Mostrando postagens com marcador Estratégia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Estratégia. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Mais comunicação para maior competitividade

Olá olá, pessoal!
 
É com muita alegria que informo que ontem foi publicado meu primeiro texto na minha nova coluna no site da Aberje, a Associação Brasileira de Comunicação Empresarial.
 
Este primeiro texto falou sobre como a Comunicação Estratégica pode ser importante para deixar o Brasil mais competitivo. 
 
Eis um trecho:
 
"No último dia 07 de setembro, Dilma, em cadeia nacional, afirmou que aumentar a competitividade brasileira havia se tornado uma das metas do governo dela.
 
Disse a Presidenta: “o nosso (...) modelo de desenvolvimento tem se apoiado em três palavrinhas mágicas: estabilidade, crescimento e inclusão. Com elas, o Brasil tem conseguido crescer e, ao mesmo tempo, distribuir renda. (...) Para tornar nosso modelo mais vigoroso,(...) vamos, a partir de agora, incorporar uma nova palavra a este tripé. A palavra é COMPETITIVIDADE. Na verdade, é mais que uma nova palavra: é um novo conceito, uma nova atitude.”
 
Já era hora de falarmos em competitividade. Em pesquisas internacionais, o Brasil é sempre apontado como um país pouco competitivo, seja pela alta carga tributária, seja pela burocracia que ainda impera nessas bandas e deixa tudo mais difícil, mais moroso.
 
Eu aqui com os meus botões fiquei pensando que será muito mais difícil ter o aumento da competitividade das empresas brasileiras e do país como um todo sem investimento em Comunicação. Comunicação com C maiúsculo, Comunicação Estratégica. Com mais e melhor Comunicação podemos ter maiorcooperação em vez de competição interna e, com isso, poderemos ser mais competitivos no que realmente importa. Isso acontece porque a comunicação estreita laços, compartilha ideais e faz sonhar em conjunto. Deste modo, arestas são aparadas e grupos passam a trabalhar para alcançar um objetivo comum."
 
Veja o texto completo clicando aqui

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Impressões da Conferência do Reputation Institute em Milão

Entre os dias 30 de maio e 1º de junho, aconteceu a 16ª Conferência Internacional em Reputação Corporativa, Branding, Identidade e Competitividade, realizada pelo Reputation Institute. O encontro deste ano, em Milão, debateu a globalização de empresas na Economia da Reputação.  Ou, em outras palavras, como manter uma boa reputação ao operar globalmente, levando em consideração a distância da sede e as diferenças culturais entre os países.

Durante as discussões ficou claro que não há como manter uma boa reputação - seja em casa, seja em outros países - quando há problemas de alinhamento estratégico nas empresas ou quando não há um cuidado com os ativos intangíveis pelos altos gestores. O cuidado com a reputação deve ser preocupação do CEO e de todos os executivos, assim como deve fazer parte da cultura da empresa, não sendo um projeto isolado a ser tocado exclusivamente pelo departamento de comunicação.  A preocupação com a Reputação deve ser constante e começar na sede, de preferência encabeçada pelo CEO.

A comunicação continua crucial, mas ela não faz milagres quando os gestores não se previnem contra crises de imagem e danos à reputação.  Durante o encontro, chegou a ser sugerida a implementação de remuneração variável para os gestores levando em consideração formas de avaliação da Reputação das empresas, o que achei fantástico. Não há dúvidas de que a reputação é uma geradora (ou destruidora, dependendo do contexto) de valor para as empresas.

O encontro discutiu também se as empresas são capazes de "exportar" a boa reputação que têm em seus países de origem para outros locais de atuação e se as empresas conseguem pegar carona na boa reputação que seus países de origem possuem quando se tornam empresas globais. Ainda não há um consenso a respeito destas questões. Mas, em geral, as empresas exportam parte da boa reputação para outros países e, sim, conseguem pegar carona na boa reputação de seus países quando eles são referência em aspectos como qualidade, design ou inovação.

Brasil bola da vez

Diante da crise internacional, o Brasil tem se mantido um ótimo mercado para empresas globais. Somos um país que conseguiu diminuir a pobreza em 50% entre 2002 e 2010, que terá 70% de sua população na classe média até 2030 e que no último ano acrescentou 12 novos nomes à lista de bilionários publicada pela Revista Forbes.

Para as empresas que estão querendo vir para o Brasil, durante a 16ª Conferência do Reputation Institute, eu apresentei dez dicas de como elas podem ser bem sucedidas. Essas dicas foram resultado de um trabalho de pesquisa sobre o que importa para os brasileiros, realizado pela Makemake e pelo coletivo de pesquisa e consultoria Póntos.

Em resumo, para ser bem sucedida, a empresa precisa vir desarmada de estereótipos.  Precisa vir disposta a criar laços e relacionamentos de longo prazo, pois os brasileiros costumam ser fiéis aos produtos e serviços que consomem. A organização precisa investir em redes sociais e em mídias digitais, pois os testemunhos de amigos funcionam mais do que os anúncios tradicionais. E, sobretudo, precisa investir em qualidade e em bom atendimento, pois os brasileiros das grandes cidades não se impressionam mais com o simples fato de um produto ser estrangeiro.

Para ver as outras dicas que apresentei, clique aqui para a apresentação em inglês.

Este texto foi originalmente publicado pelo Nós da Comunicação.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

A estratégia da Olay para aumentar market share



A Olay é uma marca já consolidada na Europa e nos EUA que está tentando conquistar a simpatia das brasileiras. Eu gosto do removedor de maquiagem para olhos deles. E já estou no segundo pote. Qual não foi a minha surpresa esses dias quando vi este vídeo no Facebook, via Rodrigo Cotrim.

No fim de semana, fui à farmácia e vi um panfleto com Juliana Paes, da mesma campanha. Traga o seu potinho usado e troque por um Olay novo. Fiquei pensando e ainda não sei se, como profissional de marketing, eu seria capaz de propor algo parecido. Por isso, queria a opinião dos leitores do Imagem E Comunicação.

Acho a campanha ousada e agressiva com os concorrentes. Imagina chegar no mercado e, literalmente, trocar o que seriam as "amostras grátis" por potinhos usados dos concorrentes. Isso pode forçar uma reação dos concorrentes que já estão no mercado há mais tempo, num mata-mata desnecessário. Em casos assim, ninguém sai ganhando... nem mesmo as consumidoras, afinal quem sempre paga a conta é o consumidor. Se os cremes anti-idade "entrarem em guerra uns com os outros" imagino que o resultado será economia em princípio ativo por parte das empresas para poder manter o preço baixo.

Por outro lado, é uma forma inteligente de saber, exatamente, quais são os produtos com os quais o Olay concorre efetivamente. Porque a possível consumidora Olay entregará, de bandeja, a informação comprovada.

Bem, talvez eu esteja sendo muito puritana ou conservadora. Mas, até o momento, não me sinto atraída a trocar nenhum produto que eu já uso por um novo com esta abordagem, seja ele qual produto for. E também não me vejo propondo uma ação similar a um cliente. O que vocês acham?

Vocês acham que a forma como a Olay está se comunicando com o mercado é adequada à cultura brasileira? Ou seria mais eficiente em outros mercados onde eles atuam? Ou é eficiente no Brasil, mas não é eficaz para pessoas com o meu perfil? No site, por exemplo, eles falam das Promessas de Olay. E citam a quantidade de pesquisas realizadas para comprovar a qualidade dos produtos. Será que o consumidor brasileiro se impressiona com esses números?

Precisaria estudar mais a Olay para chegar a uma conclusão, mas é bem comum que empresas/marcas com atuação internacional tentem usar em novos mercados estratégias bem sucedidas em mercados anteriores, mas que não são tão adequadas ao novo mercado. Um erro básico!

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Para pensar




"nem todas as empresas merecem durar. Talvez a sociedade se beneficie mais se livrando de algumas organizações que caíram de excelentes a terríveis, em vez de continuar permitindo que provoquem enormes dores de cabeça a seus stakeholders".

Jim Collins, em Como as gigantes caem, pg. 87.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Um hare show de posicionamento e diferenciação

Descobri o Hareburger perto do Natal do ano passado, super por acaso. Estava com os amigos do MBA na praia de Ipanema, num finzinho de tarde tomando espumante (u-hu!!!) quando o Hare Cara apareceu.

Ficamos de papo com o Hare Cara, que se chama Rapha. E eu achei sensacional a proposta dele, uma verdadeira "empresa que encanta", portanto estou divulgando.

Rapha bolou uma ótima estratégia para posicionar os seus produtos. Ele não vende sanduíches na praia. Ele vende a "adaptação perfeita de alegria cósmica, sabor e saúde". Fala sério, isso é sensacional! Uma tiração de onda irada, super a cara da zona sul do Rio!

Pedi a Rapha que me mandasse um email explicando como surgiu a ideia e eis o Hareburger nas palavras estrategicamente super alinhadas de seu criador, Raphael Krás, de 24 anos, ex-estudante de Comunicação e agora estudante de Pedagogia:

"O Hareburger é um hamburger vegetariano feito de soja nascido no Rio de Janeiro, em Ipanema quando o alinhamento do cosmos permitiu que ele rasgasse a estratosfera como um cometa reluzente para poder alimentar as pessoas com alegria e saúde.

Ele nasceu em 2006 com vendas na praia de Ipanema. Agora, além de continuar as vendas em Ipanema, são realizadas hare entregas por toda a praia do Arpoador ao Leblon, através do Harephone (94061666). Também são feitas entregas a domicílio e encomendas para festas e eventos cosmotrônicos.


O Hareburger é a adaptação perfeita de alegria cósmica, sabor e saúde.


A variação energética favorita da turma é a Tradicional, que consiste em pão com gergelins - que são como estrelinhas cintilantes - hareburger, uma fina camada de queijo dimensional, tomates orgânicos psicodélicos, alface crocante sinestésica e mostarda transcendental com ervas finas
."

O Hareburger tem perfil no Facebook (Hare Burger) e no Twitter (@hareburger). O site www.hareburger.com está em "construção galática"...

Essa é uma prova de que para fazer um produto diferenciado não é preciso investir milhões, basta "apenas" ser criativo. E, claro, captar a energia dos possíveis clientes. Parabéns, Rapha!

domingo, 19 de setembro de 2010

O peso das palavras: shaming não está com nada!



Meu querido poetamigo Manoel Affonso de Mello tem uma frase que adoro: "Palavra: a mais poderosa das armas. Não pelo tom, mas pelo eco." Esta semana eu vivi duas experiências que me fizeram refletir sobre o peso das palavras e o uso que damos para elas.

A primeira foi em São Paulo, na terça-feira 14. Fui a São Paulo para entrevistar o Diretor Estratégico da Consumers International, Joost Martens. E perguntei a ele quais seriam as regras para o Bad Company Awards deste ano, tendo em vista que no ano passado as empresas foram escolhidas com base em Greenwashing e o tema continua atual e estratégico. Ele me respondeu que não sabia se este ano haveria o "prêmio" porque a estratégia de "naming and shaming" tomava muito tempo para elaboração dos indicados e trazia pouco resultado efetivo. Que o melhor a fazer era trabalhar na conscientização e na parceria com as empresas. Fantástico! Quando ouvi isso fez-se uma luz na minha cabeça. Isso aí, "shaming" não está com nada! Cria inimigos, carrega uma energia pesada. O que todos querem é apoio, incentivo, bons exemplos a seguir!
 
A segunda experiência aconteceu ontem, no Rio, quando vi a exposição sobre os 120 anos de nascimento de Anita Malfatti, no CCBB. Eu já tinha escutado falar sobre a crítica de Monteiro Lobato à exposição dela. Mas não tinha apreendido o que tinha acontecido. Sabe aquela coisa que a gente ouve na aula de Literatura, mas passa batido? Pois bem, tinha sido assim. E eis que ontem eu percebi o peso que as palavras de Monteiro Lobato tinham tido na vida e obra de Anita Malfatti. Era uma "simples" crítica de jornal sobre a exposição. Mas machucou profundamente a artista, deixando a sua obra um tanto mais conservadora. E o mundo nunca saberá aonde Anita poderia ter chegado se não tivesse sofrido tal castração por parte de Monteiro Lobato.

Ok, ok, não adianta apontar canhões para Monteiro Lobato agora. Mas com esses exemplos eu quis propor uma reflexão acerca do que os profissionais de comunicação comunicam. O que estamos fazendo com o poder que temos? Vamos educar em vez de envergonhar?

Uma crítica nunca é simples. E há diferentes tipos de críticas. Há as críticas justas. Mas há também aquelas feitas por ignorância, seja por não saber do que se está falando, seja por não alcançar a grandeza do conceito proposto; as feitas por má fé; por inveja ou vingança, etc. Antes de criticar alguém vamos parar e pensar: o que me leva a fazer tal crítica? Em que ela pode ser "construtiva"? Ela é justa? É isso!

Se alguém quiser ver a tal crítica de Monteiro Lobato à exposição de Anita Malfatti, publicada em 20 de dezembro de 1917, no jornal O Estado de São Paulo, clique aqui. A minha entrevista com Mr Joost será publicada em breve pela Proteste. Quando sair, eu aviso!

PS: Hoje o Imagem E Comunicação completa seu primeiro aniversário! Parabéns pra ele! :-)

domingo, 18 de julho de 2010

Da importância de sonhar

Esse post é um parêntese ao que sempre escrevo por aqui. Poderia estar postado no meu outro blog, Pílulas de Delicadeza. Mas postarei aqui porque quero fazer referência a um post anterior daqui que vai na mesma linha de pensamento.

Em abril, postei um vídeo com Kevin Roberts, o criador do conceito de Lovermarks, que defendia que a moeda do futuro é a ideia. E que as ideias são baseadas em emoções, não na razão. Porque a racionalidade leva à conclusão, enquanto a emoção leva à ação. E Kevin sempre ilustra esse conceito dizendo que as pessoas comentam sobre o discurso de Martin Luther King porque ele disse que tinha um sonho. E brinca: ninguém comentaria o discurso dele se ele tivesse dito "I have a mission" em vez de "I have a dream". Porque pessoas não "compram missões ou estratégias", pessoas "compram sonhos".  Missões corporativas, em geral, são muito frias e distantes do cotidiano das pessoas.

Pois bem, ontem eu "conversei" via Twitter com Eike Batista. Quem me acompanha sabe que vira e mexe eu estou comentando algo sobre Eike, porque sou fascinada pela figura dele. E aí quando Nanda viu que Eike tinha me respondido, na hora ela percebeu o quanto eu iria gostar daquela resposta. E quando ela comentou sobre o feito, ela se referiu a sonho. :-)


Trazendo isso para o mundo corporativo, a lição que fica é: empresas, mantenham as suas estratégias (lembrando que estratégia não se muda a toda hora, é de longo prazo), mas comuniquem os seus sonhos! O de Eike é chegar aonde ninguém chegou antes. Com isso, ele atrai milhares de jovens talentosos que compartilham do mesmo desejo de superação.  
E o seu sonho, qual é?

terça-feira, 13 de julho de 2010

O fim do JB impresso

Hoje li a notícia de que o Jornal do Brasil não mais será impresso. Restará apenas uma versão online.

É com tristeza que recebo esta notícia. Aquele sentimentalismo que fica quando sabemos que algo que tem valor (ao menos histórico) não mais vai existir. Porém, sei que na verdade o JB "as we know it" não deixará de existir em breve, quando não for mais impresso. O JB já deixou de ser o JB há tempo. Alguns bons anos. Agora é só o golpe final, para acabar a "agonia".

Com essa estragégia de ser o primeiro jornal a aposentar o papel, Nelson Tanure muda radicalmente o posicionamento do JB. De um quality paper que ia mal das pernas mas tinha uma marca fortíssima, o JB passa a ser um jornal online sem tradição alguma. Uma estratégia arriscadíssima porque jornal vive de credibilidade e influência.

Quanto tempo mais vocês acham que o JB (que foi o primeiro jornal online do Brasil) vai resistir? Quem acessa o JB online se não for obrigação de trabalho levanta a mão! Ninguém? Hum!

No final do ano passado eu e o meu grupo da pós fizemos uma proposta para salvar o JB, aproveitando que a marca Jornal do Brasil era uma possível Lovemark. Para salvar o JB a nossa proposta era o investimento em conteúdo. Conteúdo, conteúdo e conteúdo. O que o JB perdeu com a chegada de Tanure. Tínhamos propostas também para conteúdo mobile e expansão da marca, claro. Mas partindo da premissa de que haveria aposta no conteúdo.

Aqui está a nossa apresentação. Se nossas propostas não valerem de nada, fica ao menos o resgate histórico do que o Jornal do Brasil representa/ou para a Imprensa no Brasil. Tomara que não acabem também com o CPDocJB, quando o JB acabar de vez!

PS: O grupo que fez esta apresentação, além de mim, era formado por Leandro Buenavila, Elayne Bessa, Daniel Passos e Gisella Francisca.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

O sincretismo religioso da Bahia e a construção da imagem corporativa


Eu tinha ficado de escrever mais sobre a conferência do Reputation Institute aqui no Rio e, na viagem para Salvador, encontrei um ótimo gancho.

A última sessão plenária da quarta, dia 19, discutiu os fatores-chave para a construção e sustentação de uma boa reputação para uma empresa que opera em vários países. E Salvador Apud levantou muito bem a importância de entender a cultura local em que uma empresa estrangeira deseja se instalar.
Para ele, empresas só conseguem se manter em mercados globais sem pensar no aspecto cultural se não tiverem concorrentes fortes. E ele chegou a afirmar que o sentimento de nacionalidade consegue limitar aspectos racionais.

Assim, ele deu uma verdadeira aula sobre como negociar levando em consideração o ponto de vista do outro. Não dá mais para chegar em outros países e tentar impor o modo de operar, de vender, de agir da sede sem fazer concessões. Parece óbvio e fácil, mas tem muito peixe grande errando por aí!

E o que isso tem a ver com a Bahia? Bem, só no Pelourinho encontramos uma placa em frente a uma igreja católica em que se lê "Largo Terreiro de Jesus". Só na Bahia o sincretismo é tão aceito e difundido que um terreiro de candomblé pode ser dedicado ao grande redentor do Catolicismo e ninguém estranha. Se uma empresa tentar ir para a Bahia e não for benevolente e aberta a novos paradigmas pode se dar super mal!

Salve Salvador (Apud)! 

Veja mais sobre o primeiro dia da conferência do Reputation Institute no Rio aqui.
Todos os posts do Imagem e Comunicação inspirados na conferência estão no marcador RIRio.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Os idosos como público-alvo



Acabo de ler que uma notinha do Mundo do Marketing que diz que a rede de supermercados austríaca Adeg é totalmente adaptada para atender consumidores idosos. Tem piso que não escorrega, carrinhos mais ergonômicos, prateleiras facilmente alcançáveis, etc!
Se um dia eu for à Áustria vou conferir. Adorei a ideia! No Brasil, já deveríamos estar pensando em produtos e serviços mais adaptados para os idosos (principalmente em Copacabana...)!

PS: quem quiser explorar o site da Adeg pode fazer como eu fiz: usar a ferramenta de idiomas do Google.
PS2: a imagem fofa eu peguei daqui.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Esqueça tudo o que você sabia de marketing

Kotler, em "Rápido e Flexível", artigo publicado pela HSM, coloca abaixo várias "verdades absolutas" do Marketing. Para ele, as empresas não devem ter como meta "ganhar pela mais alta qualidade", "por um preço inferior", "por maior market share", "pela adaptação de produtos para diferentes públicos", "pela inovação" ou "melhoria contínua". E ele apresenta argumentos razoáveis para defender o ponto de vista.

Na verdade, ele acha que não há receitas mágicas a seguir. O "segredo" estaria na solidez da estratégia traçada por cada empresa, que seria difícil de imitar. Ok, ok.

Mas toda a conversa até ele chegar nesta conclusão fez com que eu pensasse no conceito de "just-noticeable difference", aplicado à percepção dos consumidores. Este conceito explica a razão de inúmeras empresas gastarem fortunas para melhorarem seus produtos ou serviços e depois os consumidores nem perceberem a diferença. Antes de gastar fortunas melhorando o seu produto ou serviço, gaste um tempinho ouvindo os seus clientes para saber se eles querem ou precisam de alguma mudança! Fica a dica! :-)

Para ver outros posts sobre Marketing, clique aqui.
Para ver o artigo de Kotler, clique aqui.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

A Gol conquistando a classe D

Mês passado, eu falei sobre a tentativa da WebJet de conquistar as classes C e D com a venda de passagem pré-paga. Critiquei o alto valor das passagens e a falta de sensibilidade da companhia. E concluí que com o valor que uma pessoa gastaria voando pré-pago pela WebJet daria para duas pessoas voarem pela Gol e ainda tinha um troquinho. Pois bem, a Gol também percebeu o poder das classes menos favorecidas e abriu uma loja numa área popular de São Paulo.

Veja o vídeo do Portal Exame que explica como a Gol vem conquistando a classe D.
Parabéns, Gol! É isso aí! :-)

    
Para ver o post sobre a WebJet, clique aqui.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Explorando as mídias sociais na busca por clientes

Outro dia, vi um texto bem didático sobre o que as empresas devem ou não fazer para serem bem sucedidas no uso das mídias sociais. Guardei-o para um futuro post, mas acabei esquecendo-o.
Antes tarde do que nunca! Clique aqui e não o perca mais de vista.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Avião pré-pago para as classes C e D custa o dobro

Outro dia li no Mundo do Marketing que a WebJet estava com um estande na feira de São Cristovão para vender passagens para as classes C e D, sem burocracia no financiamento, pelo programa "Vai Voando".
Achei um pouco inusitado, porque todas as matérias que venho lendo sobre os consumidores de classes C e D dizem que eles não querem ser associados a produtos destinados à baixa renda. Eles querem comprar produtos parecidos com os que as classes B e A compram, só que com ajustes para que caibam no orçamento mais reduzido.

Fui então em busca de mais informações sobre o programa no site da webjet e estou meio tonta com o "murro na cara" que levei.

O Vai Voando se diz um "celular pré-pago". Nele, o consumidor voa "sem burocracia", mas não antes de terminar de pagar a passagem. Simulei uma compra de passagem no trecho Rio-Recife-Rio (o programa tem como foco principal passagens para o Nordeste) e saíria R$ 934,20, pagando em 12 parcelas de R$ 77,85. Só que optando por esta forma de pagamento eu só poderia viajar a partir de janeiro de 2011!

Simulei a mesma viagem no site da Gol. Aliás, tentei. Porque não é possível comprar passagens para janeiro de 2011. As passagens a venda hoje são para, no máximo, novembro de 2010. Mas não precisava ir tão lá na frente para chegar à conclusão que eu queria. Simulando a compra de passagens para o mesmo trecho em maio de 2010, por exemplo, o total a pagar seria de R$ 437,24, ou R$ 72,87 em seis vezes sem juros.

A diferença entre o Vai Voando e a Gol é de R$ 496,96. Ou seja, com a grana que o cara gastaria para viajar sozinho na Vai Voando, ele poderia ir com a mulher pela Gol e ainda teria um troquinho de quase R$ 60. Além disso, não vi vantagem nenhuma na Vai Voando porque o programa não pede confirmação de renda, mas também não tem risco nenhum para a empresa. A pessoa paga o dobro do que pagaria em outras companhias e só viaja depois que pagar suas passagens.

Realmente, o Vai Voando, com tarifas tão altas, é igual ao celular pré-pago. E eu tenho muuuitas dúvidas se ele vai pegar. Quem opta por um celular pré-pago sabe que a tarifa da ligação é mais alta, mas não se importa porque usa o celular, basicamente, para receber chamadas. Já quem viaja não tem como não se importar com o preço, pois usa efetivamente o que paga.

E você, acha que vai pegar?

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

A maior coelhinha da Playboy é a sua marca

Christie Hefner, filha do fundador da Playboy, contou, durante a ExpoManagement 2009, suas estratégias para alavancar a marca da Playboy por meio da expansão para diferentes negócios.

Segundo ela, o sucesso ocorreu porque eles se mantiveram fiéis à identidade da marca, que seria associada à celebração, ao romance e a liberdades individuais, ao mesmo tempo que adaptaram o conteúdo editorial para a correta exploração de novos canais. E também porque eles pensam sempre como os clientes podem interagir com a marca.

Os trechos abaixo são da cobertura oficial do evento, feita pela HSM, e que pode ser lida clicando aqui.

“Além da revista, a companhia hoje tem canal de TV a cabo, CDs interativos, site, um clube-cassino em Las Vegas e uma mansão com inauguração prevista para breve em Macau, na China. Sob a batuta de Hefner, a marca também ganhou força com o licencimento de produtos variados, como, por exemplo, roupas e itens de decoração. As vendas anuais do varejo somam cerca de US$ 1 bilhão. (...) Boa parte do sucesso da estratégia veio do fato de Hefner ter abordado a TV e a revista de formas diferentes.

Não adiantaria simplesmente transformar uma revista para homens em uma TV para homens.

Enquanto as revistas são lidas individualmente, a TV é assistida por várias pessoas. Com isso em mente, Hefner criou um negócio que pode ser visto por homens e mulheres juntos. Hoje 85% da audiência é formada por casais. (...) Enquanto na revista os leitores podem decidir o que ler, na TV: “Ou o telespectador se engaja ou muda de canal”. Por isso, na telinha não há lugar para reportagens investigativas e entrevistas que marcam a revista. “Na TV ficamos com a essência da marca: o conteúdo sexy e divertido.”

Com isso, a “filha do dono” que deixou o comando da empresa recentemente mostrou que a coelhinha mais lucrativa da Playboy é exatamente a sua marca.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Nestlé de porta em porta


Hoje fiquei sabendo pelo Mundo do Marketing que a Nestlé está com um programa bem interessante de relacionamento com as populações de rendas mais baixas, o Nestlé até você.

O conceito é simples: levar os produtos da empresa até o consumidor, por meio de vendedoras autônomas. Que nem faz a Natura, a Avon e tantas outras empresas que prometem uma renda extra para quem vender os produtos para suas redes de conhecidos, amigos, vizinhos etc.

Iniciado em 2006, o programa já está presente nos seguintes estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná, Pernambuco, Paraíba, Minas Gerais, Espírito Santo, Ceará, Bahia, Alagoas e também em Brasília. Estima-se que sete mil revendedoras já estejam cadastradas.

É a Nestlé se curvando à base da pirâmide! SENSACIONAL!

Neste link, o diretor de Comunicações e Serviços de Marketing da Nestlé explica como funciona o programa em uma entrevista a Thiago Terra, do Mundo do Marketing.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

O silêncio lucrativo de Steve Jobs

Acabo de ler em O Globo que Steve Jobs foi eleito o executivo da década pela revista Fortune. Isso já seria motivo para um post, anyway. Mas o parágrafo final da matéria foi o que mais chamou a minha atenção:

"O professor de Harvard David Yoffie estima que nos meses entre o anúncio e o início da venda do iPhone a Apple recebeu US$ 400 milhões em propaganda gratuita do produto ao não fazer declarações públicas sobre ele. Hoje já são mais de 50 milhões de iPhone e iPod Touch vendidos em 77 países em dois anos e o smartphone da Apple se tornou modelo para outras empresas."

Peraê: Veículos de comunicação ocuparam de livre e espontânea vontade um espaço que custaria US$ 400 milhões (caso tivesse sido vendido como publicidade) falando sobre o "simples" anúncio de um novo produto, que foi seguido pelo tradicional silêncio do fabricante?

Isso é que é um "teaser" de verdade! Jobs revoluciona até com o silêncio.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Pra que servem as Universidades?



Em 2001/2002, fiz um mestrado em Jornalismo Internacional na University of Westminster, em Londres. E ficava maravilhada com os painéis que via espalhados perto do centro de robótica que diziam:

"We provide you artificial intelligence".

Esses dias, recebi um e-mail da universidade com uma campanha para arrecadar fundos para a reforma do salão onde ocorreu a primeira exibição de cinema de toda a  Inglaterra (em um de seus campi) e me deu saudade da escola. Quando entrei em seu site, qual não foi a minha surpresa! A Uni que antes nos oferecia inteligência artificial, tinha incorporado um "Forward Thinking" até em sua logo!

University of Forward Thinking Westminster

Simplesmente fantástico, não? Afinal, para que servem as universidades se não para elevar seus alunos (ainda que com inteligência artificial...) empurrando-os para que pensem adiante?
São slogans assim que criam identidade e coesão à proposta da universidade e deixam os seus alunos orgulhosos de terem feito ou ainda fazerem parte de um time tão "prafrentex".

PS: Claro que mais uma vez (como na maternidade), imagem não é tudo. A Uni tem que ter bons professores, etc, etc, etc. O que estou tentando defender é o belo exemplo da estratégia de marketing aplicada corretamente para alavancar a imagem de uma empresa.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Mais "dreams come true" nas lojas Disney



Muitos acham que as lojas da Disney cumprem a sua função essencial ao expor e vender as miniaturas dos bonecos e tantos outros objetos que levam a marca Disney, não? Mas para o departamento de marketing da  Disney, suas lojas pareciam lojinhas de museu. E isso não bastava! Eles querem que as pessoas que vão às lojas sintam/vivam a experiência mágica da Disney por completo. Que interajam com os personagens via satélite, que se fantasiem como quiserem.
Uma revolução nas lojas Disney vem aí e conta com a ajuda de ninguém menos que Steve Jobs e a experiência das lojas Apple. Algo me diz que depois que o Imagination Park for instaurado, o faturamento das lojas Disney vai subir que é uma beleza. Querem apostar?

Clique aqui e veja de onde tirei este post.

PS: As mudanças chegam em boa hora. Prestem atenção ao comentário da menina logo depois que a atendente pergunta se ela quer alguma coisa: "she scared me" - ela me assustou!

domingo, 11 de outubro de 2009

Os Beatles desbancaram Michael Jackson



A revista Exame de 07/10/2009 (edição 953) traz uma matéria interessante sobre como os Beatles conseguem se manter no mercado como uma marca eterna. Segundo a matéria, assinada por Renata Agostini, o lançamento dos 14 álbuns dos Beatles em versão remasterizada, em setembro, fez com que a banda desbancasse Michael Jackson na quantidade de álbuns listados entre os 10 mais vendidos no ranking geral da Billboard.
Beatles 5 x 3 Michael.
Levando em consideração que estamos no ano que MJ morreu e que a banda se separou há 40 anos, it's remarkable! Em cinco dias, foram vendidas 2,3 milhões de cópias.

E o que faz dos Beatles uma marca sempre tão amada? A matéria mostra algumas razões:

* Longos intervalos entre os lançamentos de seus álbuns, com tempo suficiente para que haja o amadurecimento de uma geração e novos públicos sejam alcançados.

* Cuidado com a marca. Há severas restrições ao uso indiscriminado da marca. Por exemplo: não é permitida a entrada de músicas da banda em coletâneas de outros artistas, nem a venda de álbuns com preços promocionais, tampouco a marca pode ser vinculada a propaganda de produtos que não sejam dos Beatles.

* Diversificação dos produtos e correta exploração mercadológica. Por exemplo: a Disney já anunciou que deve lançar uma versão 3D de Yellow Submarine (desenho animado estrelado pelos Beatles em 1968) coincidindo com os Jogos Olímpicos de 2012, que serão em Londres. Além disso (e entre outras coisas), o Cirque du Soleil tem um espetáculo com as músicas da banda desde 2006 e um jogo que faz de você um dos Beatles foi lançado recentemente.

Show de bola!