicionamento do JB. De um quality paper que ia mal das pernas mas tinha uma marca fortíssima, o JB passa a ser um jornal online sem tradição alguma. Uma estratégia arriscadíssima porque jornal vive de credibilidade e influência.
Quanto tempo mais vocês acham que o JB (que foi o primeiro jornal online do Brasil) vai resistir? Quem acessa o JB online se não for obrigação de trabalho levanta a mão! Ninguém? Hum!
No final do ano passado eu e o meu grupo da pós fizemos uma proposta para salvar o JB, aproveitando que a marca Jornal do Brasil era uma possível Lovemark. Para salvar o JB a nossa proposta era o investimento em conteúdo. Conteúdo, conteúdo e conteúdo. O que o JB perdeu com a chegada de Tanure. Tínhamos propostas também para conteúdo mobile e expansão da marca, claro. Mas partindo da premissa de que haveria aposta no conteúdo.
Aqui está a nossa apresentação. Se nossas propostas não valerem de nada, fica ao menos o resgate histórico do que o Jornal do Brasil representa/ou para a Imprensa no Brasil. Tomara que não acabem também com o CPDocJB, quando o JB acabar de vez!
PS: O grupo que fez esta apresentação, além de mim, era formado por Leandro Buenavila, Elayne Bessa, Daniel Passos e Gisella Francisca.
É com tristeza que recebo esta notícia. Aquele sentimentalismo que fica quando sabemos que algo que tem valor (ao menos histórico) não mais vai existir. Porém, sei que na verdade o JB "as we know it" não deixará de existir em breve, quando não for mais impresso. O JB já deixou de ser o JB há tempo. Alguns bons anos. Agora é só o golpe final, para acabar a "agonia".
Com essa estragégia de ser o primeiro jornal a aposentar o papel, Nelson Tanure muda radicalmente o posicionamento do JB. De um quality paper que ia mal das pernas mas tinha uma marca fortíssima, o JB passa a ser um jornal online sem tradição alguma. Uma estratégia arriscadíssima porque jornal vive de credibilidade e influência.
Quanto tempo mais vocês acham que o JB (que foi o primeiro jornal online do Brasil) vai resistir? Quem acessa o JB online se não for obrigação de trabalho levanta a mão! Ninguém? Hum!
No final do ano passado eu e o meu grupo da pós fizemos uma proposta para salvar o JB, aproveitando que a marca Jornal do Brasil era uma possível Lovemark. Para salvar o JB a nossa proposta era o investimento em conteúdo. Conteúdo, conteúdo e conteúdo. O que o JB perdeu com a chegada de Tanure. Tínhamos propostas também para conteúdo mobile e expansão da marca, claro. Mas partindo da premissa de que haveria aposta no conteúdo.
Aqui está a nossa apresentação. Se nossas propostas não valerem de nada, fica ao menos o resgate histórico do que o Jornal do Brasil representa/ou para a Imprensa no Brasil. Tomara que não acabem também com o CPDocJB, quando o JB acabar de vez!
PS: O grupo que fez esta apresentação, além de mim, era formado por Leandro Buenavila, Elayne Bessa, Daniel Passos e Gisella Francisca.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Adobe Air e a modernização das revistas digitais
Semana passada, a Adobe apresentou as "mais modernas" possibilidades que as revistas digitais podem ter para surpreender os leitores e atingi-los de novas maneiras. Seria mais ou menos isso aí que está no vídeo, no protótipo da Wired.
Para ver o release da Adobe e ter mais informações sobre a New Digital Magazine Experience, clique aqui.
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Nem todos os prêmios são respeitáveis
Hugo Chávez recebe prêmio de jornalismo na Venezuela"Na segunda-feira 22/06/2009, o presidente venezuelano Hugo Chávez foi agraciado com o Prêmio Municipal Fabrício Ojeda de jornalismo. O Conselho Municipal de Caracas, organizador do evento, escolheu o chefe de estado pela "linguagem pedagógica" em que explica os "valores revolucionários" no país.
Segundo o vereador governista Simon Pereira, com o programa de rádio "Aló Presidente", Chávez conseguiu levar aos cidadãos venezuelanos o processo de administração do governo. Existente há mais de uma década, o programa "Aló Presidente" se pauta por comentários de Chávez sobre sua administração, além de críticas ao capitalismo internacional. A informação é da agência EFE."
Fonte: Redação Portal IMPRENSA
Se a moda pega...
De Cuba para o mundo, ou quase
"A cubana Yoani Sánchez, autora do blog Generacíon Y, foi agraciada na quarta-feira, dia 14, com o Prêmio Maria Moors Cabot, concedido pela Universidade de Columbia, em Nova York. Mas Yoani não pôde receber a premiação porque o governo cubano impediu que ela viajasse para os Estados Unidos. Desde 2007, quando criou o blog Generacíon Y, Yoani traça cotidianamente um retrato sobre como é viver em Cuba nos dias de hoje."
Fonte: Redação Publishnews, 16/10/2009
E eu pergunto: ainda dá para (tentar) impor barreiras à comunicação nos dias de hoje?
Fonte: Redação Publishnews, 16/10/2009
E eu pergunto: ainda dá para (tentar) impor barreiras à comunicação nos dias de hoje?
Assinar:
Postagens (Atom)
