E eis que tirei uns dias de folga do trabalho e me peguei lendo até revista de um mês atrás, esquecida no revisteiro. E nessa leitura tão despretenciosa (se é que ler Carta Capital pode ser algo despretencioso), me deparei com uma entrevista que falava sobre a Gestão da Complexidade.
Bonito isso, né? Essas expressões de efeito sempre captam a minha atenção. Lá vai, então, um pouquinho do que aprendi com essa entrevista e que pode, quem sabe, ser aplicacado no gerenciamento de crises, por exemplo.
Meu primeiro destaque da entrevista com Humberto Mariotti, professor da São Paulo Business School, a Denise Ribeiro é que "o modelo complexo parte do princípio que o todo é maior do que a soma das partes e vice-versa."
E eu me pergunto: "como assim, Bial?"
Bem, em resumo, o que o psiquiatra queria dizer é que não adianta recorrermos simplesmente a respostas mecânicas, quando o universo é mecânico e humano. E nesse sentido, temos que pensar em termos de conectividade das ações em vez de lidar com os eventos isoladamente.
E para quem ainda confunde complexo com complicado, o psiquiatra explica: "complexidade vem do latim complexus, que significa o que está tecido junto, e não deve ser confundido com complicação."
E ele vai além: nas máquinas há sistemas complicados, nos seres humanos sistemas complexos. Nas máquinas há "alto nível de precisão e repetitividade e um baixo nível de erro, incerteza e ilusão." Já nos seres vivos o nível de precisão é baixo, mas há "alto nível de adaptabilidade, criatividade e inovação". "O desafio da gestão da complexidade é diminuir tanto quanto possível o nível de erro, incerteza e ilusão dos sistemas complexos adaptativos", sentencia ele, sem abrir mão da criatividade, competência e liderança.
Por fim, "argumentos racionais são úteis para iniciar diálogos, mas danosos se permanecerem lineares, excludentes. Não existe objetividade pura nem subjetividade exclusiva. A percepção resulta da interação do sujeito com o objeto".
Isso tudo para mim foi lindo e me fez refletir: há algo mais complexo do que a comunicação entre duas pessoas ou entre empresas e consumidores? Se o processo de comunicação fosse linear, não teríamos mal entendidos nem ruídos e os resultados almejados seriam sempre alcançados. Mas não é assim que a banda toca. E cobrar que assim seja é bobagem. Mas, de todo modo, é possível tentar gerir parte dessa complexidade!
Para ler a entrevista com Humberto Mariotti, publicada na Carta Capital de 04/08/10, clique aqui.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
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