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terça-feira, 24 de maio de 2011

Tatiana Maia Lins na 15ª Conferência do Reputation Institute, em New Orleans



Na última quinta-feira, dia 19 de maio, fiz uma apresentação na 15ª Conferência Internacional do Reputation Institute sobre Reputação Corporativa, Branding, Identidade e Competitividade, em New Orleans. Falei sobre os riscos e as recompensas do uso das mídias sociais no gerenciamento de reputação. E usei como exemplo Eike Batista.

A apresentação começou mostrando a imagem que Eike tem na sociedade brasileira em geral. E para isso, usei o verbete sobre ele da Wikipédia Brasil. Depois, mostrei como ele está usando o Twitter para criar engajamento social, defender as suas ideias e mostrar ao mundo como ele gostaria de ser visto.

Eike Batista entrou no Twitter em junho de 2010, aproximadamente, três meses depois de ter sido apontado pela Forbes como o homem mais rico do Brasil e o 8º homem mais rico do mundo. Naquele momento, muitos ainda se perguntavam quem era "Eike Batista" e "como ele se tornou o homem mais rico do Brasil". Eike saciou parte da demanda por informação sobre ele respondendo em primeira pessoa e em 140 caracteres. Dos quase 12 mil tweets enviados em nove meses, praticamente a metade foi enviada das 21h às 5h da manhã e 90% foram em resposta para alguém.


O Twitter proporcionou uma revolução na comunicação da EBX. Após a entrada de Eike no Twitter, a EBX lançou um hot site chamado Descubra a EBX (com versões em português e em inglês) e um canal no YouTube. Com essas duas ferramentas, a EBX usa o recurso de storytelling para mostrar as operações das empresas e a trajetória de Eike Batista. Eles também fazem um ótimo trabalho ao distinguir as mensagens corporativas das mensagens pessoais de Eike no Twitter com a assinatura #EquipedoEike.

Eike consegue, com o seu Twitter, melhorar a imagem dele (nem sempre as pessoas têm ideias positivas a respeito do empresário) porque ele se apresentou no Twitter como alguém muito aberto e amigável. Há coerência nas suas mensagens, além de apoio e defesa à transparência. As acusações que podem macular a imagem dele são respondidas, em vários casos. E ele conseguiu aumentar a audiência que recebe mensagens positivas sobre ele e as empresas.

A entrada de Eike no Twitter também melhorou a imagem dele porque seus tweets focam bastante em sustentabilidade e porque ele conseguiu estabelecer um canal de comunicação de mão dupla  com a sociedade.

Como resultado disso tudo, minha pesquisa detectou que o Twitter de Eike se tornou fonte de informação para jornalistas de todo o mundo, levando a um aumento nas matérias publicadas sobre ele e sobre as empresas.

Exemplos:
* Notícia internacional sobre o desejo de Eike de trazer a Apple para o Brasil.
* Notícia nacional negando o desejo de Eike de comprar o SBT,

Em resumo, com a sua entrada no Twitter, Eike Batista ganhou voz e conseguiu contar ao mundo a história do jeito dele. E ele achou uma maneira totalmente pessoal de usar a ferramenta. Ele encontrou o tom certo para criar engajamento. As mensagens de Eike não são pesadas nem chatolas. E isso fica claro na nuvem de palavras-chave que mais aparecem em suas mensagens. Há o destaque para vários nomes de pessoas, para palavras como "amigo", "obrigado", para risadinhas e um apelo patriótico com a aparição das palavras Brasil e Rio


O programa da conferência está aqui.

terça-feira, 1 de março de 2011

Mr Batista e sua caneta mágica


Gente... tava aqui trabalhando no meu paper para apresentar na próxima Conferência do Reputation Institute, em maio, nos EUA, e descobri um dado que fez meu queixo cair. Quase 90% dos mais de 11 mil tweets de Eike Batista foram escritos em resposta para alguém.

Isso que é fazer da ferramenta uma via de mão dupla, hein? Eu, por exemplo, tenho apenas 34% de tweets de respostas na minha conta oficial, enquanto Abílio Diniz tem quase 20%. Com tal nível de interação, seria impossível Eike não gerar engajamento com os seus seguidores! A pergunta que fica, ainda mais com essa proximidade toda do carnaval, é se "Simpatia é quase amor?". Ou seja, basta responder mensagens para gerar engajamento ou é preciso mais que isso? Não, não basta responder, tem que agregar valor com as respostas.

Nem todas as respostas de Eike agregam valor para os seguidores. Muitas mostram apenas que ele é um homem como outro qualquer: com sonhos, problemas e desafios - tal qual qualquer um. Mas até nessas respostas Eike gera valor para o Twitter dele, porque o aproxima das pessoas. A discussão toda é longa. E vai ser bem divertido colocar tudo isso no papel! :-)

Nos vemos em New Orleans? I do hope so! 

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Da importância de sonhar - II


Quem acompanha meu blog há algum tempo sabe que Eike Batista entrou na minha vida (via Twitter) de forma arrebatadora e me deu uma completa chacoalhada, acordando sonhos adormecidos.

Pois bem, aproveitei que preciso fazer um paper para a conclusão da minha pós em Comunicação Integrada e inscrevi a proposta no próximo Congresso do Reputation Institute... Tchanrã: minha proposta foi aceita! :-) U-HU!

"Thank you for your interest in “Navigating the Reputation Economy”— Reputation Institute’s 15th International Conference on Corporate Reputation, Brand, Identity and Competitiveness to be held in New Orleans, Louisiana (USA) this May 18 - 20, 2011.

We are pleased to offer you an official acceptance to present your proposal - "Eike Batista: How the richest man in Brazil (and 8th richest man in the World) is effectively changing people’s perception about him and his companies using Twitter" at this year’s event — congratulations! (...)


This is a very exciting and ambitious project! What a great idea to pick out a very well known guy as a unit of analysis. The way you aim to conduct your research sounds very structured, systematic and thorough. If you can pull this off, we think you may have a very interesting story to tell."


Agora preciso correr para levantar as informações que preciso, tirar visto, etc...
Nos vemos em New Orleans? I do hope so!

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

A importância de reconhecer o mérito das equipes

Hoje um tweet do mestre Eike Batista me lembrou a importância do reconhecimento de mérito para o fortalecimento de equipes.

A maioria das empresas, apesar de toda a bibliografia mais moderna em gestão de pessoas mostrar a necessidade humana de reconhecimento, ainda trabalha na absurda lógica "crítica se faz em público, elogio se faz privadamente".

Não há para onde fugir! As empresas são feitas de pessoas, não de robôs! E até os robôs precisam de um certo afago, como uma troca de pilhas, por exemplo. Há ideias maravilhosas que não vingam porque não encontram pessoas disponíveis a abraçá-las. E assim, vemos tantos (bons) projetos ficarem na fumaça ou na sombra do que poderiam ser.

Ao fazer um elogio público para as suas equipes, Eike dá o exemplo e mostra que chegou aonde chegou porque sabe ser grato. E sabe comunicar a sua gratidão. Afinal, de que adianta sentir e não comunicar? Se não há comunicação, não há partilha, não há comunhão.

Eu "sonho" com o dia em que a lógica se inverta. Que os elogios sejam dados em público e os puxões de orelha de forma privada.

A propósito, recentemente li um texto muito interessante em que Carlos Brito, CEO da InBev, fala que o sucesso de uma empresa não depende de seus produtos, mas das pessoas que contrata (veja trecho abaixo). Show de bola, né?

"Great companies are formed by great people," not by popular products, cash flow, or assets, Brito said. "What distinguishes you from an average company is the kind of people you can attract, retain, develop, train, promote. Behind a brand that's doing well in the market, you have people who understand consumers, have insights, execute according to those insights, and translate it."
High-caliber employees, he added, challenge each other and don't take criticism personally. "That's why it's important to hire people better than you," Brito said. "They push you to be better."

Para ler o texto inteiro, clique aqui.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

A importância da fluidez das informações nos negócios

Acabo de ler no mais que querido Nós da Comunicação uma entrevista com a diretora de gestão empresarial da MPX, Ana Beatriz Fernandes, em que ela fala sobre o papel da comunicação nas empresas hoje. Achei muito legal e totalmente coerente com tudo o que leio, vejo e sinto sobre as empresas X. 
Destaco aqui dois trechos, mas recomendo que leiam a entrevista toda, que é curtinha.

"Nós da Comunicação - No evento do Ciclo Comunicar Liderança foram discutidos os valores da gestão no século XXI, que estimulam uma maior participação nos processos. Existe algum movimento da MPX em direção a uma gestão participativa? 

Ana Beatriz Fernandes -
Trabalhamos em grupos, comitês, fazemos reuniões presenciais, fóruns. É uma dinâmica que já faz parte da nossa rotina, pois não é apenas o diretor que deve falar. Temos uma gestão participativa, no sentido de que todos podem contribuir com seus pontos de vista. Para isso, é preciso ter uma comunicação fluida, pois a informação não pode estar retida em um determinado setor, precisa ser compartilhada. A informação serve para a criatividade, gerando mais benefícios para a companhia (grifo meu). Temos o nosso portal do conhecimento, o site, o jornal. Isso é importante para a fluidez do negócio.

Nós da Comunicação – No século passado os líderes eram percebidos como detentores da informação. Como você vê isso atualmente?
Ana Beatriz Fernandes –
Existia uma relação entre informação e poder, que, somada à hierarquia das empresas, tornava a informação confidencial. Com tudo que tem acontecido no mundo em termos de comunicação, principalmente agora, com as mídias sociais acelerando ainda mais esse processo, é impossível reter o conhecimento. Esse movimento não tem volta. O acesso desenvolve o conhecimento e fortalece a capacidade inovadora das pessoas. Vai se destacar quem souber utilizar essa informação."

E nesse contexto, olha só o mestre Eike Batista dando uma aula prática de liderança:


Para ler a entrevista completa, clique aqui.
Para ler outros posts sobre a EBX, clique aqui

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Eike é o cara!


Ontem aconteceu o encontro do G28 + Eike Batista, no Mr Lam. O encontro foi fruto de uma ação no Twitter, um concurso cultural em que ele selecionaria 20 pessoas para conhecê-lo, dependendo do que dissessem sobre o método de gestão 360° que ele criou. Ou seja, uma bela forma de consolidar os seus pensamentos, não? Fazendo com que os 791 twitteiros que tentaram a vaga (e mais os que desistiram de mandar suas respostas, mas pensaram a respeito) colocassem a cabeça para funcionar para descobrir o que é o método dele de gestão.

É impossível deixar de lado o tom de tiete, principalmente porque todo mundo sabe que eu sou louca por ele, há um tempão! Muito antes dele dizer no Twitter: "Mundão, cheguei!". Mas o que mais me impressionou foi a capacidade de comunicação da criatura iluminada! Gente, Eike é o cara!

Vejam só: assim que chegamos ao ponto de encontro, fomos presenteados com uma camiseta pólo com a marca da EBX, que tínhamos que usar. Logo, em todas as fotos que forem divulgadas, os twitteiros estarão com o EBX no peito! Sensacional, não?!

O vídeo institucional que eu não consegui prestar muita atenção porque estava completamente absorvida por adrenalina (ele foi exibido assim que Eike chegou ao evento), nos foi entregue em um CD no final do almoço. Logo, poderemos assisti-lo com calma quantas vezes quisermos.

Durante a conversa conosco, que usamos uma ferramenta de comunicação poderosíssima, ele conseguiu falar de quase todos os pontos em que a mídia o detona, esclarecendo os fatos e cativando a todos com um sorriso largo. Eike, se você ainda tinha alguma dúvida de que já tinha conseguido milhões de evangelizadores que propagassem que você é o cara, pode ficar sossegado!

Mais uma vez, insisto, Eike está quebrando paradigmas ao deixar claro a todos que está aberto para falar com todo mundo. Outro dia ele disse que tinha se transformado em um dragão que cospe transparência! Minha resposta na hora foi "Valei-me meu São Jorge"! Porque é bom se preparar que ele vem com tudo agora! Brincadeira a parte, na verdade, seria bom que todos os empresários adotassem a mesma postura. Porque abertura e transparência são as bases de uma boa comunicação com menos ruídos.

Eu acredito em Eike para mudar a cultura instalada no Brasil de que ganhar dinheiro é pecado, que se alguém está ganhando é porque algo ou alguém está perdendo e de que não é possível pensar no coletivo ou agir com transparência. Isso é um trabalho de longo prazo. Mas quem sabe Eike transforma em médio prazo, hein? hihihi

PS: Gente, além de um grande comunicador, ele é mega motivador. Sabem o que ele disse para mim, quase no meu ouvido, quando fui tirar uma foto com ele: "gênia, você é gênia"! Vocês conseguem imaginar o efeito que isso tem uma pessoa? Principalmente levando em consideração de que foi dito por alguém que é muito admirado por essa pessoa? Foi uma sensação INDESCRITÍVEL de empowerment!

sábado, 7 de agosto de 2010

Eu vou conhecer EIKE! YES!


Eike fez um concurso no Twitter que selecionaria 20 pessoas para um encontro com ele e sua equipe na EBX. Tudo que era preciso fazer era mandar um email dizendo o que a pessoa entendia pela Visão 360° que ele criou. Eu fui selecionada e estou nas nuvens! Para compartilhar a minha alegria com meus leitores, acima está o que escrevi. Na verdade, é também o que entendo sobre o que é preciso para que um empreendimento seja próspero e  tenha vida longa! Eu usei a música Bienal, para me ajudar a pensar. Que bom que Eike entendeu! :-)

E para quem não conhece a música de Zeca Baleiro e Zé Ramalho, aqui está!

sábado, 24 de julho de 2010

O sucesso do twitter de Eike Batista

Ok, ok, já sei que tem gente que não agüenta mais me ouvir (ler) falando sobre Eike Batista e sua investida no Twitter. Mas hoje eu farei uma análise do perfil dele, sob a ótica da comunicação integrada - o que já estou para fazer desde a semana passada, mas não tinha conseguido.

O perfil de Eike é um sucesso porque ele entrou de peito aberto. Na foto de seu perfil ele está de braços abertos e com um mega sorriso no rosto. É uma postura bem diferente da foto sisuda que ele usa de divulgação na janela de seu escritório, em quase todas as matérias a seu respeito, ou do tipo de foto usado por outros empresários. E a "postura braços abertos" se mostra não apenas na foto, como nas atitudes. Há coerência entre os discursos e o meio escolhido para enviar tais mensagens.

No Twitter ele fala bobagens, "como todos os meros mortais". E não apenas bobagens, como futilidades. Fala qual a sua preferência por chá, que parou de competir quando o filho nasceu porque ficou com medo de morrer, dá bom dia, boa noite, "um enorme e gigantesco feliz dia do amigo", discute, chama de tolinho... Ou seja, ele se mostra como um homem como qualquer outro. E responde mensagens de forma pessoal e personalizada para quem gosta de música sertaneja ou de rock, sem fazer distinção. Isso é exatamente o que o Twitter exige de seus usuários. Se fosse no Linkedin, por exemplo, não ficaria tão apropriado. Nem no Facebook haveria tamanha interação entre os brasileiros e o BlackBerry dele.

Dando a chance de qualquer um falar o que quiser com "Eike", ele derruba muros reais ou imaginários, gera conhecimento e democratiza o processo de comunicação entre a população e as grandes empresas. Porque muda o padrão de expectativa que as pessoas têm em relação à comunicação com os empresários e empresas, quando todos passam a se sentir próximos dele. Outro dia li uma moça comentando que conseguia resposta de Eike, mas não conseguia resposta da operadora dela de celular. Sensacional, não?!

O twitter de Eike é um sucesso porque tem transparência. Se ele disser qualquer coisa que seja diferente da realidade, tem um exército de 66 mil seguidores (que cresce exponencialmente a cada dia) na tocaia para desmenti-lo. E ele sabe disso.

Como uma pessoa inteligente que é, ele usa a plataforma para marcar posição, defender interesses. O twitter de Eike é uma ferramenta de comunicação da EBX, que não restem dúvidas. O fundo tem a mesma identidade visual da EBX, o e-mail que ele incorporou ao perfil é institucional (.ebx.com.br). As mensagens de respostas em caráter pessoal divulgam ações da empresa, desmentem boatos, tiram dúvidas. Ou seja, o dever de casa de Eike está sendo feito lindamente!

Eike e sua equipe estão de parabéns pela forma como estão conduzindo este canal. Tomara que ele tenha paciência de manter a empolgação dos primeiros dias no futuro. E que haja retorno na reputação das empresas X, aumentando o valor de suas ações ou, ao menos, abrandando resistências e facilitando o trabalho deles.

domingo, 18 de julho de 2010

Da importância de sonhar

Esse post é um parêntese ao que sempre escrevo por aqui. Poderia estar postado no meu outro blog, Pílulas de Delicadeza. Mas postarei aqui porque quero fazer referência a um post anterior daqui que vai na mesma linha de pensamento.

Em abril, postei um vídeo com Kevin Roberts, o criador do conceito de Lovermarks, que defendia que a moeda do futuro é a ideia. E que as ideias são baseadas em emoções, não na razão. Porque a racionalidade leva à conclusão, enquanto a emoção leva à ação. E Kevin sempre ilustra esse conceito dizendo que as pessoas comentam sobre o discurso de Martin Luther King porque ele disse que tinha um sonho. E brinca: ninguém comentaria o discurso dele se ele tivesse dito "I have a mission" em vez de "I have a dream". Porque pessoas não "compram missões ou estratégias", pessoas "compram sonhos".  Missões corporativas, em geral, são muito frias e distantes do cotidiano das pessoas.

Pois bem, ontem eu "conversei" via Twitter com Eike Batista. Quem me acompanha sabe que vira e mexe eu estou comentando algo sobre Eike, porque sou fascinada pela figura dele. E aí quando Nanda viu que Eike tinha me respondido, na hora ela percebeu o quanto eu iria gostar daquela resposta. E quando ela comentou sobre o feito, ela se referiu a sonho. :-)


Trazendo isso para o mundo corporativo, a lição que fica é: empresas, mantenham as suas estratégias (lembrando que estratégia não se muda a toda hora, é de longo prazo), mas comuniquem os seus sonhos! O de Eike é chegar aonde ninguém chegou antes. Com isso, ele atrai milhares de jovens talentosos que compartilham do mesmo desejo de superação.  
E o seu sonho, qual é?

quinta-feira, 20 de maio de 2010

14 ª Conferência do Reputation Institute, dia 2



Hoje eu destaco duas apresentações que assisti em breakout sessions. A primeira, mostrou como a Gerdau faz o dever de casa direitinho de acompanhar e mensurar tudo o que é dito na mídia sobre ela, em quase todos os países em que atua. Ok, tudo não. O monitoramento é basicamente feito na mídia impressa e online (sem levar em conta ainda as mídias sociais). Mas a empresa pretende incorporar as mídias sociais ao balanço de mídia e aumentar a cobertura para todos os países onde atua.

Renato Gasparetto, diretor de assuntos institucionais e comunicação corporativa da Gerdau, afirmou que o grupo acredita e estimula a liberdade de imprensa e que para eles o que importa não é o volume de notícias veiculadas sobre a empresa, mas a "qualidade" das matérias. Nisso, eles analisam o conteúdo, o veículo, o alcance, etc. Fazem uma verdadeira análise do que é dito e com esses relatórios ajustam, quando necessário, as estratégias de comunicação. Para se ter uma ideia, o sistema deles de análise da mídia é tão sofisticado que, para a contabilidade das métricas, uma notícia negativa anula duas positivas com o mesmo alcance. E faz parte do scorecard deles a prerrogativa de "consolidar a imagem e as relações institucionais". Maravilha, né? Saí encantada com a Gerdau. E partilho totalmente da ideia de que só podemos administrar aquilo que conhecemos! Qualquer planejamento de comunicação que não leva a sério o estágio de conhecer quais são os pontos positivos e negativos da imagem da empresa e a percepção que os stakeholders têm dela está fadado ao fracasso! :-)

A segunda apresentação que eu destaco hoje tem a ver com a internacionalização de marcas. James N Bell, da Lippincott Brand Strategy & Design, chamou a atenção para empresas que vêm de outros países que não fazem parte dos Brics (chamado por ele de BricOs - Bric + others) e que estão "roubando a cena" no cenário mundial. Ele divide essas empresas entre as "Emerging Giants", "New Champions" e os "Arabian Knights". Para mim, estes últimos são os mais interessantes. Isso porque, segundo ele, empresas como a Emirates estão elevando os padrões do que é considerado serviço de luxo no mundo e com isso estão aumentando o padrão de expectativa dos consumidores em relação a seus concorrentes. Realmente, não dá para ignorar esse fato.

No final da breakout session sobre os desafios da gestão de marca em processos de internacionalização, não resisti e fiz uma pergunta. Os apresentadores (além de Bell, estavam à mesa também Nicolas Trad e Anthony Johndrow, ambos do Reputation Institute) muito tinham falado sobre os aspectos que influenciam positiva e negativamente as marcas. E nesse interim me veio à cabeça, mais uma vez, a EBX, que não foi citada em nenhuma das apresentações que assisti até o momento. Então, perguntei o que eles achavam das empresas que têm reputação fortemente ancorada na reputação do CEO. E o que elas poderiam fazer para minimizar os riscos. Minha pergunta não fluiu tão bem quanto como escrevo agora, porque fiquei meio tímida de fazê-la em inglês, com um microfone na mão e sob o olhar de todos. Mas foi completamente compreendida pelos palestrantes e todos tiveram algo a dizer.

Em linhas gerais, o conselho dado às empresas com reputação fortemente ancorada em seus CEOS é: tentem construir uma boa reputação também baseada em aspectos racionais e não apenas na empatia que os stakeholders sentem pelo líder. Mostrem que a empresa segue mesmo sem a figura do heroi porque ninguém é insubstituível. Mostrem quem seria a segunda opção se acontecesse algo ao Super Homem. E tirem vantagem do aspecto humano que a figura de um líder carismático confere a uma empresa. Afinal, pessoas tendem a acreditar/confiar muito mais em pessoas do que em empresas frias. E são mais suscetíveis a perdoar pessoas do que empresas.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

14 ª Conferência do Reputation Institute, dia 1



Depois de meses de espera, eis que finalmente chegou o grande dia! Começou hoje a 14ª Conferência sobre Reputação Corporativa, Marca, Identidade e Competitividade do Reputation Institute. O tema deste ano é o papel estratégico da Sustentabilidade para a administração de Reputação. E vou registrar aqui no blog minhas impressões sobre o evento.

O dia teve boas discussões (que tratarei com mais calma em outros posts, para dar a devida atenção), mas, sinceramente, estas não partiram dos patrocinadores oficiais do evento. A apresentação da Petrobras, comandada por José Lima de Andrade Neto, foi assim assim, para cumprir tabela. Tanto que não fiz nenhuma anotação. Já a do Itaú-Unibanco me deixou em polvorosa para fazer uma pergunta (que não fiz no evento, mas mandei por email para Fernando Chacon, diretor de marketing do Itau. Se ele responder, eu compartilho)

Em sua apresentação, Chacon falou, pela perspectiva do banco, sobre as ações que estimulam o uso consciente do crédito. E chegou a dizer que as reclamações dos consumidores acerca de cobranças diminuíram após a implementação de uma comunicação mais transparente. Beleza. Mas no meu humilde ponto de vista, a relação entre bancos e sustentabilidade não fica por aí não.

Como um banco pode dizer que pratica no Brasil o crédito consciente se as taxas cobradas aqui são das mais altas do mundo? Chegam a 600% ao ano no crédito rotativo do cartão de crédito, segundo estudos da Proteste. No nosso contexto, joga-se para o consumidor toda a responsabilidade por não se endividar para não ter que pagar horrores de juros.

Um banco consciente de seu papel estratégico na economia não deveria oferecer melhores condições aos consumidores? As taxas de juros cobradas ao consumidor no Brasil nunca caem, apesar de todos os avanços na nossa economia. As taxas não caem nem mesmo quando melhora a inadimplência. Eu não consigo entender isso. Não sou economista, sou apenas jornalista. Mas sempre me venderam a ideia de que o retorno dos negócios é atrelado ao risco. Risco menor deveria significar retorno menor, não?

Não seria o momento de os bancos brasileiros mostrarem que confiam nos consumidores e começarem um movimento de queda de juros para o consumidor final? Crédito mais barato seria, com certeza, mais "sustentável", apresentaria uma relação de ganha x ganha, e o banco que fizer isso no Brasil poderá colher frutos abundantes de reputação.

E por falar em patrocinadores do evento, senti falta da EBX na lista de sponsors. Estão lá: Vale, Petrobras, Cemig, Gerdau, Unimed, etc e nada da EBX... Seria uma boa oportunidade para consolidar internacionalmente a ideia de que a EBX também se preocupa com sustentabilidade. Mas deixaram passar!


PS: Para não dizer que não falei das flores, Marcos Bicudo, presidente da Philips Brasil mostrou que sustentabilidade na Philips é uma discussão madura. Show de bola! Articular os articuladores é mesmo o que precisa ser feito para que alcancemos os resultados almejados. Para saber mais sobre sustentabilidade na Philips, clique aqui.

sábado, 13 de março de 2010

EBX e a Sustentabilidade


Há alguns dias, fiz uma apresentação na pós de um estudo de caso sobre a imagem da EBX, holding de Eike Batista, que venho estudando há algum tempo.
Sou completamente fascinada pela figura de Eike e sua habilidade para gerar riqueza em tão curto espaço de tempo. Só para situar quem não está familiarizado com o assunto, ele passou da 61ª posição na lista das maiores fortunas do mundo para a 8ª em apenas um ano.

É de tirar o chapéu!

Mas voltando ao assunto, eu e meu grupo dissemos na apresentação do estudo de imagem que o maior ponto que precisava ser trabalhado na EBX era a Sustentabilidade. Porque os outros elementos que compõem a marca da EBX (o sol, o ouro, as iniciais EB, o X e as linhas paralelas) já estavam mais consolidados na imagem percebida pela sociedade sobre a holding.

E não é que agora a EBX está com uma vaga para Analista de Imprensa Sênior com foco em Sustentabilidade? Um belo desafio de comunicação corporativa argumentativa!

PS: Quem quiser saber mais sobre a EBX: http://www.multiplicando.ebx.com.br/ e http://www.ebx.com.br/