Entre os dias 30 de maio e 1º de junho, aconteceu a 16ª Conferência Internacional em Reputação Corporativa, Branding, Identidade e Competitividade, realizada pelo Reputation Institute. O encontro deste ano, em Milão, debateu a globalização de empresas na Economia da Reputação. Ou, em outras palavras, como manter uma boa reputação ao operar globalmente, levando em consideração a distância da sede e as diferenças culturais entre os países.
Durante as discussões ficou claro que não há como manter uma boa reputação - seja em casa, seja em outros países - quando há problemas de alinhamento estratégico nas empresas ou quando não há um cuidado com os ativos intangíveis pelos altos gestores. O cuidado com a reputação deve ser preocupação do CEO e de todos os executivos, assim como deve fazer parte da cultura da empresa, não sendo um projeto isolado a ser tocado exclusivamente pelo departamento de comunicação. A preocupação com a Reputação deve ser constante e começar na sede, de preferência encabeçada pelo CEO.
A comunicação continua crucial, mas ela não faz milagres quando os gestores não se previnem contra crises de imagem e danos à reputação. Durante o encontro, chegou a ser sugerida a implementação de remuneração variável para os gestores levando em consideração formas de avaliação da Reputação das empresas, o que achei fantástico. Não há dúvidas de que a reputação é uma geradora (ou destruidora, dependendo do contexto) de valor para as empresas.
O encontro discutiu também se as empresas são capazes de "exportar" a boa reputação que têm em seus países de origem para outros locais de atuação e se as empresas conseguem pegar carona na boa reputação que seus países de origem possuem quando se tornam empresas globais. Ainda não há um consenso a respeito destas questões. Mas, em geral, as empresas exportam parte da boa reputação para outros países e, sim, conseguem pegar carona na boa reputação de seus países quando eles são referência em aspectos como qualidade, design ou inovação.
Brasil bola da vez
Diante da crise internacional, o Brasil tem se mantido um ótimo mercado para empresas globais. Somos um país que conseguiu diminuir a pobreza em 50% entre 2002 e 2010, que terá 70% de sua população na classe média até 2030 e que no último ano acrescentou 12 novos nomes à lista de bilionários publicada pela Revista Forbes.
Para as empresas que estão querendo vir para o Brasil, durante a 16ª Conferência do Reputation Institute, eu apresentei dez dicas de como elas podem ser bem sucedidas. Essas dicas foram resultado de um trabalho de pesquisa sobre o que importa para os brasileiros, realizado pela Makemake e pelo coletivo de pesquisa e consultoria Póntos.
Em resumo, para ser bem sucedida, a empresa precisa vir desarmada de estereótipos. Precisa vir disposta a criar laços e relacionamentos de longo prazo, pois os brasileiros costumam ser fiéis aos produtos e serviços que consomem. A organização precisa investir em redes sociais e em mídias digitais, pois os testemunhos de amigos funcionam mais do que os anúncios tradicionais. E, sobretudo, precisa investir em qualidade e em bom atendimento, pois os brasileiros das grandes cidades não se impressionam mais com o simples fato de um produto ser estrangeiro.
Para ver as outras dicas que apresentei, clique aqui para a apresentação em inglês.
Este texto foi originalmente publicado pelo Nós da Comunicação.
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sexta-feira, 15 de junho de 2012
Impressões da Conferência do Reputation Institute em Milão
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quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Para pensar
"nem todas as empresas merecem durar. Talvez a sociedade se beneficie mais se livrando de algumas organizações que caíram de excelentes a terríveis, em vez de continuar permitindo que provoquem enormes dores de cabeça a seus stakeholders".
Jim Collins, em Como as gigantes caem, pg. 87.
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segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Informação para o empoderamento feminino
Terça-feira passada (dia 9) dei um pulo em São Paulo para prestigiar o lançamento do portal Tempo de Mulher, da jornalista e empresária Ana Paula Padrão.
Com a iniciativa, que alia um site, a realização de eventos e pesquisas sobre os anseios femininos, a jornalista deseja empoderar a mulher brasileira, principalmente aquelas que melhoraram de condições financeiras nos últimos anos e passaram a fazer parte da nova classe média brasileira.
O projeto é apaixonante. E as mulheres brasileiras precisavam de uma referência como a que o Tempo de Mulher pretende ser. Uma plataforma em que as mulheres encontrem as informações que precisam para traçarem as suas trajetórias de sucesso. Uma plataforma de inclusão e de educação. Ou, nas palavras da sua fundadora:
"A nova mulher brasileira é mais do que apenas uma nova consumidora de produtos. Ela é uma consumidora voraz de educação. (...) essa nova mulher já percebeu que informação, conteúdo e repertório são fundamentais para manter tudo que ela conquistou até agora. Educação, para ela, é sinônimo de inclusão social. Não podemos deixar escapar esta oportunidade de dar a elas aquilo que elas querem. É disso que se trata o projeto Tempo de Mulher." Ana Paula PadrãoEu acredito que o Tempo de Mulher será um sucesso! E, pessoalmente, também procuro esse tal equilíbrio entre o masculino e o feminino. Minhas referências de mulheres fortes e líderes tinham um quê de "ombreira" e "engole o choro". É importantíssimo comunicar às mulheres que elas podem ser fortes e bem sucedidas sem precisar fingir que são homens.
domingo, 3 de julho de 2011
Como as lideranças estão sendo afetadas pelas mídias sociais
Leadership Lessons Webinar with Charlene Li and Ken Blanchard from Altimeter Group on Vimeo.
Eu gostaria de ter acompanhado o webinar com Charlene Li e Ken Blanchard, um dos autores de "O Gerente Minuto", no último dia 21 de junho, sobre "Como as lideranças estão sendo afetadas pelas mídias sociais". Fiz minha inscrição, etc e tal. Mas no dia acabei tendo um compromisso e não pude acompanhá-lo. Never mind, recebi o video com o webinar por email e aqui ele está, compartilhado.Alguns pontos interessantes a ressaltar para quem não tiver tempo de escutar o vídeo completo:
- Bons líderes estão preocupados em empoderar as pessoas, não em controlá-las. E é impossível empoderar alguém sem o compartilhamento de informações.
- Pessoas humildes não pensam menos de suas capacidades, elas apenas passam menos tempo pensando sobre si mesmas.
- Para fazer com que as lideranças usem tecnologias sociais, foquem na possibilidade de compartilhamento de informações e de aprendizado, assim como no comportamento de abertura e na transparência, não nas ferramentas. É importante que altos executivos abracem as novas tecnologias.
- Nós temos ferramentas para mensurar mídias sociais, mas ainda não sabemos como mensurar relacionamentos.
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domingo, 13 de fevereiro de 2011
E se o Rei gaguejar?
Geralmente, não falo sobre esta face da comunicação aqui no blog, a confiança e o equilíbrio pessoal. Mas hoje fui ver "O Discurso do Rei", filme com 12 indicações para o Oscar que está por vir, e saí do cinema pensativa, pensativa. Sem dúvida que a falta de autoconfiança dificulta a comunicação e, até, a realização pessoal. É uma bola de neve. Precisamos de equilíbrio e de autoestima para enfrentar o mundo ou, simplesmente, para aceitar e ocupar completamente o lugar que é nosso por algum direito.
Por outro lado, que mundo tão injusto é esse em que as pessoas que ocupam cargos de liderança não podem ter defeitos? Em outras palavras, não podem gaguejar? Bem, é o mundo em que vivemos e temos que aprender a nos adaptar. Um rei que gaguejasse ao declarar guerra certamente viraria uma piada. E já entraria na guerra vencido.
"O Discurso do Rei" é um filme lindo exatamente porque mostra que o Rei continuou Humano. E que o ser humano é capaz de se superar. Uma boa dica para todos aqueles que vez ou outra acham que precisam virar super-herois para vencer.
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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
A era da transparência total
A demanda atual é completamente diferente. A sociedade quer a verdade verdadeira. E cabe ao novo departamento de comunicação aprender a lidar também com as feridas abertas de modo que o impacto negativo seja o menor possível. E é nesse contexto que o comitê de gestão de crises ganha mais importância. A empresa que mapeia os seus riscos, estará mais preparada para enfrentar as adversidades que porventura ocorram.
Mas voltando ao assunto, a decisão de entrar na era da transparência total mostra a maturidade da empresa e de seus gestores. Simbolicamente, é como se o gestor desse a chave da empresa à sociedade e dissesse: "entre que a casa é sua". Uma decisão em que todos saem ganhando, pois demonstra a intenção de resolver os problemas existentes.
E eu falei isso tudo só porque vi no Valor Econômico de hoje uma matéria sobre o novo CEO da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto, em que ele dizia que não haveria mais "assunto intocável" na Eletrobras. Lindo isso, não?! :-) Vejam só um trecho:
"Menos de 24 horas depois de o ministro das Minas e Energia, Edson Lobão, ter confirmado o nome de José da Costa Carvalho Neto para a presidência da Eletrobras, o ex-presidente da Cemig já falava com fluência dos muitos assuntos que vai enfrentar ao assumir a companhia ainda neste mês. "Não vão existir assuntos intocáveis na Eletrobras", disse Costa em sua primeira entrevista, dada com exclusividade ao Valor, na noite de ontem, e em referência a problemas apontados pelos minoritários da empresa no ano passado. "A presidente Dilma me deu a missão de modernizar a Eletrobras e dar mais eficiência de forma a se traduzir em mais segurança de fornecimento e mais retorno para o acionista".
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sábado, 5 de fevereiro de 2011
Líderes precisam pensar "fora do prédio"
A liderança é um tema que muito me atrai. Adoro analisar como ela se forma, ou como ela se dá. Se é "imposta" ou natural etc.
Vira e mexe me pego pensando "o que faz do líder um líder?", como se a resposta pudesse ser fácil.
E, em todas as pessoas em que eu reconheci real liderança, reconheci também uma forte capacidade de Comunicação, que quando não é natural, ao menos foi bem trabalhada.
Hoje li um texto bem interessante, de Rosabeth Moss Kanter, professora de Harvard, sobre liderança. Ela lembra que o líder não precisa ter todas as respostas, mas precisa dar a direção, apontar o caminho a seguir.
E ela segue dizendo que o líder que precisamos hoje é aquele que pensa "fora do prédio" para ter um impacto na sociedade, e não apenas fora da caixa. Sensacional, não?
"Assim como há o "pensar fora da caixa" como uma metáfora para a criatividade, eu chamo isso de pensar fora do edifício. E eu acho que é o que é necessário agora, se você é um gerente de nível médio ou o CEO.Isto se aplica às agências de saúde, negócio ou governo. Você tem que pensar no resto do mundo, fora do prédio, para ter um impacto na sociedade."
"Os líderes também precisam definir a direção ser tomada. Eles não precisam ter todas as respostas. Eles não precisam criar o plano perfeito. Mas eles precisam definir a direção e orientar as pessoas. Cada vez mais, nas empresas globais, não há como a sede mundial poder ou dever monitorar todas as ações em curso no campo. É por isso que os valores e princípios se tornam ainda mais importantes como ferramenta de gestão no século 21, porque eles se tornam a base universal para a comunicação, para que a organização se una de forma coesa, e também para um diálogo sobre o que é a coisa certa a fazer."
Para ler o artigo na integra (em inglês), clique aqui.
Vira e mexe me pego pensando "o que faz do líder um líder?", como se a resposta pudesse ser fácil.
E, em todas as pessoas em que eu reconheci real liderança, reconheci também uma forte capacidade de Comunicação, que quando não é natural, ao menos foi bem trabalhada.
Hoje li um texto bem interessante, de Rosabeth Moss Kanter, professora de Harvard, sobre liderança. Ela lembra que o líder não precisa ter todas as respostas, mas precisa dar a direção, apontar o caminho a seguir.
E ela segue dizendo que o líder que precisamos hoje é aquele que pensa "fora do prédio" para ter um impacto na sociedade, e não apenas fora da caixa. Sensacional, não?
"Assim como há o "pensar fora da caixa" como uma metáfora para a criatividade, eu chamo isso de pensar fora do edifício. E eu acho que é o que é necessário agora, se você é um gerente de nível médio ou o CEO.Isto se aplica às agências de saúde, negócio ou governo. Você tem que pensar no resto do mundo, fora do prédio, para ter um impacto na sociedade."
"Os líderes também precisam definir a direção ser tomada. Eles não precisam ter todas as respostas. Eles não precisam criar o plano perfeito. Mas eles precisam definir a direção e orientar as pessoas. Cada vez mais, nas empresas globais, não há como a sede mundial poder ou dever monitorar todas as ações em curso no campo. É por isso que os valores e princípios se tornam ainda mais importantes como ferramenta de gestão no século 21, porque eles se tornam a base universal para a comunicação, para que a organização se una de forma coesa, e também para um diálogo sobre o que é a coisa certa a fazer."
Para ler o artigo na integra (em inglês), clique aqui.
domingo, 18 de julho de 2010
Da importância de sonhar
Esse post é um parêntese ao que sempre escrevo por aqui. Poderia estar postado no meu outro blog, Pílulas de Delicadeza. Mas postarei aqui porque quero fazer referência a um post anterior daqui que vai na mesma linha de pensamento.
Em abril, postei um vídeo com Kevin Roberts, o criador do conceito de Lovermarks, que defendia que a moeda do futuro é a ideia. E que as ideias são baseadas em emoções, não na razão. Porque a racionalidade leva à conclusão, enquanto a emoção leva à ação. E Kevin sempre ilustra esse conceito dizendo que as pessoas comentam sobre o discurso de Martin Luther King porque ele disse que tinha um sonho. E brinca: ninguém comentaria o discurso dele se ele tivesse dito "I have a mission" em vez de "I have a dream". Porque pessoas não "compram missões ou estratégias", pessoas "compram sonhos". Missões corporativas, em geral, são muito frias e distantes do cotidiano das pessoas.
Pois bem, ontem eu "conversei" via Twitter com Eike Batista. Quem me acompanha sabe que vira e mexe eu estou comentando algo sobre Eike, porque sou fascinada pela figura dele. E aí quando Nanda viu que Eike tinha me respondido, na hora ela percebeu o quanto eu iria gostar daquela resposta. E quando ela comentou sobre o feito, ela se referiu a sonho. :-)
Trazendo isso para o mundo corporativo, a lição que fica é: empresas, mantenham as suas estratégias (lembrando que estratégia não se muda a toda hora, é de longo prazo), mas comuniquem os seus sonhos! O de Eike é chegar aonde ninguém chegou antes. Com isso, ele atrai milhares de jovens talentosos que compartilham do mesmo desejo de superação.
E o seu sonho, qual é?
Em abril, postei um vídeo com Kevin Roberts, o criador do conceito de Lovermarks, que defendia que a moeda do futuro é a ideia. E que as ideias são baseadas em emoções, não na razão. Porque a racionalidade leva à conclusão, enquanto a emoção leva à ação. E Kevin sempre ilustra esse conceito dizendo que as pessoas comentam sobre o discurso de Martin Luther King porque ele disse que tinha um sonho. E brinca: ninguém comentaria o discurso dele se ele tivesse dito "I have a mission" em vez de "I have a dream". Porque pessoas não "compram missões ou estratégias", pessoas "compram sonhos". Missões corporativas, em geral, são muito frias e distantes do cotidiano das pessoas.
Pois bem, ontem eu "conversei" via Twitter com Eike Batista. Quem me acompanha sabe que vira e mexe eu estou comentando algo sobre Eike, porque sou fascinada pela figura dele. E aí quando Nanda viu que Eike tinha me respondido, na hora ela percebeu o quanto eu iria gostar daquela resposta. E quando ela comentou sobre o feito, ela se referiu a sonho. :-)
Trazendo isso para o mundo corporativo, a lição que fica é: empresas, mantenham as suas estratégias (lembrando que estratégia não se muda a toda hora, é de longo prazo), mas comuniquem os seus sonhos! O de Eike é chegar aonde ninguém chegou antes. Com isso, ele atrai milhares de jovens talentosos que compartilham do mesmo desejo de superação.
E o seu sonho, qual é?
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quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Aprenda com o mestre!
Ainda no clima de rasgação de seda com Steve Jobs, eis que chega às minhas mãos (digo, à minha caixa de entrada) uma matéria da BusinessWeek com os segredos que o mestre usa em suas apresentações.
Quer saber quais são os seis principais?
* uso de elementos de filmes que prendem a atenção: vilões, mocinhos, efeitos especiais, etc. Afinal, ao fazer uma apresentação, ele está sempre contando uma estória.
* foco nos benefícios e dê significado aos números. Afinal, quem assiste uma apresentação sempre se pergunta: "e eu com isso?".
* venda de sonhos, não de produtos. Afinal, quem precisa de mais produtos? Ninguém, mas todos querem sonhar mais.
* chamadas facilmente "twittáveis". Assim, você ajuda as pessoas a difundirem a sua ideia em suas redes sociais.
* sumarização do que se vai falar. Assim, as pessoas já têm uma ideia do que você vai falar. E não fale por mais de dez minutos. Ninguém tem mais saco para discursos de Fidel...
* por fim, se você ainda não tem isso como um lema de vida, KEEP IT SIMPLE, STUPID! Uso de palavras e conceitos técnicos demais só cansa a beleza da galera que te assiste/lê.
A matéria é baseada em um livro de Carmine Gallo, um Communications Coach que assistiu a horas de apresentações de Jobs para desvendar os mistérios (e ganhar um dimdim com isso, why not?).
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sexta-feira, 6 de novembro de 2009
O silêncio lucrativo de Steve Jobs
Acabo de ler em O Globo que Steve Jobs foi eleito o executivo da década pela revista Fortune. Isso já seria motivo para um post, anyway. Mas o parágrafo final da matéria foi o que mais chamou a minha atenção:
"O professor de Harvard David Yoffie estima que nos meses entre o anúncio e o início da venda do iPhone a Apple recebeu US$ 400 milhões em propaganda gratuita do produto ao não fazer declarações públicas sobre ele. Hoje já são mais de 50 milhões de iPhone e iPod Touch vendidos em 77 países em dois anos e o smartphone da Apple se tornou modelo para outras empresas."
Peraê: Veículos de comunicação ocuparam de livre e espontânea vontade um espaço que custaria US$ 400 milhões (caso tivesse sido vendido como publicidade) falando sobre o "simples" anúncio de um novo produto, que foi seguido pelo tradicional silêncio do fabricante?
Isso é que é um "teaser" de verdade! Jobs revoluciona até com o silêncio.
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