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quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Twitter continua forte no Brasil
É, amiguinhos! Tem gente até que acha que o Twitter anda meio esquecido por aqui. Mas acabo de ler uma pesquisa que diz que o Brasil é o segundo país que mais tem contas no Twitter, sendo São Paulo a quarta cidade que mais tuita nesse mundão de Deus.
Fonte: Proxxima.
domingo, 22 de julho de 2012
Perdi meu amor na balada: tiro no pé!
E eis que o mistério da Fernanda que o Daniel procurava foi esclarecido. Tudo não passou de uma ação da Nokia para divulgar um celular com câmera de 41Mpx.
A ação teve um belo poder de viralização e envolveu muita gente. Gente que acredita no amor. Gente disposta a ajudar. E aí veio a resposta de que era uma ação promocional. E as pessoas se sentiram enganadas. E reagiram negativamente à marca. O vídeo com o desfecho da estória de amor tem, até o momento desta postagem, 1.146 "likes" contra 3.343 "don't likes".
Fiquei aqui pensando: vale a pena envolver tanta gente para depois fazer com que se sintam enganadas? Acho que não! Sem querer me repetir, mas acho que do mesmo jeito que para engajar não precisa desmerecer ninguém, acho que para viralizar não precisa enganar ninguém.
Abaixo um exemplo sensacional de um viral de amor que deu certo. Que passou a mensagem sem enganar ninguém e sem causar rejeição à marca. Show de bola, Vivo! :)
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quinta-feira, 5 de julho de 2012
Para engajar não precisa desmerecer ninguém
Há algumas semanas, a Brahma se viu em uma bela crise com os torcedores nordestinos por causa de um vídeo que foi postado no Facebook em que um "carioca cheio de marra" foi completamente deselegante com um "timinho" chamado Sport Clube do Recife. A Brahma precisou pedir desculpas em uma nota oficial e até disse que tinha afastado os responsáveis pelo vídeo, decisão que ao meu ver não resolve o problema caso a empresa não crie e difunda internamente um belo manual do que pode e não pode ser postado em suas páginas nas redes sociais.
Hoje vi no Face um exemplo exatamente oposto ao da Brahma. Um video que também brinca com a rivalidade entre times, mas que mostra que humor não precisa de ofensas e que para engajar não é preciso desmerecer ninguém. Show de bola, Bombril!
CERTO
ERRADO
PS: Não torço pelo Sport, pelo Flamengo nem pelo Corinthians. Mas aprecio o que é bem feito e me incomodo com o que é de mau gosto. Parabéns para a equipe do vídeo da Bombril!
Hoje vi no Face um exemplo exatamente oposto ao da Brahma. Um video que também brinca com a rivalidade entre times, mas que mostra que humor não precisa de ofensas e que para engajar não é preciso desmerecer ninguém. Show de bola, Bombril!
CERTO
ERRADO
PS: Não torço pelo Sport, pelo Flamengo nem pelo Corinthians. Mas aprecio o que é bem feito e me incomodo com o que é de mau gosto. Parabéns para a equipe do vídeo da Bombril!
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
SEO é bom e todo mundo gosta
Nos últimos dias, tenho trabalhado bastante em propostas para clientes em busca de um melhor posicionamento online e em planejamento de conteúdo para alimentar mídias sociais. O assunto não sai da minha cabeça.
Para quem se interessa sobre como melhorar os resultados de um site ou blog nos mecanismos de busca, mas não sabe por onde começar, recomendo as dicas desse post aqui. São simples e fáceis de aplicar. Boa sorte!
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quinta-feira, 18 de agosto de 2011
O caso Zara e a importância de ter um lastro reputacional
Quem usa as redes sociais sabe que praticamente todos os dias alguma empresa ou pessoa pública se torna o "alvo da vez" de ataques e críticas. Acho a discussão nas redes sociais necessária, ainda que dificilmente os argumentos usados tenham algum embasamento. Em geral, os argumentos são "baseados em baseado" e as revoltas são #mimimi de gente que reclama sem nem saber direito o que está acontecendo.
Dessa vez, quem está na berlinda é a Zara, acusada de vender produtos feitos por trabalhadores em situação similar à escravidão (saiba mais sobre o caso). Porém, "nunca antes da história das redes sociais", vi uma empresa ter tanta gente tentando apaziguar os ânimos dos revoltadinhos de plantão.
As tradicionais mensagens de "nunca mais compro lá" ainda estão aparecendo nas timelines. Mas, por outro lado, há muitas pessoas dizendo que a Zara não é a única na mesma situação e tantas outras pessoas apoiando a empresa e dizendo que não deixarão de comprar os seus produtos.
Fiquei me perguntando se isto estava acontecendo porque as pessoas estão amadurecendo em relação às críticas que fazem online (afinal, #mimimi cansa até quem o faz, né?) ou se estamos vendo esse comportamento porque a Zara é uma lovemark (e portanto tem um lastro reputacional que a protege nessas situações)? Aposto numa combinação de fatores. Mas acredito firmemente que o lastro reputacional que a Zara criou ao longo dos anos com os seus clientes amenizou o dano que uma denúncia de trabalho escravo poderia causar. As pessoas confiam na marca e se dispõem a dar uma segunda chance, a ouvir o que a empresa tem a dizer sobre o assunto. E em vez de xingar a empresa, tem muita gente dizendo que a culpa do trabalho escravo é de quem compra os produtos, do governo que não fiscaliza e de uma série de outros sujeitos da estória.
Para mim, todos são culpados. A Zara que não garantiu a lisura de seus fornecedores, o governo que não fiscalizou, os consumidores que não se importam com a origem dos produtos que compram e os trabalhadores que se deixaram ser escravizados. O único herói dessa estória é o lastro reputacional da Zara. Palmas para ele!
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domingo, 3 de julho de 2011
Como as lideranças estão sendo afetadas pelas mídias sociais
Leadership Lessons Webinar with Charlene Li and Ken Blanchard from Altimeter Group on Vimeo.
Eu gostaria de ter acompanhado o webinar com Charlene Li e Ken Blanchard, um dos autores de "O Gerente Minuto", no último dia 21 de junho, sobre "Como as lideranças estão sendo afetadas pelas mídias sociais". Fiz minha inscrição, etc e tal. Mas no dia acabei tendo um compromisso e não pude acompanhá-lo. Never mind, recebi o video com o webinar por email e aqui ele está, compartilhado.Alguns pontos interessantes a ressaltar para quem não tiver tempo de escutar o vídeo completo:
- Bons líderes estão preocupados em empoderar as pessoas, não em controlá-las. E é impossível empoderar alguém sem o compartilhamento de informações.
- Pessoas humildes não pensam menos de suas capacidades, elas apenas passam menos tempo pensando sobre si mesmas.
- Para fazer com que as lideranças usem tecnologias sociais, foquem na possibilidade de compartilhamento de informações e de aprendizado, assim como no comportamento de abertura e na transparência, não nas ferramentas. É importante que altos executivos abracem as novas tecnologias.
- Nós temos ferramentas para mensurar mídias sociais, mas ainda não sabemos como mensurar relacionamentos.
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quinta-feira, 16 de junho de 2011
Social Media Revolution 2011
Eu já tinha postado aqui vídeos da série "Social Media Revolution". Portanto, não poderia deixar de trazer a atualização dos números, não é?
A fonte é o Socialnomics.
terça-feira, 24 de maio de 2011
Tatiana Maia Lins na 15ª Conferência do Reputation Institute, em New Orleans
Na última quinta-feira, dia 19 de maio, fiz uma apresentação na 15ª Conferência Internacional do Reputation Institute sobre Reputação Corporativa, Branding, Identidade e Competitividade, em New Orleans. Falei sobre os riscos e as recompensas do uso das mídias sociais no gerenciamento de reputação. E usei como exemplo Eike Batista.
A apresentação começou mostrando a imagem que Eike tem na sociedade brasileira em geral. E para isso, usei o verbete sobre ele da Wikipédia Brasil. Depois, mostrei como ele está usando o Twitter para criar engajamento social, defender as suas ideias e mostrar ao mundo como ele gostaria de ser visto.
Eike Batista entrou no Twitter em junho de 2010, aproximadamente, três meses depois de ter sido apontado pela Forbes como o homem mais rico do Brasil e o 8º homem mais rico do mundo. Naquele momento, muitos ainda se perguntavam quem era "Eike Batista" e "como ele se tornou o homem mais rico do Brasil". Eike saciou parte da demanda por informação sobre ele respondendo em primeira pessoa e em 140 caracteres. Dos quase 12 mil tweets enviados em nove meses, praticamente a metade foi enviada das 21h às 5h da manhã e 90% foram em resposta para alguém.
O Twitter proporcionou uma revolução na comunicação da EBX. Após a entrada de Eike no Twitter, a EBX lançou um hot site chamado Descubra a EBX (com versões em português e em inglês) e um canal no YouTube. Com essas duas ferramentas, a EBX usa o recurso de storytelling para mostrar as operações das empresas e a trajetória de Eike Batista. Eles também fazem um ótimo trabalho ao distinguir as mensagens corporativas das mensagens pessoais de Eike no Twitter com a assinatura #EquipedoEike.
Eike consegue, com o seu Twitter, melhorar a imagem dele (nem sempre as pessoas têm ideias positivas a respeito do empresário) porque ele se apresentou no Twitter como alguém muito aberto e amigável. Há coerência nas suas mensagens, além de apoio e defesa à transparência. As acusações que podem macular a imagem dele são respondidas, em vários casos. E ele conseguiu aumentar a audiência que recebe mensagens positivas sobre ele e as empresas.
A entrada de Eike no Twitter também melhorou a imagem dele porque seus tweets focam bastante em sustentabilidade e porque ele conseguiu estabelecer um canal de comunicação de mão dupla com a sociedade.
Como resultado disso tudo, minha pesquisa detectou que o Twitter de Eike se tornou fonte de informação para jornalistas de todo o mundo, levando a um aumento nas matérias publicadas sobre ele e sobre as empresas.
Exemplos:
* Notícia internacional sobre o desejo de Eike de trazer a Apple para o Brasil.
* Notícia nacional negando o desejo de Eike de comprar o SBT,
Em resumo, com a sua entrada no Twitter, Eike Batista ganhou voz e conseguiu contar ao mundo a história do jeito dele. E ele achou uma maneira totalmente pessoal de usar a ferramenta. Ele encontrou o tom certo para criar engajamento. As mensagens de Eike não são pesadas nem chatolas. E isso fica claro na nuvem de palavras-chave que mais aparecem em suas mensagens. Há o destaque para vários nomes de pessoas, para palavras como "amigo", "obrigado", para risadinhas e um apelo patriótico com a aparição das palavras Brasil e Rio.
O programa da conferência está aqui.
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terça-feira, 1 de março de 2011
Mr Batista e sua caneta mágica
Gente... tava aqui trabalhando no meu paper para apresentar na próxima Conferência do Reputation Institute, em maio, nos EUA, e descobri um dado que fez meu queixo cair. Quase 90% dos mais de 11 mil tweets de Eike Batista foram escritos em resposta para alguém.
Isso que é fazer da ferramenta uma via de mão dupla, hein? Eu, por exemplo, tenho apenas 34% de tweets de respostas na minha conta oficial, enquanto Abílio Diniz tem quase 20%. Com tal nível de interação, seria impossível Eike não gerar engajamento com os seus seguidores! A pergunta que fica, ainda mais com essa proximidade toda do carnaval, é se "Simpatia é quase amor?". Ou seja, basta responder mensagens para gerar engajamento ou é preciso mais que isso? Não, não basta responder, tem que agregar valor com as respostas.
Nem todas as respostas de Eike agregam valor para os seguidores. Muitas mostram apenas que ele é um homem como outro qualquer: com sonhos, problemas e desafios - tal qual qualquer um. Mas até nessas respostas Eike gera valor para o Twitter dele, porque o aproxima das pessoas. A discussão toda é longa. E vai ser bem divertido colocar tudo isso no papel! :-)
Nos vemos em New Orleans? I do hope so!
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
De dano em dano, era uma vez a imagem positiva
Todo dia aparece ao menos um novo caso de denúncia contra serviços mal prestados ou problemas com empresas na minha timeline do Twitter. O de hoje veio do Pará e achei interessante compartilhar porque não se trata mais de uma pessoa física reclamando sobre uma empresa, mas de uma relação empresa/empresa.
A PizzUp está há 17 dias com problemas em seu telefone fixo. Segundo a nossa troca de tweets, hoje eles registraram o 25º protocolo com pedido de reparo na linha. Para chamar a atenção para o problema, eles estão fazendo um sorteio de protesto. Apenas esta mensagem que eu vi já tinha tido 74 retweets, e faltavam ainda 90 minutos para o sorteio ser feito.
É, Oi, está na hora de rever os seus processos. Deixar um delivery de pizzas sem telefone por 17 dias parece descaso, falta de preparo para lidar com os clientes, etc. De tweet em tweet a imagem positiva que alguém pode ainda ter sobre você pode ser enterrada.
Se não bastasse, quando eu perguntei se a Oi tinha dado alguma resposta nas redes sociais sobre a campanha da PizzUp, eles retrucaram: "E eles respondem para alguém"?
Como pode, uma empresa de telefonia, que tem comunicação no core business, que investe tanto para ter uma imagem descolada, continuar sem se comunicar bem com os seus consumidores? Vai entender, né...
Quando não há coerência entre o dito pela empresa e o sentido/vivido pelos consumidores não há geração de valor concreta para a imagem. Não adianta patrocinar eventos de aventuras radicais se a empresa não conseguir responder as demandas seus clientes em tempo hábil.
A PizzUp está há 17 dias com problemas em seu telefone fixo. Segundo a nossa troca de tweets, hoje eles registraram o 25º protocolo com pedido de reparo na linha. Para chamar a atenção para o problema, eles estão fazendo um sorteio de protesto. Apenas esta mensagem que eu vi já tinha tido 74 retweets, e faltavam ainda 90 minutos para o sorteio ser feito.
É, Oi, está na hora de rever os seus processos. Deixar um delivery de pizzas sem telefone por 17 dias parece descaso, falta de preparo para lidar com os clientes, etc. De tweet em tweet a imagem positiva que alguém pode ainda ter sobre você pode ser enterrada.
Se não bastasse, quando eu perguntei se a Oi tinha dado alguma resposta nas redes sociais sobre a campanha da PizzUp, eles retrucaram: "E eles respondem para alguém"?
Como pode, uma empresa de telefonia, que tem comunicação no core business, que investe tanto para ter uma imagem descolada, continuar sem se comunicar bem com os seus consumidores? Vai entender, né...
Quando não há coerência entre o dito pela empresa e o sentido/vivido pelos consumidores não há geração de valor concreta para a imagem. Não adianta patrocinar eventos de aventuras radicais se a empresa não conseguir responder as demandas seus clientes em tempo hábil.
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domingo, 20 de fevereiro de 2011
Depois da revolução, o turismo?
Vi este vídeo numa matéria da Fast Company, que mostrava como os egípcios estão tentando passar nas mídias sociais uma imagem positiva do país após a queda do ditador Mubarak, com o intuito de minimizar os danos à economia provenientes da diminuição do turismo na região.
A tentativa é válida, mas o impacto não chegará ao dedo do pé do causado pelos dias e dias de exposição negativa na mídia. Acho que eles poderiam ter sido mais enfáticos. Se querem alavancar o turismo, porque não mostram os pontos turísticos, não fazem um apelo direto para que as pessoas não os abandonem? Seria cliché, mas passaria a mensagem. Sinceramente, "do Egito, com amor" não me diz nada. E a você?
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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Da importância de sonhar - II
Quem acompanha meu blog há algum tempo sabe que Eike Batista entrou na minha vida (via Twitter) de forma arrebatadora e me deu uma completa chacoalhada, acordando sonhos adormecidos.
Pois bem, aproveitei que preciso fazer um paper para a conclusão da minha pós em Comunicação Integrada e inscrevi a proposta no próximo Congresso do Reputation Institute... Tchanrã: minha proposta foi aceita! :-) U-HU!
"Thank you for your interest in “Navigating the Reputation Economy”— Reputation Institute’s 15th International Conference on Corporate Reputation, Brand, Identity and Competitiveness to be held in New Orleans, Louisiana (USA) this May 18 - 20, 2011.
We are pleased to offer you an official acceptance to present your proposal - "Eike Batista: How the richest man in Brazil (and 8th richest man in the World) is effectively changing people’s perception about him and his companies using Twitter" at this year’s event — congratulations! (...)
This is a very exciting and ambitious project! What a great idea to pick out a very well known guy as a unit of analysis. The way you aim to conduct your research sounds very structured, systematic and thorough. If you can pull this off, we think you may have a very interesting story to tell."
Agora preciso correr para levantar as informações que preciso, tirar visto, etc...
Nos vemos em New Orleans? I do hope so!
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Mais uma ajuda para buscas e monitoramento: Signal do LinkedIn
Se você ainda não está no LinkedIn, a rede de relacionamentos profissionais, agora tem mais um motivo para entrar! A ferramenta de busca deles passou a filtrar updates por assunto, por network, por localização, etc e ainda permite que você salve a pesquisa para acessá-la depois. Show de bola! Amei! :-)
Te vejo no LinkedIn! :-) http://br.linkedin.com/in/tatianamaialins
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Quantas caras você tem?
Vira e mexe eu vejo alguém dando conselhos para as pessoas serem prudentes nas redes sociais para manter uma boa imagem no trabalho. Toda vez que leio/ouço/vejo alguém dizer isso fico pensando se dá mesmo para manter tanto respaldo, estando presente nas redes sociais.
Acho que no fundo a farsa das muitas caras não dura muito tempo. Porque se a pessoa não for profissional, em pouco tempo ela se entrega no trabalho e a boa imagem que poderia ter causado vai por água abaixo por falta de coerência. Mala que é mala não adianta disfarçar. Esse é o tipo de conselho só e válido para a galera sem noção. E quem é sem noção não consegue se policiar por muito tempo.
Por outro lado, já escutei casos de pessoas dizerem que tinham uma determinada percepção negativa sobre alguém do trabalho, porque a pessoa era muito fechada, e que por causa de uma coisa que ela tenha dito nas redes sociais mudou de ideia.
São os dois lados da mesma moeda. Que nem a Medusa, que é tida como monstro por uns (muitos) e como símbolo da beleza por outros.
PS: Eu sigo a linha de Wilson Batista que Paulinho da Viola eternizou: "eu sou assim, quem quiser gostar de mim, eu sou assim..." A única diferença é que me importo com o amanhã e sonho que ele será melhor que hoje. Eu sou uma só, com todas as minhas nuances, mas uma só.
Acho que no fundo a farsa das muitas caras não dura muito tempo. Porque se a pessoa não for profissional, em pouco tempo ela se entrega no trabalho e a boa imagem que poderia ter causado vai por água abaixo por falta de coerência. Mala que é mala não adianta disfarçar. Esse é o tipo de conselho só e válido para a galera sem noção. E quem é sem noção não consegue se policiar por muito tempo.
Por outro lado, já escutei casos de pessoas dizerem que tinham uma determinada percepção negativa sobre alguém do trabalho, porque a pessoa era muito fechada, e que por causa de uma coisa que ela tenha dito nas redes sociais mudou de ideia.
São os dois lados da mesma moeda. Que nem a Medusa, que é tida como monstro por uns (muitos) e como símbolo da beleza por outros.
PS: Eu sigo a linha de Wilson Batista que Paulinho da Viola eternizou: "eu sou assim, quem quiser gostar de mim, eu sou assim..." A única diferença é que me importo com o amanhã e sonho que ele será melhor que hoje. Eu sou uma só, com todas as minhas nuances, mas uma só.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Social Mídia Revolution - agora em português
sábado, 24 de julho de 2010
O sucesso do twitter de Eike Batista
Ok, ok, já sei que tem gente que não agüenta mais me ouvir (ler) falando sobre Eike Batista e sua investida no Twitter. Mas hoje eu farei uma análise do perfil dele, sob a ótica da comunicação integrada - o que já estou para fazer desde a semana passada, mas não tinha conseguido.
O perfil de Eike é um sucesso porque ele entrou de peito aberto. Na foto de seu perfil ele está de braços abertos e com um mega sorriso no rosto. É uma postura bem diferente da foto sisuda que ele usa de divulgação na janela de seu escritório, em quase todas as matérias a seu respeito, ou do tipo de foto usado por outros empresários. E a "postura braços abertos" se mostra não apenas na foto, como nas atitudes. Há coerência entre os discursos e o meio escolhido para enviar tais mensagens.
No Twitter ele fala bobagens, "como todos os meros mortais". E não apenas bobagens, como futilidades. Fala qual a sua preferência por chá, que parou de competir quando o filho nasceu porque ficou com medo de morrer, dá bom dia, boa noite, "um enorme e gigantesco feliz dia do amigo", discute, chama de tolinho... Ou seja, ele se mostra como um homem como qualquer outro. E responde mensagens de forma pessoal e personalizada para quem gosta de música sertaneja ou de rock, sem fazer distinção. Isso é exatamente o que o Twitter exige de seus usuários. Se fosse no Linkedin, por exemplo, não ficaria tão apropriado. Nem no Facebook haveria tamanha interação entre os brasileiros e o BlackBerry dele.
Dando a chance de qualquer um falar o que quiser com "Eike", ele derruba muros reais ou imaginários, gera conhecimento e democratiza o processo de comunicação entre a população e as grandes empresas. Porque muda o padrão de expectativa que as pessoas têm em relação à comunicação com os empresários e empresas, quando todos passam a se sentir próximos dele. Outro dia li uma moça comentando que conseguia resposta de Eike, mas não conseguia resposta da operadora dela de celular. Sensacional, não?!
O twitter de Eike é um sucesso porque tem transparência. Se ele disser qualquer coisa que seja diferente da realidade, tem um exército de 66 mil seguidores (que cresce exponencialmente a cada dia) na tocaia para desmenti-lo. E ele sabe disso.
Como uma pessoa inteligente que é, ele usa a plataforma para marcar posição, defender interesses. O twitter de Eike é uma ferramenta de comunicação da EBX, que não restem dúvidas. O fundo tem a mesma identidade visual da EBX, o e-mail que ele incorporou ao perfil é institucional (.ebx.com.br). As mensagens de respostas em caráter pessoal divulgam ações da empresa, desmentem boatos, tiram dúvidas. Ou seja, o dever de casa de Eike está sendo feito lindamente!
Eike e sua equipe estão de parabéns pela forma como estão conduzindo este canal. Tomara que ele tenha paciência de manter a empolgação dos primeiros dias no futuro. E que haja retorno na reputação das empresas X, aumentando o valor de suas ações ou, ao menos, abrandando resistências e facilitando o trabalho deles.
O perfil de Eike é um sucesso porque ele entrou de peito aberto. Na foto de seu perfil ele está de braços abertos e com um mega sorriso no rosto. É uma postura bem diferente da foto sisuda que ele usa de divulgação na janela de seu escritório, em quase todas as matérias a seu respeito, ou do tipo de foto usado por outros empresários. E a "postura braços abertos" se mostra não apenas na foto, como nas atitudes. Há coerência entre os discursos e o meio escolhido para enviar tais mensagens.
No Twitter ele fala bobagens, "como todos os meros mortais". E não apenas bobagens, como futilidades. Fala qual a sua preferência por chá, que parou de competir quando o filho nasceu porque ficou com medo de morrer, dá bom dia, boa noite, "um enorme e gigantesco feliz dia do amigo", discute, chama de tolinho... Ou seja, ele se mostra como um homem como qualquer outro. E responde mensagens de forma pessoal e personalizada para quem gosta de música sertaneja ou de rock, sem fazer distinção. Isso é exatamente o que o Twitter exige de seus usuários. Se fosse no Linkedin, por exemplo, não ficaria tão apropriado. Nem no Facebook haveria tamanha interação entre os brasileiros e o BlackBerry dele.
Dando a chance de qualquer um falar o que quiser com "Eike", ele derruba muros reais ou imaginários, gera conhecimento e democratiza o processo de comunicação entre a população e as grandes empresas. Porque muda o padrão de expectativa que as pessoas têm em relação à comunicação com os empresários e empresas, quando todos passam a se sentir próximos dele. Outro dia li uma moça comentando que conseguia resposta de Eike, mas não conseguia resposta da operadora dela de celular. Sensacional, não?!
O twitter de Eike é um sucesso porque tem transparência. Se ele disser qualquer coisa que seja diferente da realidade, tem um exército de 66 mil seguidores (que cresce exponencialmente a cada dia) na tocaia para desmenti-lo. E ele sabe disso.
Como uma pessoa inteligente que é, ele usa a plataforma para marcar posição, defender interesses. O twitter de Eike é uma ferramenta de comunicação da EBX, que não restem dúvidas. O fundo tem a mesma identidade visual da EBX, o e-mail que ele incorporou ao perfil é institucional (.ebx.com.br). As mensagens de respostas em caráter pessoal divulgam ações da empresa, desmentem boatos, tiram dúvidas. Ou seja, o dever de casa de Eike está sendo feito lindamente!
Eike e sua equipe estão de parabéns pela forma como estão conduzindo este canal. Tomara que ele tenha paciência de manter a empolgação dos primeiros dias no futuro. E que haja retorno na reputação das empresas X, aumentando o valor de suas ações ou, ao menos, abrandando resistências e facilitando o trabalho deles.
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domingo, 27 de junho de 2010
Os números do "Dia sem Globo"
Sabe aquele papo de companhia de aviação na hora em que o voo está aterrissando? "Sabemos que a escolha da companhia é uma decisão do cliente e agradecemos por você ter nos escolhido". Pois bem, a Globo também o adotou. Li isso numa matéria publicada pela Exame que falava que a audiência da Plim-Plim no suposto Dia sem Globo (a sexta-feira dia 25) não tinha sofrido alteração.
Segundo a Exame, a audiência da Globo durante o jogo Brasil x Portugal teria sido de 44 pontos na Grande São Paulo e 46 pontos no Rio de Janeiro (dados preliminares, a confirmação sairá nesta segunda, dia 28). No jogo do Brasil contra a Costa do Marfim, em um domingo, a audiência teria sido de 40,74 pontos na Grande São Paulo e de 40,73 pontos no Rio de Janeiro.
Ou seja, "mudaram as estações", mas quase nada mudou por aqui. A Globo segue imbatível.
E a matéria de Célio Yano terminava com o seguinte trecho:
"Procurada pela reportagem, a Rede Globo mostrou-se despreocupada com a campanha e agradeceu a audiência desta sexta-feira. "A opção de 'com ou sem' é diária. Na verdade, a cada minuto, o telespectador exerce livremente o seu direito de escolha. E manteve a sua preferência de estar com a Globo. Somos gratos por esse reconhecimento ao trabalho dos nossos profissionais", diz uma nota enviada pela Central Globo de Comunicação."
Leia a matéria da Exame aqui.
E para a galera que gosta dos posts com musiquinha, a que fica é:
quinta-feira, 24 de junho de 2010
"O Dia sem Globo" e a "Nova Ordem Mundial"
Quem está acompanhando a Copa pelo Twitter, além de pela TV, tem se deparado com verdadeiros movimentos de massa em que os posicionamentos a favor ou contra tal postura ganham ares de estabelecimento da “nova ordem mundial”.*
Os que ficam em cima do muro nem aparecem na contagem dos votos. A regra é quase universal: para entrar no TT a campanha tem que trazer um “cala boca” alguém, com exceções para aniversários ou luto ou outras poucas mensagens que despertam atenção pelo pitoresco.
Neste cenário, me pergunto qual a diferença entre o Cala Boca Galvão e o Dia sem Globo, que apareceram nos meus TTs nos últimos dias.
O Cala Boca Galvão, apesar da repercussão internacional, foi uma brincadeira. “Quase” inofensiva. Já o Dia sem Globo é uma mobilização real contra a emissora, na tentativa de dar um “cala boca” e fazê-la repensar a postura adotada. Estou esperando ansiosamente por amanhã para saber qual o verdadeiro impacto que uma mobilização gerada no Twitter pode trazer para a Globo, uma marca tão consagrada. Será que o Império Globo está ameaçado? Será que os dias de arrogância estão contados? Será que o povo realmente está se conscientizando do poder que tem para impor novas ordens mundiais?
Ou tudo não passa de mais um oba-oba, plim-plim inofensivo?
* Peguei emprestado o conceito de “estabelecimento da nova ordem mundial” da minha aula de hoje sobre gestão de crise, com Gaulia, que me foi uma grata surpresa às 7h da manhã!
E para quem é musical, tem "bônus extra": impossível pensar em nova ordem mundial e não lembrar desta canção:
Os que ficam em cima do muro nem aparecem na contagem dos votos. A regra é quase universal: para entrar no TT a campanha tem que trazer um “cala boca” alguém, com exceções para aniversários ou luto ou outras poucas mensagens que despertam atenção pelo pitoresco.
Neste cenário, me pergunto qual a diferença entre o Cala Boca Galvão e o Dia sem Globo, que apareceram nos meus TTs nos últimos dias.
O Cala Boca Galvão, apesar da repercussão internacional, foi uma brincadeira. “Quase” inofensiva. Já o Dia sem Globo é uma mobilização real contra a emissora, na tentativa de dar um “cala boca” e fazê-la repensar a postura adotada. Estou esperando ansiosamente por amanhã para saber qual o verdadeiro impacto que uma mobilização gerada no Twitter pode trazer para a Globo, uma marca tão consagrada. Será que o Império Globo está ameaçado? Será que os dias de arrogância estão contados? Será que o povo realmente está se conscientizando do poder que tem para impor novas ordens mundiais?
Ou tudo não passa de mais um oba-oba, plim-plim inofensivo?
* Peguei emprestado o conceito de “estabelecimento da nova ordem mundial” da minha aula de hoje sobre gestão de crise, com Gaulia, que me foi uma grata surpresa às 7h da manhã!
E para quem é musical, tem "bônus extra": impossível pensar em nova ordem mundial e não lembrar desta canção:
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Lições do "cala boca, Galvão"
Uma piada tomou conta do Twitter, conseguindo ficar nos Trending Topics Mundo por dias e repercutindo até na mídia tradicional (aqui matéria no El Pais). O "Cala boca, Galvão" é muito engraçado (a ideia de Galvão ser um pássaro em extinção, alvo de uma campanha do Greenpeace é sensacional!), mas... E se algo parecido acontecesse com a sua marca? Um viral dessas proporções pode ser trágico para marcas que dependem de boa reputação. E com a rapidez com que as notícias (e piadas) se propagam na web, imaginem o dano que poderiam causar.
Dessa piada, quem trabalha com comunicação tira algumas lições:
* Preste atenção ao que diz e como trabalha. Os tropeços não são mais aceitos ou perdoados.
* Tenha humildade: saiba a hora de calar, de falar, de ouvir e de se desculpar.
* Tenha um plano contra crises. Nesse caso, a estratégia de não revidar é inteligente. Mas nem sempre o silêncio é a melhor aposta (aqui, um kit básico para gestão de crises).
* O mundo evolui. Não continue usando as mesmas estratégias de mil anos atrás, achando que vai continuar obtendo os mesmos resultados. Não coma mosca. Do the evolution!
Se você fizer tudo certinho e ainda assim for alvo de um "cala boca, Galvão"...
Saiba que o mundo é cruel. Mantenha o senso de humor, mas pergunte a seu advogado se há algo a fazer para minimizar o estrago. ;-P
Veja mais sobre as proporções que o "Cala boca, Galvão" tomou aqui e aqui.
Se você caiu numa piadinha dessas, a dica que fica é a velha double-check as informações que receber. Tenha senso crítico. As mentiras estão ficando cada vez mais requintadas.
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segunda-feira, 24 de maio de 2010
BuzzMetrics e Video Census chegam ao Brasil
Da série "notinha interessante que não posso deixar passar em branco"...
"Um ano após o anúncio, o Ibope lançou os serviços BuzzMetrics e Video Census no mercado brasileiro. As duas ferramentas vem complementar os serviços de painel, NetView; o serviço de alcance e freqüência para a web, WebRF; e o serviço de medição de campanhas, AdRelevance."
Veja o texto na íntegra, publicado no www.mundowa.com.br, clicando aqui.
A apresentação das ferramentas pelo Ibope está aqui.
"Um ano após o anúncio, o Ibope lançou os serviços BuzzMetrics e Video Census no mercado brasileiro. As duas ferramentas vem complementar os serviços de painel, NetView; o serviço de alcance e freqüência para a web, WebRF; e o serviço de medição de campanhas, AdRelevance."
Veja o texto na íntegra, publicado no www.mundowa.com.br, clicando aqui.
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