Esta semana, a mídia brasileira comemorou a publicação de uma resolução da Anvisa que muda as regras para a propaganda de alimentos não saudáveis, a partir de janeiro.
Da forma como a mensagem foi passada, a impressão que se tinha era de que finalmente o Brasil estava agindo para combater a obesidade infantil e os demais danos que os alimentos com excesso de sal, açúcar e gordura trazem à sociedade.
Mas apesar de ser um passo, foi um passo tímido, que ignorou o poder dos rótulos para convencer os consumidores nos pontos de venda.
Qualquer pessoa que tenha uma noção mínima de marketing ou de comportamento do consumidor sabe o peso que as decisões por impulso nos pontos de venda exercem sobre os consumidores. Mas a nova resolução pede alertas durante a propaganda apenas. E como os rótulos não são considerados propaganda, a medida fica capenga. Isso tudo se resolveria se, de uma vez por todas, os rótulos passassem a ser considerados propaganda!
Veja mais a respeito da nova resolução da Anvisa na Veja, no Estadão, no G1 e na Proteste.
PS: Enquanto a Anvisa cochilava em relação aos rótulos dos alimentos, o Mundo do Marketing publicava um post dizendo que as embalagens ajudam a promover o consumo consciente. A matéria explica:
"Segundo o Monitor de Responsabilidade Social Corporativa 2010, realizado pela Market Analysis, 36% dos brasileiros acreditam que uma etiqueta na embalagem é a melhor forma de uma empresa comunicar práticas ambientais. Em 2007, este número era de 27%.
Leia o post Embalagens ajudam a promover o consumo consciente, do Mundo do Marketing, aqui
Veja outros posts que discutem rótulos aqui.
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sexta-feira, 2 de julho de 2010
O Brasil que ainda ignora o poder dos rótulos
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sexta-feira, 23 de abril de 2010
Fandangos Eco não é ecologicamente correto
A Elma Chips acaba de entrar na minha lista de empresas que "induzem o consumidor ao erro", já que o termo "propaganda enganosa" não pode ser aplicado. O Fandangos Eco, lançado no final de 2009, não é "ecologicamente correto", apesar da embalagem verdinha nos levar a crer isso. Pior: o Eco polui mais que os outros Fandangos, por causa do card de bichinhos que traz... Ai, ai, Elma Chips!
A denúncia foi feita pela Revista Galileu, mas eu li na coluna de Erros de Marketing do Mundo do Marketing.
Abaixo, um trecho da matéria da Galileu:
"A Elma Chips não faz propaganda enganosa porque não afirma que o produto é sustentável ou ecológico em momento algum. Mas seu nome pode enganar o consumidor. “É o tipo de coisa que aumenta as vendas. Se o produto é ligado aos animais selvagens, eles poderiam colocar ‘fauna’ no nome”, afirma Paola Figueiredo, diretora de novos negócios da Sustentax, companhia que atesta a sustentabilidade de produtos via certificações.
Paola diz que o brasileiro dá preferência a produtos e empresas responsáveis ambientalmente, e muitos se aproveitam disso. É o caso do Fandangos Eco, com um nome que induz o consumidor a pensar que ele é ecológico. “Todo mundo adora essa questão de produto “eco” e diferenciado. Mas isso tem que ser comprovado. O buraco é mais embaixo quando falamos em produtos sustentáveis”, afirma a diretora da Sustentax."
Para ler a matéria completa, clique aqui.
A denúncia foi feita pela Revista Galileu, mas eu li na coluna de Erros de Marketing do Mundo do Marketing.
Abaixo, um trecho da matéria da Galileu:
"A Elma Chips não faz propaganda enganosa porque não afirma que o produto é sustentável ou ecológico em momento algum. Mas seu nome pode enganar o consumidor. “É o tipo de coisa que aumenta as vendas. Se o produto é ligado aos animais selvagens, eles poderiam colocar ‘fauna’ no nome”, afirma Paola Figueiredo, diretora de novos negócios da Sustentax, companhia que atesta a sustentabilidade de produtos via certificações.
Paola diz que o brasileiro dá preferência a produtos e empresas responsáveis ambientalmente, e muitos se aproveitam disso. É o caso do Fandangos Eco, com um nome que induz o consumidor a pensar que ele é ecológico. “Todo mundo adora essa questão de produto “eco” e diferenciado. Mas isso tem que ser comprovado. O buraco é mais embaixo quando falamos em produtos sustentáveis”, afirma a diretora da Sustentax."
Para ler a matéria completa, clique aqui.
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sábado, 10 de abril de 2010
O rótulo como propaganda
Há alguns dias, me vi em uma discussão um tanto interessante. O teste de desodorantes antitranspirantes feito pela Proteste (publicado como capa da revista Pro Teste de abril/2010) constatou que muitos produtos não conseguem o efeito de minimizar a transpiração por 24 horas, apesar de os rótulos estamparem tal atributo.
Eu chamei este ato de "propaganda enganosa". Mas outra pessoa com bastante conhecimento sobre o Código de Defesa do Consumidor me disse que não havia uma propaganda enganosa e sim um problema de rotulagem.
Calma lá! Há diferença? Fiquei remoendo aquilo por uns dias. E não é que hoje eu achei uma forma de enquadrar o que está escrito nos rótulos como propaganda?
A definição para rótulo é a seguinte: "o rótulo identifica o produto e a marca, classifica os produtos, descreve atributos e promove o produto diferenciando-o dos demais".
Já a propaganda seria "a apresentação pública, de natureza persuasiva, possível por meio de repetição, que apresenta uma empresa, seus produtos ou serviços".
Analisando estas afirmações do ponto de vista de Comunicação Integrada, me parece óbvio que o rótulo se caracteriza uma propaganda. O rótulo é a primeira instância a apresentar um produto publicamente, tem natureza persuasiva (descreve atributos e promove o produto diferenciando-o dos demais) e caráter de repetição (de tanto ver o mesmo rótulo um consumidor pode se sentir atraído a comprá-lo).
Portanto, empresas, se não quiserem enfrentar processos por "propaganda enganosa" ou "indução ao erro", melhor não mentir em seus rótulos. O caso do Alpino fast está rendendo. O Ministério Público acatou a denúncia do Coma com os Olhos.
Se você não acredita na força de um rótulo, leia "A Importância do Rótulo na Comunicação Visual da Embalagem: Uma Análise Sinestésica do Produto", de Roberta Lucas Scatolim, clicando aqui.
Por hoje é só! :-)
UPDATE DE SEXTA, 16 DE ABRIL sobre esse post
Hoje falei com o meu professor de Gestão de Marketing sobre este assunto e ele veio com uma boa saída. Se não dá para chamar de "propaganda enganosa", dá para chamar de "comunicação enganosa". #ficaadica!
PS: troquei a imagem que antes era de um rótulo de desodorante para não pegar nenhum produto para "Cristo". O problema é quase "generalizado" na categoria, não de um únicoo produto.
Eu chamei este ato de "propaganda enganosa". Mas outra pessoa com bastante conhecimento sobre o Código de Defesa do Consumidor me disse que não havia uma propaganda enganosa e sim um problema de rotulagem.
Calma lá! Há diferença? Fiquei remoendo aquilo por uns dias. E não é que hoje eu achei uma forma de enquadrar o que está escrito nos rótulos como propaganda?
A definição para rótulo é a seguinte: "o rótulo identifica o produto e a marca, classifica os produtos, descreve atributos e promove o produto diferenciando-o dos demais".
Já a propaganda seria "a apresentação pública, de natureza persuasiva, possível por meio de repetição, que apresenta uma empresa, seus produtos ou serviços".
Analisando estas afirmações do ponto de vista de Comunicação Integrada, me parece óbvio que o rótulo se caracteriza uma propaganda. O rótulo é a primeira instância a apresentar um produto publicamente, tem natureza persuasiva (descreve atributos e promove o produto diferenciando-o dos demais) e caráter de repetição (de tanto ver o mesmo rótulo um consumidor pode se sentir atraído a comprá-lo).
Portanto, empresas, se não quiserem enfrentar processos por "propaganda enganosa" ou "indução ao erro", melhor não mentir em seus rótulos. O caso do Alpino fast está rendendo. O Ministério Público acatou a denúncia do Coma com os Olhos.
Se você não acredita na força de um rótulo, leia "A Importância do Rótulo na Comunicação Visual da Embalagem: Uma Análise Sinestésica do Produto", de Roberta Lucas Scatolim, clicando aqui.
Por hoje é só! :-)
UPDATE DE SEXTA, 16 DE ABRIL sobre esse post
Hoje falei com o meu professor de Gestão de Marketing sobre este assunto e ele veio com uma boa saída. Se não dá para chamar de "propaganda enganosa", dá para chamar de "comunicação enganosa". #ficaadica!
PS: troquei a imagem que antes era de um rótulo de desodorante para não pegar nenhum produto para "Cristo". O problema é quase "generalizado" na categoria, não de um únicoo produto.
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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Alpino para beber não tem Alpino
Total desrespeito ao consumidor!
Desnecessário, Preta, desnecessário!
Veja o post que me deu esta informação clicando aqui.
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