Uma crise é qualquer ameaça significativa para as operações de uma empresa (cidade ou até pessoa). As crises podem gerar danos à segurança pública, podem levar à perda financeira ou de reputação. A gestão de crises começa por amenizar ou contornar os danos à segurança pública. Depois, pensa-se nos outros aspectos. Salvaguardando-se a reputação, fica mais fácil contornar as perdas financeiras.
W. Timothy Coombs sugere que a boa gestão de crises começa com um plano de ação que tenha sido testado e que seja atualizado, no mínimo, anualmente. Este plano serve como referência, não como modelo, serve basicamente para distribuir tarefas e prever soluções. Concordo com W.Tim, afinal, cada crise é única.
Ele também cataloga um “media training” para a gestão de crises que achei muito legal. Veja só:
2. Apresente informações claramente, evitando jargões e termos técnicos. Falta de clareza faz as pessoas pensarem que a organização está sendo propositadamente confusa, a fim de esconder alguma coisa.
3. Tenha uma aparência agradável diante das câmeras, evitando hábitos nervosos que as pessoas interpretam como engano. Um porta-voz precisa ter contato visual forte e deve evitar gestos nervosos, tais como inquietação ou de estimulação. Quem não estabelece contato visual não passa segurança.
4. Como porta-voz, não seja prolixo. Quanto mais claramente conseguir explicar os principais pontos que a organização está tentando transmitir aos interessados, melhor.”
Por falar em crises, acho que Sérgio Cabral tá precisando de um reforço no time dele de prevenção e gestão de conflitos. Viram a última dele de contratar Tony Blair como consultor para as Olimpíadas? Será que ninguém disse a ele que era melhor contratar um brasileiro? Ou alguém com a imagem mais limpinha? Ai, ai...
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A charge maravilhosa é do jornal português http://aeiou.expresso.pt/.

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